Vem isto a propósito da promoção das Dras. Elsa Grilo e Carla Carvão na Câmara Municipal de Elvas.
Aqui num escrito atrás afirmei que nos devíamos preocupar mais com aqueles que ganham pouco e não com aqueles que ganham mais. Disse-o e repito-o. Alguém (anónimo como sempre) não gostou muito daquilo que disse e rebateu o meu argumento pelo facto de nestes dois casos, haver “caso” à mistura. Pois bem, falemos do assunto.
Primeira pergunta: haverá alguém que durante a sua vida possa afirmar que nunca meteu uma cunha para isto ou para aquilo? Eu falo por mim: SIM!
Segunda pergunta: haverá por aqui alguém que se chegasse a presidente de câmara não aceitaria um pedido dum amigo ou familiar para lhe arranjar emprego ou um favor qualquer? Eu falo por mim: SIM!
Terceira pergunta: haverá por aí alguém que sendo detentor de poder (nem que seja director de uma sociedade cultural) não tenha feito um favor a alguém? Eu repondo por mim: SIM!
Não sejamos inocentes! Não quero com tudo isto desculpar o facto acima relatado. Nada disso. O que acontece é que muito menino que por aí anda a apregoar honestidade consegue ser pior que os chamados desonestos.
Sei que me irão dizer que uma coisa é meter uma cunha para ter um qualquer documento rapidamente e outra é meter uma cunha para arranjar um emprego. É verdade! Mas mesmo assim quantos, se pudessem, não meteriam a dita cunha para arranjar um emprego melhor?
Mais uma vez reafirmo que não estou aqui a fazer a apologia da desonestidade, mas que a cunha faz parte dos hábitos dos portugueses, que ninguém duvide.
Aquele que tiver a consciência completamente tranquila que atire a primeira pedra (mas identifique-se por favor para todos ficarmos a saber).
Eu disse publicamente que sim. Quem é que me vai aqui publicamente dizer que não?
Jacinto César
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