Houve aqui um comentarista que se queixou da “plantação” de semáforos nas localidades do concelho. Já várias vezes fui vítima deles. Mas a pergunta que faço a este nosso amigo é se serão necessários ou não.
Vamos por outro caminho: porque é que é necessária a polícia? Será que é porque as pessoas se comportam bem?
Porque é necessário por trancas nas portas? Porque os amigos do alheio andam sempre a espreitar os mais distraídos.
Voltemos aos semáforos. É verdade que todos nós, os cumpridores do código da estrada, não necessitávamos deles. Mas quem é que cumpre o código da estrada? Alguém já se prestou em dar atenção à velocidade com que se circula na Av. da Piedade? E na Av. António Sardinha? E noutras? Pergunto mais: nestes últimos tempos quantas pessoas foram atropeladas em Elvas? Quantas morreram? E quantos atropelamentos nas próprias passadeiras do peões?
Pois é, se os condutores fossem educados e minimamente civilizados eram necessárias tantas precauções?
Caro amigo: não sei quem mandou por os semáforos (presumo que foi a câmara), mas quem quer que tomou a decisão acho que o fez muito bem, por muito que isso me incomode. Todas as acções que se tomem em nome da segurança nunca são demais. Penso que concordará comigo. Há uma pergunta que deixo no ar, para o qual nunca obtive uma resposta: porque será que o português, por mais calmo e tranquilo que seja, quando se senta ao volante de uma carro se transfigura? E porque será que quando se pergunta a qualquer pessoa se é boa ou má condutora, invariavelmente a resposta é que é boa?
Em França aqui há uns anos atrás havia out-door que fazia reclame a um automóvel que tinha umas boas performances. Houve alguém que colou por cima um cartaz que dizia o seguinte: “para quê um carro destes se ao volante vai um burro”.
Jacinto César