Se há pessoas que gostam de Coimbra, eu sou uma delas, já que passei nesta cidade os meus “anos gloriosos” ao ponto de a considerar a minha segunda cidade. Quero com esta introdução mostrar que sou insuspeito ao dizer aquilo que vou dizer.
Logo após o 30 de Junho de 2012 referi-me aqui ao pouco relevo que todos os média deram à classificação de Elvas como Património da Humanidade. Confesso que fiquei triste por tal facto. Se bem me recordo houve unicamente dois jornais que colocaram na 1ª página uma pequena notícia dando conta da classificação.
Passado um ano sobre este acontecimento, a Universidade de Coimbra e mais duas zonas são também classificadas como Património da Humanidade.
Durante os dias seguintes a comunicação social não falou de outra coisa. Foram títulos garrafais de 1ª página, foi abertura de telejornais, foram as capas das revistas e ainda hoje que já passaram quase 15 dias o assunto mantêm-se nos jornais.
Somos na verdade pequenos e estamos no fim do mundo e a discriminação é por demais evidente.
Se por um lado congratulo-me muito com a classificação de Coimbra, fico desolado por a “casa de Elvas” continuar a merecer um destaque maior que as nossa muralhas e fortes. Lamentável.
PS – Obrigatoriamente o tema seria hoje outro, mas sinto-me de tal maneira desorientado com os acontecimentos que nem sei bem o que haveria de escrever, a não ser que aquilo que sempre disse e que continuo a reafirmar: a política é muito suja, para não dizer outra coisa. Malditos “fedelhos” que nos continuam a enterrar. Diria mais, malditos “traidores à Pátria” que põem o nome de Portugal de rastos.
Jacinto César
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