Quando vi há uns dias atrás o programa da SIC sobre os BOPE e os GOE, pensei tal como alguns comentadores que isto por cá nada tem a ver com o Brasil. Não tem é uma verdade, mas daqui a uns tempos não terá? Ou será que já não temos?
Isto vem a propósito das notícias que dão conta de um desgraçado que apanhou uma sova dentro da esquadra, não pelo único polícia presente, mas pelo grupo que o perseguia. E em Beja? Dois polícias sovados dentro da própria esquadra, não nos faz pensar que não estamos seguros no único sítio onde era presumível estarmos? De verdade a coisa começa a tornar-se preocupante.
Assaltos a bancos já não são notícia, tal o número destes acontecimentos. Assaltos a carros tornaram-se moda. Assaltos a caixas Multibanco já nem se falam neles.
Perante isto, quem é que se sente seguro na própria casa?
Para a evidência penso que para além de outros factores contribui e muito o estado social em que nos encontramos. Mais, penso que para muita gente já não resta outro meio senão recorrer ao crime, tal o estado de desespero.
Sempre houve bandidismo e sempre o haverá! Mas com esta frequência não me recordo, o que me faz levar a crer que além do número de bandidos habituais, temos que juntar aqueles que dadas as circunstâncias se viram forçados a sê-lo.
E quem é que tem culpa disto? O Estado. Este contribui para uma cada vez maior desigualdade social, em que uns quantos têm muito e um grande número não tem nada. Ao fim e ao cabo o que é que se passa no Brasil senão isto mesmo.
De verdade ainda não somos como o país irmão, mas a continuarmos assim para lá caminhamos.
Jacinto César
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