Um facto que causa alguma estranheza a muitas pessoas, é o de haver cidadãos que não querendo meter-se nos assuntos de política partidária, possam exercer o seu direito de cidadania e que é o meu caso. Já afirmei aqui um sem número de vezes que nunca quis, não quero e penso que nunca quererei (o nunca é uma palavra muito forte) enveredar pelo caminho da política activa (leia-se partidária). Não tenho jeito para dar o dito por não dito, mentir quando for necessário e outras particularidades dos políticos.
Agora uma coisa é certa, sinto-me no direito enquanto cidadão e fundamentalmente enquanto elvense que gosta muito, mas muito da sua cidade de apontar o dedo aquilo que me parece mal feito e aplaudir aquilo que julgo estar bem.
Dito isto, vamos a factos.
Em relação ao que se passou em 30 de Junho de 2012 em S. Petersburgo sempre mantive aqui uma versão que sabia ser a correcta, já que tinha fontes junto do processo que me informavam do andamento das coisas. Fui seguindo aqui todo o andamento do processo, dando-me ao trabalho de até traduzir toda a documentação produzida pelo ICOMOS sobre Elvas e a sua candidatura e depois ter seguido a “tempo inteiro” tudo o que se ia passando na Assembleia Anual da UNESCO. Por aquilo que ia lendo dos documentos que me iam chegado, tive sempre uma fé muito grande que as coisas iriam correr bem para Elvas. Era uma fé inabalável e que para mim só um desastre político iria deitar abaixo.
A versão que sempre contei dos factos foi contrariada por muito boa gente e havia até quem por motivos pessoais gostasse que a candidatura “chumbasse”.
Nestes últimos dias o assunto voltou à baila com a “presumível” não homenagem ao Embaixador Francisco Seixas da Costa. Logicamente tive que vir desmentir aquilo que era do domínio público, mas que alguns teimavam em afirmar.
Hoje de manhã quando abri o blog e fui ver se havia comentários para por “on-line”, confesso que me assustei ao ver que havia um que vinha assinado pelo Embaixador Seixas da Costa. Eu nem queria acreditar no que estava a ler, mas era verdade, sim, que o Embaixador em pessoa vinha confirmar aquilo que eu sempre tinha dito.
Senhor Embaixador Seixas da Costa, foi uma grande honra para mim ter-se dado ao trabalho de vir aqui contar a versão dos factos. Não esperava que tal acontecesse, já que não passo de um modesto cidadão que se interessa pelos assuntos da sua terra e que vai escrevendo uns escritos na convicção de poder ajudar a alterar para melhor o que se passa em Elvas.
Fico-lhe muito reconhecido por esse acto. O meu grande obrigado também pelo que fez por Elvas com a sua brilhante intervenção naquele dia 30 de Junho de 2012 que jamais esquecerei.
Os meus cumprimentos
PS – O texto do Senhor Embaixador Seixas dos Santos está nos comentário do post de ontem.
Jacinto César
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