Em nome de Deus fazem-se guerras. Pede-se até a sua protecção. Veja-se a guerra no Afeganistão (ou outra qualquer): as tropas aliadas combatem em nome de Deus e pedem a sua ajuda. Os muçulmanos combatem em nome de Ala e pedem também a sua ajuda. Com que Deus e Ala não fossem a mesma entidade. Grande dilema terá Deus: protege uns ou os outros?
Há uns dias atrás a maioria dos habitantes do estado do Texas declaram que jamais votarão no candidato Obama, ou seja, um negro a presidente dos Estados Unidos nunca. Em pleno século XXI. A tolerância no seu melhor.
E que dizer do radicalismo político? Nos tempos que correm, pior só o futebol.
Se no futebol ainda se entende, pois é costume dizer-se que quem nasce nesse clube (?) nunca mais muda, o problema maior passa-se com a política.
Admito que em qualquer altura da vida de um cidadão, este, pense que outro partido qualquer que não aquele que sempre apoiou possa ser uma melhor alternativa. Os mais velhos sabem perfeitamente que o percurso político de muita gente, começa na esquerda ou mesmo na extrema-esquerda e consoante a vida lhe vai correndo melhor ou pior, assim se vai deslocando mais ou menos para a direita. Todos nós conhecemos exemplos destes.
Mas o que está neste momento a passar-se, é tomarmos um partido político como se de um clube de futebol se tratasse. O partido que nos é “querido” pode cometer as maiores barbaridades em termos governativos, que nós arranjamos todos os argumentos para o desculpar. Á moda do futebol, a culpa é sempre do árbitro.
Eu se pudesse atrever-me-ia a criar um novo partido: o do voto branco.
Jacinto César
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