Normalmente não escrevo nestes dias, retomando somente ao Domingo. Mas hoje não posso deixar de voltar ao assunto, ou seja a relação entre os BOMBEIROS e as touradas.
Nestes últimos dias a polémica continuou pelo facto de eu ter manifestado a minha compreensão em relação ao modo como os BOMBEIROS conseguem angariar fundos para tão nobre causa, recorrendo entre outros à tourada anual.
Para que as coisas fiquem bem claras, quero aqui afirmar que nada me liga pessoalmente aos bombeiros, a não ser a velha amizade que tenho com um (o João Chinita), o conhecimento com algum outro ou outros (não consigo relacionar os meus conhecimentos com o facto de algum pertencer à corporação) e finalmente com o actual Comandante que penso ter sido meu aluno há um bom par de anos.
Faz ideia que surgiu uma polémica sobre o assunto entre alguns bombeiros e uma senhora chamada Maria João Passos e Sousa Barradas. Daí até eu estar envolvido no assunto foi um ápice. Sou acusado pela referida senhora que tinha escrito os textos a pedido (por encomenda) dos B.V.E.. Ora bem, nunca escrevi o que quer que fosse por encomenda de alguém, nem para fazer um favor a A ou B. Mal ou bem, escrevo aquilo que penso pela minha cabeça e não pela de terceiros.
Se é verdade que houve ofensas por parte de alguns bombeiros em relação à dita senhora, por aquilo que li, esta não se lhe fica atrás em termos de linguagem. Ontem mesmo, acabei eu também por ser vítima da língua viperina da dita senhora que se diz oriunda de famílias finas e das mais abastadas de Elvas, mas cuja educação não corresponde às origens. É lamentável o que se passou.
Eu por mim, o caso vai morrer neste momento, mas acredito que por parte da dita senhora muito fina, não. Cá estaremos para ver.
Renovo o desejo de um bom fim-de-semana para todos
Jacinto César
A semana passada surgiu uma polémica enorme no FaceBook sobre a tourada de beneficência a favor dos Bombeiros Voluntários de Elvas. Foi uma peixeirada das antigas e com ofensas à mistura.
Antes de continuar a escrever o que tenho a dizer sobre o assunto, gostaria de deixar aqui bem clara a minha opinião sobre as corridas de touros.
Teria para aí os meus 5 ou 6 anos quando assisti em Badajoz à 1ª, e ao mesmo tempo, à última corrida de touros. Recordo-me como se fosse hoje a má figura que fiz: só batia palmas quando o toureiro era colhido. Coisas de crianças.
Não sou adepto das touradas, mas dizer que sou fundamentalista contra elas, também não. Se por um lado é uma tradição, por outro lado acho que é um espectáculo muito pouco digno. Masem frente. Ah, ainda outra coisa, queria lembrar aos fundamentalistas anti-tourada que se lembrem que quando se estão a banquetear com uma lagosta se lembre de como ela é cozinhada. O mesmo recado para aquele que gostam do petisco que é um ouriço ou os simples caracóis. A lagosta e os caracóis são cozidos vivos e o ouriço é queimado vivo. Mas continuo a não gostar de touradas.
Mas vamos então à corrida anual dos Bombeiros. Segundo informações que são públicas, a corrida rendeu trinta mil euros, dinheiro esse que bastante falta faz aos Homens que são capazes de dar a sua própria vida em prol das dos outros.
Assim sendo, proponho que todos os anos as pessoas que são anti-touradas se proponham arranjar essa verba e a entreguem aos soldados da paz. O grupo ficava satisfeito por não haver mais uma tourada e os Bombeiros ficavam satisfeitos pela verba que entrava. Seria justo. Ou não?
Aqui há umas semanas atrás montou-se uma campanha nacional no FaceBook a favor dos Bombeiros. Cada pessoa teria que dar 1 EURO num determinado dia. Segundo julgo saber a campanha em Elvas rendeu aproximadamente mil euros. Sabendo eu que muitas pessoas deram mais que o pedido euro, onde é que ficou o resto da população? Em casa comodamente. Mas se precisarem deles, nem que seja para que vos entrem pela janela porque se esqueceram da chave em casa, aí já sabem da sua existência. E aí se chegam atrasados ou as coisas não correm pelo melhor.
Caros amigos anti-touradas: faço-vos aqui o convite para que de tempos a tempos e em nome dos bois, façam um peditório a favor dos quais só nos lembramos quando estamos em apuros, assim como aquele ditado popular, que só nos lembramos de S. Bárbara quando faz trovões. Fica aqui a ideia. Ah, e não se esqueçam de não comerem os tais animaizinhos que citei anteriormente.
PS – Comentários só no FaceBook.
Jacinto César
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