Em textos anteriores chamei aqui à atenção da Câmara Municipal para as obras que se estavam a fazer nas Capelas dos Passos de Elvas e que não contemplavam uma protecção em vidro contra o vandalismo e principalmente contra os elementos atmosféricos prejudiciais às pinturas e mosaicos anteriores. Penso saber que há divergências entre o IGESPAR e a CME sobre a forma e materiais a usar.
Só que na altura em que escrevi estes textos não tinha previsto outro fenómeno, que se não o tivesse presenciado, não acreditava: os pilha-Passos.
Como todos sabemos, há muita gente, uns por fé e outros por tradição, que gostam de deitar moedas nas fontes e nas capelas. Por mero acaso já tinha dado por isso no Passo da Rua de Alcamim. Agora o que ainda não tinha visto foi um bando de miúdos na casa dos 10 anos de idade, armados em alpinistas, passarem por cima das grades e rapinarem as moedas que lá se encontravam. Obviamente que lhes chamei à atenção e obviamente retribuíram-me uma série de “mimos”. É impressionante a agilidade com que o fazem com a ajuda de terem ainda pés pequenos que facilmente conseguem meter entre os ferros verticais. Segundo me contaram depois pessoas que assistiram à cena, são o mesmo grupo que se constituíram em “personas non gratas” das lojas aqui do centro da cidade.
Onde estão os pais destas crianças? Porque não estão na escola? Onde para a autoridade que apanhasse estes futuros delinquentes e os levasse a casa a pedir responsabilidades aos pais?
Fica aqui a chamada de atenção a quem de direito para tal situação.
Jacinto César
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