Continuando com o tema de ontem, vou explanar um pouco mais a minha ideia, fruto da experiência que tenho como consumidor deste tipo de serviços.
Vamos partir do princípio que as 5 câmaras chegavam a um acordo para trazer os turista para a região através do aeroporto de Badajoz e que se constituía um tour operator para explorar a região.
O natural seria que cada uma das cidades tivesse um escritório a representar o referido tou operator. E para quê?
Normalmente o que acontece por esse mundo fora, quando se chega a uma cidade, a visita a esta já está incluída no preço do pacote, e também é normal que o segundo dia seja um dia livre para que os grupos façam o que bem entender. Aqui entram os escritórios locais do tour operator que propõem às pessoas passeios de meio-dia, de dia inteiro ou de algumas horas. Estes escritórios locais são fundamentais porque são eles a rentabilizar as operações. Por exemplo aqui em Elvas poderiam fornecer pequenos programas, como passear a cavalo, visitar locais arqueológicos, etc, etc. Tanto no primeiro dia como no segundo o mesmo escritório propõe um jantar especial com música do país, jantares românticos à luz da vela, etc, etc..
Como disse ontem, a minha experiência neste aspecto é de muitos anos e abrange 4 continentes e um sem número de países. Em todos os lugares o esquema é o mesmo.
Ah, esquecia-me de mais um elemento fundamental e que é uma agência de aluguer de carros a trabalhar em colaboração com os escritórios, porque há muita gente que nos dias livres gostam de alugar um carro e andarem por aí por conta própria.
Eu não inventei nada que já não exista há muitos anos noutros locais. Agora o que é necessário é as cidades envolvidas falarem, chegarem a um acordo e depois por a máquina a andar.
Respondendo a um “comentador” de ontem, sobre o facto de ter falado em trazer chineses para cá ser uma loucura, visto eles terem por lá muito para visitar, respondo-lhe da seguinte maneira.
Talvez das paisagens mais bonitas que alguma vez vi na minha vida sejam os arrozais na Indonésia. Mas se formos dizer uma coisa destas a um indonésio é capaz de nos dizer que estamos loucos. Quero com isto dizer que aquilo que é exótico para nós, para os locais nada significa. O que é que representa para um alentejano uma planície verde ou dourada de cereais? Nada. Mas qualquer pessoa que nunca tenha encarado com tal vista, fica de olhos arregalados pela sua beleza.
Talvez ainda volte ao assunto turismo.
Jacinto César
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