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Sábado, 25 de Outubro de 2008

Avaliação

Vamos tentar fazer aqui um exercício de avaliação de um profissional qualquer.

 

Escolhamos em primeiro lugar um cirurgião. Para se avaliar o homem, a primeira coisa que temos que fazer é encontrar outro com mais experiência e presumivelmente com mais conhecimentos que o avaliado. Encontrámos um!

Vamos imaginar agora entrarem os dois para uma sala de operações onde um deles vai ser avaliado.

Vamos imaginar ainda que durante a operação se tem que tomar uma decisão sobre a melhor forma de salvar o paciente. O avaliado, como cirurgião de “serviço” opta por um caminho que não é o mesmo do avaliador. Estou a imaginar a situação, o nosso homem de bisturi na mão sem saber bem se corta mais à direita ou mais à esquerda. Se tudo acabar em bem, tudo bem! E se acaba mal?

 

Vamos escolher a nossa segunda vítima: um polícia.

O nosso homem está indigitado para cumprir uma determinada função durante uma operação policial. Leva atrás de si um polícia mais experiente e presumivelmente mais competente. Durante a operação arma-se um “trinta e um” qualquer. Estou a imaginar os nossos homens de pistola na mão a discutir se quem têm à sua frente é ou não um bandido. Eu vou disparar! Oh meu burro, então não vê que aquele não é o assaltante? Mas o “gajo” está de metralhadora na mão! Oh homem, não vê que aquilo é uma vassoura?

Os dois casos que escolhi são absurdos como não podia deixar de ser (penso eu). Assim sendo vamos escolher um caso real. Bem real, infelizmente.

 

O homem a ser avaliado é professor. É docente de várias disciplinas da área de Mecânica. É o mais velho daquele grupo de docência. Como não há nenhum mais experiente recorre-se a outro professor de outro grupo disciplinar. Neste caso em concreto, o avaliador é professor de Biologia. Obviamente que não está aqui em causa a honestidade e o profissionalismo do avaliador. O que é certo é que este vai estar presente como avaliador em três aulas do avaliado.

Pergunto agora eu: onde está a honestidade do processo de avaliação? Como pode um professor de Biologia avaliar os conhecimentos de um professor de Mecânica? Não pode, mas como ambos são obrigados a ter que cumprir a lei, que remédio têm eles senão sujeitarem-se a um absurdo destes.

 

Esta é a avaliação que o Ministério da Educação quer fazer. Esta é a avaliação que os professores não querem que se faça. É por estas e outras que somos contra, para já não falar no número de horas semanais que se gastam em burocracias.

 

Neste caso concreto, o avaliado sou eu!

 

Jacinto César

 


Tasca das amoreiras às 23:08
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12 comentários:
De Anónimo a 26 de Outubro de 2008 às 00:48
Eu bem dizia que o Ministro da Justiça é menos arrogante que a Ministra da Educação.

Qualquer dia os professores também usam pulseiras electrónicas nas Escolas para não poderem fugirem.


De Anónimo a 26 de Outubro de 2008 às 00:55
Se o Avaliado és Tu não há qualquer problema.
O médico pode enganar-se a cortar ou o polícia a dar um tiro certeiro.

Os dois casos que escolhi são absurdos como não podia deixar de ser.


De leiras a 26 de Outubro de 2008 às 08:21
Sr. Professor Jacinto César.
Por brincadeira vou-lhe colocar aqui um mail que um amigo meu me enviou:

Não é que duvide da vossa interiorização dos novos métodos de avaliação de desempenho, mas para ajudar aqui vai uma história:



Era uma vez uma aldeia onde viviam dois homens que tinham o mesmo nome:

Joaquim Gonçalves.

Um era sacerdote e o outro, taxista.
Quis o destino que morressem no mesmo dia

Quando chegaram ao céu, São Pedro esperava-os.
- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Não, o taxista.

São Pedro consulta as suas notas e diz:
- Bom, ganhaste o paraíso. Levas esta túnica com fios de ouro e este ceptro de platina com incrustações de rubis. Podes entrar.
- O teu nome?
- Joaquim Gonçalves.
- És o sacerdote?
- Sim, sou eu mesmo.
- Muito bem, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e este ceptro de ferro.
O sacerdote diz:
- Desculpe, mas deve haver engano. Eu sou o Joaquim Gonçalves, o sacerdote!
- Sim, meu filho, ganhaste o paraíso. Levas esta bata de linho e...
- Não pode ser! Eu conheço o outro senhor. Era taxista, vivia na minha aldeia e era um desastre! Subia os passeios, batia com o carro todos os dias, conduzia pessimamente e assustava as pessoas. Nunca mudou, apesar das multas e repreensões policiais. E quanto a mim, passei 75 anos pregando todos os domingos na paróquia. Como é que ele recebe a túnica com fios de ouro e eu... isto?
- Não é nenhum engano - diz São Pedro. - Aqui no céu, estamos a fazer uma gestão mais profissional, como a que vocês fazem lá na Terra.
- Não entendo!
- Eu explico. Agora orientamo-nos por objectivos. É assim: durante os últimos anos, cada vez que tu pregavas, as pessoas dormiam. E cada vez que ele conduzia o táxi, as pessoas começavam a rezar.

