Se os postos de trabalho que aí vêm constituem um balão de oxigénio para uma cidade quase em estado de coma, por outro lado pode tornar-se uma dor de cabeça para Elvas. Os benefícios são evidentes, pois se somarmos tudo o que está previsto e que rondará por aí entre os
As pessoas que vêm ocupar o Call-center, serão certamente pessoas muito jovens que se irão espalhar pela cidade não sei bem como. Mesmo que alguns sejam de Elvas, o grosso da coluna será de fora e arranjar alojamento não irá ser fácil, já que comprar uma casa estará fora de questão pois os vencimentos não serão por ir além (penso eu). Ora já temos aqui o primeiro problema. Onde vamos alojar esta gente?
Os segundos, ou seja aqueles que vêm trabalhar para a antiga ENMP, já terão um poder de compra relativamente elevado o que não constitui à partida grande problema para adquirir habitação. Se juntarmos as estes, os nossos vizinhos espanhóis que ultimamente nos têm procurado para aqui viver, não será difícil de calcular a especulação que irá haver no mercado imobiliário. Os preços a subirem e as dificuldades dos que aqui vivem em chegar a tal luxo. Outro problema.
Tal como o contrário também é verdadeiro, 800 postos de trabalho arrastam atrás de si um bom par de outros postos de trabalho: serão mais funcionários nos bancos, mais empregados de comércio, mais médicos e enfermeiros para toda esta gente, mais professores para os filhos que vierem e mais destes e mais daqueles. E a pergunta que eu faço é esta: estaremos preparados e infra estruturados para tal? Espero bem que sim porque senão teremos o caos.
E colocar em circulação em Elvas mais umas centenas de automóveis? Se hoje quem vive no centro tem os problemas que tem ao nível do estacionamento, como será depois?
Que venham estes e muito mais empregos e que a cidade cresça, mas penso que temos que nos prepararmos para um crescimento sustentado. Vamos esperar para ver o que acontece.
Jacinto César
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