Muito se tem falado sobre o estacionamento no centro histórico de Elvas, e se me permitem gostaria de dar também a minha opinião, que no fundo terá tanto valor como outra qualquer, desde que seja fundamentada. Eu gostaria de o fazer baseado na minha experiencia como cidadão que moro fora das muralhas e como visitante (turista) de outras cidades.
Eu dividiria o estacionamento no centro em 4 classes:
1- Residentes
2- Pessoas que trabalhem no centro
3- Pessoas que se desloquem casualmente ao centro
4- Visitantes (Turistas)
1 – Depois de se fazer um levantamento de todos os estacionamentos disponíveis (com excepção dos parques), disponibilizaria um local para estacionar o mais próximo possível da residência de cada morador com automóvel. Seriam locais individuais fixos e marcados com a matrícula do carro. Logicamente que estes lugares seriam gratuitos tal como o são os dos moradores fora do centro.
2- Seriam disponibilizados dois ou três parques (ou parte deles) em redor do centro onde toda a gente que trabalhasse aí tivesse também direito a um lugar fixo, marcado e gratuito, tal como acontece a quem trabalha fora do centro.
3- Para quem se desloca ao centro teria duas alternativas: ou estacionava nos parques periféricos ao centro a preços baixos (parques das muralhas), ou então no parque subterrâneo. Aqui, a primeira hora seria gratuita e as seguintes BEM pagas. Com este sistema o que se pretende é que quem vai às compras ao centro e demorasse algum tempo teria os parques periféricos a baixo custo. Quem tivesse que tratar de qualquer assunto rápido teria o parque subterrâneo. Quem quiser ter o carro debaixo de telha muito tempo, pagaria o luxo.
4- Aos turistas ser-lhe-ia reservado um parque único e gratuito. Porquê esta concentração? Por mais do que um motivo. Em primeiro lugar pelo facto de que todos os carros estariam mais protegidos dos amigos do alheio. Em segundo lugar porque permitia concentrar num único local todo o esforço de propaganda turística, comercial, etc. Finalmente seria gratuito por uma questão de cortesia para quem nos visita. (não se pense que estou a inventar algo de novo, porque basta ir à cidade mais visitada do mundo que é Paris para verificar isso). Obviamente que para uma situação destas teria que haver uma sinalética massiva e nas principais línguas de modo a canalizar os visitantes para este parque. Os visitantes que se deslocassem em carros com caravanas, auto-caravanas ou autocarros teriam um parque próprio, por exemplo junto à Senhora da Nazaré, com entrada pela estrada perpendicular ao Hotel D. Luís.
Tal como referi ao princípio, esta é a minha opinião e como tal sujeita a críticas e ao contraditório, mas entendo que assim toda a gente sairia satisfeita e principalmente quem reside e trabalha no centro da cidade. Sei que para um esquema destes funcionar necessitava de um bom planeamento e depois de uma boa fiscalização. Mas para isso temos a Câmara que entre muitas outras tarefas, também lhe cabe esta.
Jacinto César
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