Resultados! Percebeste? Gestão por Objectivos! O que interessa são os resultados, a forma de lá chegar é completamente secundária...!


PS: Qualquer semelhança com alguma realidade é pura coincidência


De Anónimo a 26 de Outubro de 2008 às 08:49
Bonita História.
Ainda há o Objectivo Cunha ( Resolve muita coisa)
E ainda o Objectivo Tacho ( Resolve ainda mais coisa)

É tudo uma Questáo de Objectivo.


De Anónimo a 26 de Outubro de 2008 às 10:07
"Os dois casos que escolhi são absurdos como não podia deixar de ser"...claro que não podia deixar de ser. Vindo de si tudo é um absurdo!


De Tasca das amoreiras a 26 de Outubro de 2008 às 15:47
Caro amigo

Finalmente soube que o meu amigo era. Á partida sabia que os seus comentários só poderiam partir de uma pessoa educada. Não me enganei. Fico satisfeito por ainda aparecerem alguns comentadores assim.

Um abraço.


De Anónimo a 26 de Outubro de 2008 às 10:57
Oh César , o professor de biologia não está lá para indagar ou julgar, se sabes de Mecânica (isso bem ou mal ) foi feito pela universidade (espero que não seja a mesma que licenciou o nosso 1ª) está lá para, ver se a tua aula, é dada de maneira a que os alunos percebam aquilo que lhe queres transmitir.
Voces(prof ) não querem avaliação de maneira nenhuma pq será?´
Umas vezes queixam-se do modo outras do género explica-nos lá como deve ser feitas as avaliação, não venhas com exemplos bacocos.


De Tasca das amoreiras a 26 de Outubro de 2008 às 15:41
Caro Fernando

Para que continuas tu a escrever como anónimo? É para eu não saber quem comenta ou para os outros não saberem? Muito gosta tu de andar sempre na sombra. Sempre andaste. Sempre foi o teu feitio trabalhar e manobrares por trás (salvo seja). É aqui nos blogs como foi sempre na política. Mas enfim, cada um é como cada qual!
Antes ainda de te esclarecer sobre a avaliação, gostava que me esclarecesses um mistério. Porque é que nunca gostaste da classe? Algum te fez mal? Ou foi por culpa de algum que não continuaste a estudar? Ou foi porque não foste capaz? Sempre manifestastes uma má vontade para com aqueles que estudaram e tiraram um curso. Será complexo ou arrependimento de não teres querido ou podido fazer o mesmo? Condições nunca te faltaram. Pronto, já sei que te fartaste de trabalhar! Mas enquanto tu tiveste um pai “rico” que te deixou um negócio, eu tive um pai pobre que me deixou somente um curso. Nem todos tiveram a mesma sorte.
Quanto à questão em si, tu que andaste pelas mesmas carteiras do que eu, podes dizer-me se a velhice num lugar qualquer é sinónimo de competência? Mas é assim! Agora pergunto eu: e quem avalia os mais “velhos”, que se por acaso forem incompetentes, podem estar a avaliar os mais novos muito mais competentes que os avaliadores? Bem, de uma coisa tenho eu a certeza, se tu fosses o avaliador estávamos todos tramados.
Oh homem, sossega-te que já tens idade para isso. Sabes, um dia vou armar-me em avaliador dos comerciantes de Elvas. Sempre estou para ver que nota lhes vou dar!
Volta sempre.


De Anónimo a 26 de Outubro de 2008 às 19:56
Oferece ao Homem da Biologia um Presunto inteiro e com osso e prova-lhes que é possível fatia-lo nas tuas oficinas por meios mecânicos.
No final comem todos.

O que é que interessa o Homem ser de Biologia ou de Francês?

O importante é que haja presunto.


De Anónimo a 26 de Outubro de 2008 às 19:59
Assim com Presunto a avaliação é sempre BOM e se levarem um tinto das aldeias para acompanhar,então muda para EXCELENTE.


