Conforme manda a tradição, prova-se hoje o Vinho Novo, avalia-se a safra, ficamos todos a saber se o vinho corrente que vamos beber no próximo ano terá qualidade e quantidade assegurada, e finalmente se este será um daqueles anos históricos que justifique que se guardem na adega uma quantidade considerável de litros para envelhecer.
Contrariamente ao que seria de esperar, a “Tas ca” não tem este ano (na sequência aliás dos anteriores) razões para festejar este dia.
Devido às péssimas condições “meteorológicas”, não é a “safra” de dois mil e sete quer em quantidade, quer em qualidade, de molde a satisfazer ninguém. Se a isto acrescentarmos que nos últimos anos “a colheita” tem sido igualmente fraca, é já notório que as “adegas” dos portugueses começam a ficar vazias, e não nos podemos alegrar nem festejar, quando se avizinha um dois mil e oito em que seguramente vai faltar o “vinho” para dar alegria a muitas casas e em muitas delas se terá que beber o “vinagre do desemprego”.
António Venâncio
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