Antes de voltar ao tema gostaria de agradecer à maioria dos comentadores do post anterior por terem discutido o assunto sem muitas picardias.
Voltando ao tema em questão, gostaria de referir alguns argumentos em que se fundamenta a minha opinião:
1- A data de 20 de Setembro não representa nenhum facto especial, a não ser estar associado ao final de um ano agrícola e ao início de outro. As festas, tanto as religiosas como as profanas, coincidiam com os poucos dias de férias que os trabalhadores agrícolas tinham entre os referidos anos agrícolas. Aproveitavam então essa época para fazerem as compras mais importantes, como sendo a roupa, o calçado ou algumas alfaias agrícolas ligeiras. Compravam também as novidades que os feirantes traziam. Eram dias de festa efectivamente populares e genuínas. Viviam-se aqueles dias de forma “total”. Comia-se, bebia-se, cantava-se, dançava-se e quando já não havia nada para fazer então dormia-se.
2- Com o evento dos transportes públicos (o primeiro que apareceu foi o célebre autocarro branco do Painho seguindo-se a Setubalense) as pessoas começaram a deixar progressivamente de aqui pernoitar. Iam e vinham os dias que queriam. Recordo-me ainda de nos olivais adjacentes ao Santuário haver uma sementeira de tabuletas, tendo cada uma o nome da localidade para onde se dirigia o autocarro que os levaria de volta a casa. Este facto fez com que as grandes noitadas começassem a diminuir. Foi o princípio da mudança.
3- Com a massificação do transporte individual tudo mudou e as coisas nunca mais voltaram a ser iguais. Nem poderiam pois os tempos estavam a mudar.
4- Actualmente, a única coisa que permanece inalterável na forma e no conteúdo é a Procissão dos Pendões que marca o início oficial das festas. Quanto ao resto tudo mudou.
Pergunto então, qual é o problema de passar TUDO do 20 de Setembro para 20 de Agosto? Eu não consigo encontrar qualquer malefício, antes pelo contrário.
Amanhã continuarei a argumentar as razões da minha proposta.
Jacinto César
De Anónimo a 29 de Agosto de 2008 às 20:04
"e, por culpa de quem dirige a confraria e de atrasados como tu, Elvas continua a não ter um parque de feiras digno desse nome, quando outros concelhos já o criaram."
"Só gente que anda de olhos tapados, como os burros em volta da nora, é que não vêem. Os burros ainda têm desculpa porque não foram eles que taparam os próprios olhos, agora tu... Valha-me Deus!"
A falta de argumentos dos "democratas" ao serviço do rondão dá lugar ao insulto a quem de boa fé comenta!
Caro Jacinto,
Digam que sou Velho mas não do Restelo. Há coisas que devem evoluir mas a evolução não pode apagar a tradição. Um dos valores que ainda nos resta a Portugal é o termos sabido, por força de mais de 40 anos de ditadura, preservar o mais genuíno da nossa ruralidade.
Feiras moderna e "expos" são para terras que não tinham estas tradições e agora por força dos cartazes fazem um "brilharete" na região.
Elvas pode fazer mais pelo S. Mateus sem acabar com os feirantes e tendo que mutar-se numa feira de alcatrão e pavilhões.
Obviamente que tanta tradição também pode ser refrescada e se os jovens não sentirem o S. Mateus como seu, seja lá da sua forma, nada feito!
Que atractivos tem o S. Mateus para os jovens?
Que queremos do nosso S. Mateus? Foguetes, procissões e músicas brejeiras?
Sinceramente este Velho Conselheiro quer ouvir as opiniões dos comentadores e elucidar-se sobre o sentir da população.
Porque não se constituí uma empresa municipal, com participação da Confraria, Associações Comerciais e outros e gerem a festa?
Quanto à data espero num futuro próximo ver os habitantes do Concelho pronunciar-se em referendo.
De Anónimo a 30 de Agosto de 2008 às 09:51
Tem toda a razão o Zé de Mello. Se quer fazer EXPO, o rondão que exproprie uns terrenos do outro lado da estrada(LADO DA QUINTA DAS ÀGUIAS) e deixe o paRQUE DA pIEDADE EM PAZ!
Por quê expulsar os feirantes que montam tenda?
Por quê reduzir a área de S Mareus se já tem o pavilhão transfonteiriço?
Se quer construir pavilhões por que não o faz expropriando terrenos do outro lado da estrada de Lisboa (lado da quinta das águias)?
Por que fez o rondão chantagem com os confrades no boletim municipal?(OU APROVEITAM OU PERDEM-SE MUITOS MILHÕes do quadro comunitário)?
De Anónimo a 31 de Agosto de 2008 às 16:13
Não sabia que o fado é música brejeira e nem que a Ana Moura ou o Frei Hermano da Câmara são brejeiros. Contigo sempre se aprendem umas coisas! E já agora, não viste a semana da Juventude no Parque da Piedade, com concertos èspecialmente para os jovens todos os dias, com carrinhos de choque e outras actracções, com bares, etc.?
Há, ainda não viste os jovens a divertir-se no S. Mateus? Já viste os carrinhos e choque e outras atracções e os bares? Eu divirto-me bué. Claro que tu não, porque falas do que não sabes.
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