Nunca um título de um filme se ajustou tão bem ao que se passou e passa presentemente em Elvas. Comecemos pelo mau. Este, qual Messias, apareceu em Elvas como salvador de uma situação catastrófica em termos económicos e infra-estruturas. Mais, penso que nos anos anteriores à chegada do “mau”, Elvas perdeu um sem número de oportunidades de se desenvolver. Mas o que lá vai, lá vai. Como ia dizendo, o nosso homem chegou a Elvas e desatou a fazer coisas que nunca antes se tinham feito. Facilmente conquistou o coração dos “bons” A obra está à vista e ponto final. O problema vem depois. Rodeado de uma série de capangas e embriagado com o poder, foi-se tornando a pouco e pouco num pequeno ditador. Arregimentou a populaça, intimidou a maior parte dos que com ele trabalhavam, comprou outros tantos e chegámos a onde chegámos. Acredito que o poder é uma droga e a desintoxicação difícil. Têm aparecido por aqui muitos anónimos (outros não tanto) que se queixam de directa ou indirectamente estarem dependentes do “senhor”. Eu até posso compreender a situação, mas se continuarmos a baixar as calças, qualquer dia estamos de rabo à mostra. E assim continua a dominar tudo e todos. O polvo vai estendendo os seus tentáculos. Claro que todos aqueles que estão debaixo do guarda-chuva protector, gostem ou não, vão mantendo o emprego ou o tacho. Batem palmas mesmo que o “rei” vá nu. Os capangas, esses defendem o “dono” com unhas e dentes e tentam calar todos os que ousam desafiá-lo.
E os vilões? São a oposição, claro está. São todos os que vão falando e barafustando. Reconhecendo que têm coragem, falta-lhes o principal: cabeça. Falta a inteligência e a classe. E digo isto porquê? Porque escolheram para o combate as armas que “ele” domina melhor. Lutam com as mesmas armas e no campo que ele tão bem conhece. Não quero, como é óbvio, dar conselhos a ninguém, mas entendo que a estratégia está a ser mal delineada, principalmente pelas cabeças que manobram no escuro. Vão empurrando para a primeira linha os mais destemidos, mas ficam sempre detrás da trincheira a coberto de qualquer ataque. Mas o ridículo disto tudo, foi um dos que “empurrou”, agora mudou de clube. Como dizia o filósofo, são razões que a própria razão desconhece.
E assim vai decorrendo o filme, com mais tiro, menos tiro. Mortos ainda não houve. Feridos tem havido alguns. Esperemos pelo duelo final e pelo “The end”.
Nota – O filme poder-se-ia também chamar “ O padrinho”, mas faltavam-lhe as cenas de sexo (ou será que não faltavam?). Já que falei sobre cinema, há por aí um filme que ainda não vi e que se chama “Sexo, mentiras e vídeo”. Será que algum dia ainda o vou ver?
Jacinto César
De Anónimo a 29 de Junho de 2008 às 10:10
Sexo (ou tentativa de), mentiras, videos e gravações. Estremoz, policia, desaparecimentos e chantagem. Emprego para o pai e o chefe na mão. Que grande enredo não acham? O que será? Mete menores? Pois. Que grande filme. Protagonista principal? O homem do lixo.
De Anónimo a 29 de Junho de 2008 às 15:39
O homem do lixo? Aqueles vulgarmente conhecidos por almeidas? ok
De Anónimo a 29 de Junho de 2008 às 16:04
Hoje, podem insinuar o que quiserem , a picão está fechada não responde e essas provocações, que são piores que o papel do Eurico e falando em papel parece-me que o mano está a fazer o de Urso pago.
De Anónimo a 29 de Junho de 2008 às 19:30
O Almeida metido nisso? Como é isso possível? Personagem casta e respeitadora da familia. Impossível!
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