Muito se tem falado e escrito, principalmente desde que o então Presidente da República Dr. Jorge Sampaio o referiu, sobre a falta de auto-estima dos portugueses, pois bem caros leitores, para combater este estado de espírito que nada tem a ver com a situação real do país, mas apenas com uma característica do povo português, que sente um inequívoco prazer em se lamentar, trago-vos aqui hoje esta informação inequívoca
Somos os primeiros
Não, não pensem que é engano, estamos bem acima da média da zona euro e da UE (a 15 ou a 25) como se pode comprovar na tabela seguinte
Ano 2005
| UE (25) |
4.9 |
| UE (15) |
4.8 |
| Zona euro |
4.8 |
| Portugal |
8.2 |
e mais do que isso temos vindo a crescer, e a distanciar-nos dos outros países quer da UE quer daqueles que a ela pretendem aderir. Temos ao longo dos anos mantido lugares destacados, com valores anuais sempre acima da média. Embora não fossemos o primeiro pais, graças à persistência e elevada qualidade dos nossos políticos, conseguimos estabilizar em valores em torno dos 7.3 enquanto outros países desciam a sua performance ficando definitivamente para trás. Com a subida ao poder do actual governo, em 2005, demos um significativo salto em frente, e isolámo-nos no topo da tabela com uma diferença de 1.3 relativamente ao nosso perseguidor mais directo.
Dirão os leitores mais pessimistas, a fazer fé na tradicional falta de auto-estima, que há certamente um erro, que não pode ser, que os dados não são certamente credíveis. Pois bem, asseguro-vos que, por muito que vos possa parecer impossível, é a mais pura das verdades, somos os primeiros, e destacados!.. Os dados?.. Esses foram recolhidos no eurostat, e podem ser comprovados por quem o desejar. Para alem disso deixo aqui alguns dos gráficos que se podem facilmente retirar do site da referida instituição, e que serviram de base a este post.
Desculpem-me os leitores mas , com a emoção da descoberta, quase me esqueci de dizer em que somos afinal os primeiros.
Somos os primeiros na “Desigualdade na Distribuição dos Recursos”
A todos os políticos que nos têm governado, e tão “habilmente” nos soubera manter no top, quero aqui agradecer publicamente este motivo para elevar bem alto a nossa auto-estima. Ao Governo actual, e ao seu Primeiro Ministro em particular, o meu sentido muito obrigado porque foi com ele, com o início do seu mandato, que demos o salto significativo que nos colocou na liderança indiscutível e isto é um motivo de que se deve orgulhar.
Nota: Os índices referidos quer no texto, quer na tabela, quer nos gráficos são calculados dividindo os recursos dos 20% com mais recursos, pelos recursos dos 20% com menos recursos de cada país.
António Venâncio