A (in)coerência
Há dais, deixei aqui um texto no qual expliquei a distorção que o Governo introduziu nas consequenciais do processo de avaliação dos professores, hoje vou procurar fazer duas simples comparações.
Quando tratamos de avaliação de alunos, e não de professores, o mesmo Governo e até o mesmo Ministério mantém a coerência na forma, mas não no conteúdo. Senão vejamos, novamente “corta” a curva de Gauss, não explicitamente, mas implicitamente quando de um ano para o outro os exames e provas de aferição de 12º, 9º, e 4º anos de Matemática, (relativamente às de 2º ano não me pronuncio pois não as analisei) se tornaram repentinamente mais simples, e não se cansam de repetir que temos que acabar com o insucesso, isto é, eliminar todos os valores negativos da curva de Gauss, só que desta vez o corte é do lado esquerdo da curva contrariamente ao que se quer fazer com a avaliação dos professores.
Uma coisa é certa, para este Governo uma distribuição de resultados de avaliação nunca pode ser normal, nisso são coerentes, mas por outro lado, ao condicionar essa distribuição, uma vez fá-lo pelo extremo superior e outro pelo inferior, e aí é completamente incoerente.
Como ficou dito no texto anterior, duas avaliações negativas consecutivas, no caso de um professor, obriga, e bem, a reconversão, é claro que negativas consecutivas de um aluno em determinado nas disciplinas fundamentais de determinado curso não conduzem à consequente avaliação das suas aptidões e integração em curso mais de acordo com as mesmas, contribuindo para um verdadeiro sucesso. Dir-me-ão, que são jovens, não podemos condicioná-los porque têm algumas negativas.
Por isso não falo de uma reconversão imediata, como aliás acontece em países como acontece em vários pises evoluídos da Europa, mas numa sim numa avaliação das aptidões do aluno que podem ou não conduzir a uma mudança de curso.
Para finalizar apenas um caso por demais conhecido e comentado, o Senhor Governador do Banco de Portugal, Dr. Victor Constâncio, tem por missão supervisionar a banca nacional. No caso BCP o Senhor Governador falhou redondamente nessa supervisão, primeira avaliação negativa. No caso BPN o Senhor Governador falhou redondamente nessa supervisão, segunda avaliação negativa. Está mais que na hora do Senhor Governador ser reconvertido!...
As consequências da avaliação devem ser para todos.
Haja coerência.
António Venâncio
Blogs de Elvas