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Quinta-feira, 17 de Julho de 2008

Modernidades

A esquerda em geral tem cada coisa que ainda me conseguem surpreender. A Juventude Socialista ainda consegue ser pior. Eu explico!

Em Portugal segundo estudos feitos recentemente há cerca de um milhão de homossexuais, ou seja, há 1 homossexual em cada 10 portugueses. Até aqui nada tenho a dizer pois são as opções de cada um. Agora casarem? Sou eu que estou a ficar velho ou então já não entendo nada de português. Segundo a nossa língua, casamento significa uma união entre duas pessoas de sexo oposto, agora chamarem casamento à união de duas pessoas do mesmo sexo para mim é inconcebível. Mas o que é que a esquerda pretende em lançar o debate deste assunto numa época de crise? Será que pretende animar a opinião pública para esconder outras coisas? Mas continuemos. Ao ritmo a que está a crescer a homossexualidade, qualquer dia não há quem continue a espécie. Bem, fico-me por aqui antes que comece a dizer coisas que ficam mal dizer. Organizem-se.

 

Jacinto César  

 


Tasca das amoreiras às 00:00
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8 comentários:
De Anónimo a 17 de Julho de 2008 às 02:24
EU FAÇO PARTE DOS NOVE DE 10 PORTUGUESES.


De Anónimo a 17 de Julho de 2008 às 23:12
Eu faço parte dos dez por cento.
Não tenho os mesmos direitos?
Que tristeza!...
Jacinto César e comentador anterior - reaccionários.


De Jacinto César a 18 de Julho de 2008 às 00:13
Caro comentador homossexual

Mas onde é que leu no que escrevi que não tem os mesmos direitos que os heterossexuais? Leu sim que sou contra a palavra “CASAMENTO” entre vós. Chamem-lhe o nome que entenderem, mas nunca aquele que significa outra coisa. Pelos vistos o meu amigo tem tanto orgulho no que é que aparece aqui como anónimo. Olhe que tenho amigos e amigas iguais, assumidos mas que não fazem figuras tristes nem se querem casar entre eles.

Jacinto César


De Gaiato alentejano a 18 de Julho de 2008 às 10:32
Normalmente concordo consigo, mas neste caso não posso. Se a questão e o termo utilizado, saiba que as palavras mudam consoante a época. Se o senhor recebe um salário pelo trabalho que faz, acho que não gostaria que lhe pagassem em sal, pois não? No entanto, esse era o significado original.

Com isto quero dizer que o significado das palavras mudam e que, caso se legalizasse em Portugal o matrimónio homossexual, o conceito de "casamento" passaria a designar a união entre duas pessoas, independentemente do seu sexo. Sinceramente acho uma parvoíce ficarmos na superfície, porque só leva a questões bizantinas que em nada ajudam a esclarecer a questão.

Já agora, se a questão é não reconhecer direitos, já é outra coisa e utiliza-se o nome como pretexto. Acho muito bem que tenha amigos assumidos e que não se queiram casar entre eles. Eu sou heterossexual e também tenho amigos heterossexuais assumidos que não se querem casar entre eles. E daí? Na vizinha Espanha os matrimónios homossexuais já são um 3% do total. E tal como há homossexuais e heterossexuais que não querem casar, também há quem queira.

Infelizmente, quando se trata de dar um passo adiante no reconhecimento dos direitos individuais sempre há quem se oponha por sistema. Não digo que seja o seu caso. Mas as pessoas deviam-se acostumar a perceber que é uma questão de direitos, não de obrigações. Uma lei de matrimónios homossexuais ou do aborto ou do divórcio não obriga ninguém a se casar, nem a abortar nem a se divorciar se não quer. Tão simples como isso.
Mas permite à pessoa que quer usufruir de tal direito que possa fazê-lo sem problema nenhum, e dentro da legalidade.

O pior que podemos fazer é assumir o papel de donos das decisões dos outros consoante as nossas ideias e, infelizmente, é isso o que se faz normalmente. Não sei se cá em Portugal virá algum dia à luz essa lei. Os países mais avançados já fizeram. Talvez alguém me possa considerar liberal a mais, mas eu cá para mim, não tenho nenhum problema em que os homossexuais possam casar e que a sua união legal seja chamada de casamento ou matrimónio. Também não tenho problema em que adoptem crianças. Já lá vão os tempos onde a mulher não podia protestar quando o marido lhe batia ou em que a religião era obrigatória. Eu gosto de uma sociedade que viva em liberdade, uma liberdade que acaba onde começa a liberdade dos outros. Seria pena ficarmos em questões técnicas que não levam a nada. Não acham?

Finalmente duas palavrinhas sobre os "anónimos": Os anónimos são mais um exercício da liberdade da pessoa. O senhor opta por falar com nomes e apelidos. Muito bem. É a sua escolha e ninguém tem nada a dizer contra. Mas também há pessoas que preferem não ser identificadas na sua liberdade de escolha. Acho melhor fazer isso do que inventar um nome fictício. Até porque cá em Elvas, apesar de cidade, em muita coisa continua a ser uma aldeia e as pessoas gostam de saber o que faz e pensa um fulano qualquer, o que não passa dos costumeiros mexericos de sempre.

P.D. Lamento a extensão do meu comentário. Escrevi conforme me vinham as ideias.


