Depois de na semana passada ter aqui comentado a entrevista ao LE a entrevista de fundo que Rondão Almeida deu, durante o fim-de-semana li com muita atenção a entrevista de Tiago Abreu ao mesmo semanário.
Se a primeira primou pelos auto elogios e principalmente pela ameaça que voltaria 4 anos depois se a quem ele puser as mãos para dar o empurrão para a vitória não se portar como deve ser, lendo o que disse Tiago Abreu, foi tudo muito pobre. Em resumo disse NADA. Mostrou a toda a gente que é um “boy” do partido, que pensa fazer carreira política tal como todos os carreiristas que nos governam e pouco mais. Confrangedor para quem quer ser presidente da câmara. Mas o pior da entrevista, para não dizer que foi mesmo lamentável, foi a intriga que lançou sobre o candidato do PS à autarquia, nomeando Nuno Mocinha e Elsa Grilo. Acho que foi de uma falta de tacto político (mais uma vez) ao fazer ele próprio a escolha do candidato certo, sabendo de antemão das condições de saúde de um deles.
Caro Tiago Abreu: sozinho ou acompanhado há-de ser sempre a segunda versão do Manuel António, só que para pior. Aquele, melhores ou piores ainda tinha ideias. Você nem isso tem. Queixa-se muitas vezes que o actual presidente aproveita as ideias de terceiros para fazer coisas. Se formos por aí, quanto tempo antes eu aqui denunciei o esbanjamento de dinheiro que constituía a construção das piscinas nas freguesias e o alargamento da Nacional 4 e que depois o senhor aproveitou colando-se à ideia? Basta ver quando fez as denúncias e as datas em que eu escrevi aqui sobre o assunto.
Desculpe a minha franqueza, mas o senhor jamais será presidente da CME, nem tão pouco vereador. O senhor tem a particularidade de criar anti-corpos contra o CDS/PP mesmo nas pessoas que se revêem nesse partido e nos seus princípios programáticos. Resta-me dizer-lhe que numa coisa tem coragem: querer saber ao certo quantos votos o seu nome vale. Vai ter uma desilusão.
Jacinto César
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