Continuando com o rescaldo do 10 de Junho em Elvas, cabe-me hoje fazer aqui uma referência elogiosa às nossas Forças Armadas.
Ontem referi aqui o medo que os membros do governo têm em aparecer em público devido às manifestações de desagrado que têm tido em todo o país e que em Elvas também se tornou patente. Mas quem assistiu às cerimónias militares teve ter reparado os aplausos com que as nossas tropas foram recebidas durante o desfile. Abro aqui uns parênteses para lavrar o meu profundo desagrado com a atitude no nosso 1º Ministro que manteve durante o desfile aquele ar de arrogante e de desprezo pelo que se estava a passar, enquanto o resto das autoridades aplaudiam. Já via e revi a gravação do desfile e não estou enganado. Será que essa atitude quer dizer alguma coisa? Ele lá saberá o porquê.
Mas voltando ao assunto, os aplausos às Forças Armadas por parte da população pode também ter uma leitura e que é a que eu também faço. É neste momento da vida de Portugal a única instituição credível e que em desespero de causa a população pode recorrer para por o país na ordem.
Gostemos nós ou não da “tropa”, é uma instituição governada por pessoas a quem ainda lhes resta a dignidade, a honestidade, a ética, a disciplina e mais uma série de valores fundamentais de uma sociedade. Podem-me dizer que também por lá há uns malandros. É verdade. E em que sector da sociedade portuguesa é que os não há? Só que ali, se são apanhados são punidos, coisa que não acontece na sociedade civil.
Eu servi o meu país com muito orgulho nessas mesmas Forças Armadas e sei como as coisas funcionam. E se tive esse orgulho enquanto lá estive, continuo a ter esse mesmo orgulho agora.
Querem um exemplo do que acabo de dizer? Lembrem-se de todos os Presidentes da República eleitos após o 25 de Abril. Digam agora qual foi o único que sempre teve uma atitude digna, honesta, isenta e modesta? Não será necessário dizer o seu nome.
O meu obrigado por se manterem fiéis à Pátria.
Jacinto César
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