Aquando do referendo sobre o aborto envolvi-me em várias polémicas por manifestar o meu NÃO veemente. Referi várias vezes que a IVG era autenticamente a “condenação á morte” dum inocente. Disse-o e continuo a repeti-lo. Para mim é um crime praticado sobre alguém que não teve culpa de “ter sido chamado” a este mundo por alguém que depois se arrependeu. Infelizmente o referendo deu no que deu e o morticínio continua. Mas à boa moda dos “vermelhos”, a luta continua! Mas à frente.
Hoje gostaria aqui de reflectir sobre a pena capital.
Sempre entendi e continuo a entender que a pena de morte é o processo mais simples da sociedade fazer pagar alguém por crimes que praticou. A velha máxima do “olho por olho, dente por dente” não pode ser aplicada por uma sociedade civilizada, sob pena de um qualquer dia destes vermos um violador ser condenado a ser violado e sucessivamente. Se se praticou um crime, este deve ser punido, mas nunca da maneira mais simples que é eliminar pura e simplesmente o criminoso. Recuso esta ideia mesmo para crimes confessos.
Esta é a razão principal pelo qual sou contra. Mas se esta não chegasse, poderia ainda argumentar outro factor a ter em conta: o erro judicial. Se já é bárbaro condenar um culpado, que dizer de condenar um inocente? Não se pense que é invulgar. Vai que não vai outro caso de erro vem parar à opinião pública. Faz hoje oito dias que nos EUA foi absolvido alguém que foi condenado à morte há quinze anos. Esse homem permaneceu QUINZE anos no chamado “corredor da morte” sendo inocente.
Mas como é possível que tal se passe num país que se diz “o mais desenvolvido do mundo”? Se a isto se chama desenvolvimento, prefiro viver “no meu país subdesenvolvido”. E se isto acontece nos EUA que pensar do que se passa noutros países onde a referida pena está institucionalizada e aplicada por dá cá aquela palha?
Para mim basta-me a primeira razão!
Jacinto César
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