De Anónimo a 27 de Outubro de 2008 às 01:22
César:
Fui avisado por um amigo deste teu desabafo e ao ler o teu comentário a um comentário anónimo pensei, se não te conhecesse, que estava perante um individuo que não está bom da cabeça mas, lendo mais atentamente , verifiquei que há uma intenção maldosa neste comentário.
Começas por fazer crer que o comentário é meu e como a minha opinião (que pessoalmente já te tinha dito) coincide com o comentarista vai daí, concluis que sou eu o autor, não vinha mal ao mundo pq subscrevo o comentário, só que, maldosamente insinuas que não dou a cara ou seja sou cobarde e tu o valentão.
Para que conste, nos últimos 30 anos fui Presidente da ACISE 4 anos, do Elvas cad vice presidente 2 anos e 2 anos e meio presidente, na politica, vogal e vice presidente do PSD durante 4 anos e membro eleito da Assembleia municipal, com uma única falta durante os 4 anos de mandato, se isto não é dar a cara o que é.!? O que fizeste tu nestes 30 anos, dizer mal como fizeste com o teu colega KUSKI quando foi candidato!!!!!
A seguir para esclarecer o mistério fazes várias perguntas que passo a esclarecer para que acabe o mistério, fica a saber:
Eu adorei todos os meus profs , de todos aprendi muito do que sei e por isso, estou grato a todos e seria um castigo para mim, se tivesse terminado o curso de agente técnico de engenharia e tivesse que dar aulas, estaria como tu, a lutar para não me avaliarem porque seria uma nódoa de prof , não escolhi o que faço mas, adoro, é um risco permanente e um stress mas, prefiro ser um pq comerciante realizado do que, um prof frustrado. Quanto ás capacidades estudantis, os 2, como tu dizes, andamos nas mesmas carteiras e acrescento tivemos os mesmos prof, tudo igual, embora em anos diferentes por isso, poderemos comparar as notas obtidas durante as secções preparatórias os nossos 2 anos comparáveis já que se tratava dos mesmos prof, eu tive média de 14 valores, os necessário para dispensar do exame e me poder matricular sem exame de acesso, ao Instituto industrial de LISBOA o 1º no ranking dos três institutos que havia na altura. No meu currículo escolar tive também um prémio que me encantou em 1964 o de melhor aluno de electricidade das escolas industriais do alto Alentejo dado pela empresa Hidro eléctrica do alto Alentejo no valor de 600 escudos, nessa altura era um bom dinheiro, as notas se quiseres comprovar é só ires á secretaria da escola e comprova de contrário eu levo-te o comprovante, tu sabes que quem não conseguia entrar sem exame, por não ter nota, fazia exame em Coimbra que era mais fácil, não era?!
Agora vamos á parte em que te tornas asqueroso, reles, baixo e pedante; desde quando achar que as pessoas para serem promovidas, em todos as profissões públicas ou privadas, deve ser por mérito comprovado e avaliado (ser for o caso), é estar contra os que tiraram o curso de bacharel ou superior? Conheço muitos que apesar de tirarem um curso são uma verdadeiras nodoas e até têm receio de ser avaliados.
O meu pai como o teu, fez sacrificios para eu poder estudar e se fosse rico, teria casa propria e não era teu visinho no bairro das caixas, eu aos dezanove anos trabalhava e estudava para não sacrificar os meus pais, ainda que contra a vontade deles.
És repugnante quando com a frase "o negocio que o teu pai te deixou" deixas a idea de que se não fosse a herança..... enganaste, a minha mãe ficou com tudo em nome dela ela tinha um negocio e eu comecei outro, só juntamos os dois quando ela se reformou e eu já tinha todo o pq património que tenho hoje.
Depois de me ofenderes, tentares humilhar-me, tentares prejudicar-me profissionalmente, com frases como "sempre manifestastes uma má vontade para com aqueles que estudaram e tiraram um curso" , vamos ter que ter uma conversa "de pé de orelha", para me explicares muito bem explicadinho, quais os objetivos desta frase, até breve.
Quanto á explicação estapafurdia que deste ao anónimo, acabas por lhe dar razão, avaliação é coisa que foges dela como diabo da cruz e agora pergunto eu porque será?
NOTA
Dou-te um conselho, mete-te com quem quiseres mas comigo, evita, para teu e meu bem, já não perco tempo com respostas escritas quando tentares ofender-me, resolvemos isto como tu disseste num dos teus posts "á maneira antiga"


De Anónimo a 27 de Outubro de 2008 às 10:07
caro comentador
Sou da sua opinião.
César deve meter-se com quiser de frente.
Bom dia
Obrigado


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