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Quinta-feira, 20 de Março de 2008

Aonde chegamos nós?

Por vários motivos não queria voltar aqui a colocar problemas relacionados com a educação, mas perante o acontecimento que hoje foi tornado público pelas televisões, não podia calar a minha revolta.

Podia custar-me o emprego, alguns meses de vencimentos, mas uma aluna(o) não me o faria, pois teria pela certa a resposta correspondente. No entanto o episódio tem alguma coisa de positivo: foi filmado e mostrou ao país como os professores são tratados dentro de uma sala de aulas. Toda a gente sabia que este fenómeno se passava incluindo a Exª Ministra, mas todos iam assobiando para o lado. Agora que todos viram como é?

Voltando à questão das avaliações, será que os pais não precisarão também ser avaliados e com urgência?

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 22:48
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6 comentários:
De Anónimo a 21 de Março de 2008 às 00:52
Bullying nas escolas
Professores também são vítimas

O bullying, a violência na escola que atingia crianças e jovens, está agora a aterrorizar os professores, afirmou hoje Maria Beatriz Pereira, investigadora e autora de várias obras sobre a violência escolar.



Vídeos
Edição da Tarde
Violência na escola
PLAYProfessora e aluna lutam na sala de aulas
"Os professores são as novas vítimas do bullying", sustentou a investigadora que é docente da Universidade do Minho (UM) e presidente da Comissão Directiva e Cientifica de Doutoramento em Estudos da Crianças.

Embora sem números oficiais, Maria Beatriz mostra-se "muito preocupada" com a forma como o bullying, a agressão continuada e sem motivo, está a atingir os professores.

"Tenho acompanhado casos em que os professores esperam ansiosamente que o ano escolar termine", referiu a investigadora à margem do Fórum Educação para a Saúde, organizado pela Câmara de Famalicão.

No fórum, a docente apresentou a comunicação "O bullying na escola. Que tipo de intervenções?", remetendo-se apenas à violência entre pares, "de crianças e jovens para crianças e jovens".

"Os professores têm dificuldade em controlar os alunos, não conseguem incentivá-los e ficam cada vez mais desmotivados", frisou Maria Beatriz Pereira.

Dos estudos desenvolvidos há, para a investigadora, uma certeza: "quanto maior é o insucesso escolar maior é a incidência de bullying".

As mesmas crianças e jovens que maldosamente agridem e maltratam os colegas, no recreio, dentro da sala de aula, "ofendem os professores, chamam-lhes nomes e ameaçam-nos, não com agressões físicas, mas com avisos de que, por exemplo, lhes vão destruir o carro".

"Nos casos que acompanho, os professores são constantemente denegridos, rebaixados e humilhados pelos alunos", referiu a docente da UM.

Como defesa, admitiu Maria Beatriz Pereira, os professores pouco podem fazer.

"Apresentam queixa contra os estudantes no conselho executivo, as crianças podem ou não ser suspensas, os pais são chamados à escola e pouco mais", disse.

De todas as formas de bullying, as que mais parecem deixar marcas nos professores são, segundo Maria Beatriz Pereira, "o rebaixamento junto de colegas e alunos e as observações maldosas sobre o aspecto físico ou a forma de vestir" dos professores.

"O que caracteriza o bullying é que há sempre um controlo através do medo e isso tanto acontece junto de crianças como de adultos", sustentou.

Desde 1997 que a investigadora do Instituto de Estudos da Criança trabalha sobre a violência escolar. Em 2002 publicou o livro "Para uma escola sem violência. Estudo e prevenção das práticas agressivas entre crianças".

De acordo com os dados então recolhidos, em Portugal pensa-se que "uma em cada cinco crianças e jovens é afectada pelo bullying".

Dos seis mil e duzentos estudantes do 1, 2 e 3 Ciclo, observados no triénio 1995/97, a equipa de Maria Beatriz Pereira concluiu que o insucesso escolar está intimamente ligado ao bullying.

"Quanto maior é o insucesso, maior é a agressividade e a necessidade de maltratar os outros", referiu.

A "única solução" para reduzir os efeitos das agressões físicas e verbais é, para a docente da UM, "a criação, por parte das escolas, de regras rígidas e de punições para quem não as cumprir".

"A comunidade educativa tem que reconhecer a existência do problema, criar um grupo de trabalho com ligação directa à direcção da escola que proceda ao diagnóstico da realidade a partir da qual, uma equipa vai definir as regras de intervenção", disse a investigadora.
Com Lusa



De Anónimo a 21 de Março de 2008 às 09:03
http://videos.sapo.pt/9vl0tGVwLkusZm3PIuEb

O filme!


De Anónimo a 21 de Março de 2008 às 09:58
É revoltante assistir aquelas imagens a aluna é a principal responsável e deve ser punida exemplarmente a turma e o aluno que trata a professora por "a velha vai cair" também.
A professora deve ter classificação de excelente já que enfrentou e bem um acto de indisciplina.


De António Venâncio a 21 de Março de 2008 às 10:07
Está tudo muito bem mas enquanto não tivermos a coragem de reagir de cara destapada não chegamos a lado nenhum


De Anónimo a 21 de Março de 2008 às 14:32
Sr Venancio vá ver ás "quotas" e responda ao que lhe pergunto.


De Anónimo a 21 de Março de 2008 às 14:43
Possivelmente um Administrador (proposto na reforma) seria a entidade que deveria inquirir e castigar os desmandos dos alunos e assim libertar os profs para a função ensinar.


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