De Jacinto César a 18 de Julho de 2008 às 18:18
Caro amigo (repare que o trato por amigo)

Não sei se me conhece ou não, no entanto digo-lhe que se há pessoas tolerantes eu sou uma delas. Desde pequeno que me ensinaram a respeitar toda a gente, sejam eles ricos ou pobres, de esquerda ou de direita, católicos ou muçulmanos, brancos ou pretos, homossexuais ou heterossexuais. Como vê não me pode chamar intolerante. Mais, não só em teoria, mas como praticante, não diria fanático, mas muito convicto. Vamos lá então ao que eu não concordo. Para mim um carro é um carro. Se for maior já se chama carrinha, autocarro, camião e por aí adiante. Se outro tipo de veículo se inventar, outro nome se lhe dará. O casamento sempre foi assim e assim continuará a ser. Como as uniões de facto (que concordo que sejam protegidas por lei de igual forma) são relativamente recente, diria que deviam ter um “nome” diferente. Não por uma questão de discriminação, mas para marcar a diferença. Eu quando apresento a minha companheira, apresento-a como minha mulher e vice-versa. No seu caso e se é que tem companheiro como o fará? Acho que cada coisa deve ter o seu nome ainda para mais em português que é a língua rica que conhecemos.
Quanto à adopção de crianças, isso então para mim está completamente fora de questão. A minha vida se me conhece tem sido inteiramente dedicada a crianças e jovens e conheço o suficiente da sua psicologia que me permite afirmar que tal acto seria catastrófico para as suas mentes. Se um divórcio já causa danos muitas vezes irreparáveis, que dizer então do comportamento e desenvolvimento mental de uma criança que ao contrário das outras teria dois pais ou duas mães?
Caro amigo, NÃO HÁ nenhum argumento que me convença do contrário. Lamento que a minha tolerância não chegue para tanto.

Jacinto César


De Gaiato alentejano a 19 de Julho de 2008 às 15:11
Primeiro de tudo agradeço que me tenha chamado de amigo. Como é óbvio continuo a não concordar com o senhor desde o direito à discrepância. Nunca pus em causa a sua tolerância, que não é a questão que se está a colocar aqui. Simplesmente acho que as palavras evoluem e dei-lhe um exemplo muito claro: o salário era, antigamente, um pagamento em sal pelos serviços prestados. Hoje é um pagamento em dinheiro. A língua é viva; portanto, as palavras também se adaptam ao decorrer dos tempos. Até agora "matrimónio" ou "casamento" era uma união legal entre pessoas de diferente sexo. Mas não tem de ser assim sempre, e é evidente que há países onde já não é.

Não se pode comparar o casamento ou matrimónio homossexual com uma união de facto. A primeira seria legal; a segunda não, porque não existe contrato assinado perante a lei. Estou casado legalmente com a minha mulher, é por isso que somos um matrimónio. Caso houvesse a possibilidade de matrimónio homossexual legal, seria isso, uma união legal. Como já disse, seria pena ficarmos pela superfície, discutir questões de nome quando o mais importante é o reconhecimento de direitos. Tão simples quanto isso.

Relativamente à adopção de crianças, não pretendo convencê-lo do contrário. Aliás, eu nunca pretendo convencer ninguém; apenas faço uma exposição das minhas ideias. Depois é cada pessoa quem decide se gosta ou não. Mas o facto real é que não existem estudos psicológicos que demonstrem que uma criança criada num lar de pais homossexuais seja sido prejudicial até ao ponto de ser, como diz o senhor, catastrófico. As crianças o que precisam é de um lar estável, onde tenham o amor e o carinho de que precisam. Não vejo onde o facto de os pais serem dois homens ou duas mulheres pode ser "catastrófico". Mais catastrófica vejo a situação daquelas crianças que são espancadas lá em casa por uns pais que de portas para fora fazem vida de santinho, vão a missa todos os Domingos e parecem-se dar bem com toda a gente. Ou daqueles que simplesmente não ligam aos filhos que há muitos e o senhor sabe.

Acharia uma grande hipocrisia uma pessoa poder adoptar um filho sozinha e, no entanto, negar esse direito a um casal simplesmente porque são dois homens ou duas mulheres. Até porque um deles pode adoptar sozinho e, no entanto, ser criado logo pelos dois.

Mas são as minhas ideias. Não sou ninguém para querer impingir o que outros não querem. Aliás, já disse que não tento convencer ninguém. Respeito as suas, mas acho que o mundo evolui, felizmente, e o que hoje pode ser chocante, amanhã não o é e ao contrário.

Apenas acho que não podemos impor aos outros nada, e menos em questões de direitos civis, porque estes, como o direito ao voto feminino, são fruto de muitos anos de luta. Até porque não obrigam a ninguém. E ficarmos pelo nome não deixa, segundo o meu ponto de vista, de ser uma bizantinice sem sentido.

De todas formas, muito obrigado por ter-me dado uma atenção que acho que não merecia. Como disse no meu primeiro comentário, concordo muitas vezes com o senhor, e continuarei a comentar aquilo em que concorde, mas também, é claro, naquilo que discorde, como é este caso.

Gaiato alentejano.


De Anónimo a 19 de Julho de 2008 às 17:47
Eu concordo com os dois, importa-me um tomilho se dois homens legalizam a sua união o que acho mal é utilizarem a palavra casamento essa palavra deve ser reservada aos hetero , nos homo, deve ser"união homo", pode ser pormenor mas ,como não sou, não gosto de ser confundido e essa diferença para mim faz todo o sentido.
Não concordo com a adopção de crianças por duas razões uma não está provado se as crianças são ou não afectadas por crescerem num ambiente homo por isso mesmo, nem a experiencia se deve fazer, com crianças não se brinca, assim como também acho que, uma pessoa sozinha , não deve adoptar ninguém ainda que hetero , exactamente para não haver fugas á lei.
Também é um facto que ao serem 10 % com tendencia a aumentar, os partidos acabam por ceder mais tarde ou mais cedo.


De Anónimo a 18 de Julho de 2008 às 18:39
O Jacinto é cá dos meus. Viva a direita em Portugal! Viva o meu Companheiro Jacinto.


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