Tanto se tem falado nestes últimos tempos na avaliação dos professores, que nos escapa por vezes outras “avaliações”, que são por exemplo a dos políticos.
Qualquer político só é responsável criminalmente por actos gravosos praticados por si, mesmo que no exercício das suas funções. Resumindo, sob o ponto de vista criminal é um cidadão comum com algumas particularidades que eu considero menores.
E sob o ponto de vista civil? Qual é a responsabilidade? É isso que vamos analisar.
Demos como exemplo um ministro qualquer, seja ele de que partido for. O homem é nomeado e quando toma posse além de jurar a Constituição, jura também fazer o melhor pelo país. Só que este melhor é subjectivo. Se as coisas correm bem, terminaríamos por aqui. E se as coisas correm mal? E se o homem é incompetente e pratica uma política ruinosa para o país? Como é que se avalia este caso e como é que se penaliza? Como já atrás referimos, sob o ponto de vista civil não pode ser julgado e condenado por actos políticos, por muito maus que estes sejam. Diz a Constituição que são penalizados politicamente nas urnas, ou seja, o homem apresenta-se outra vez como candidato ministeriável e perde as eleições. Mas será que foi penalizado? Ou será que não foi premiado? Continuemos a análise.
Tentemos lembrar-nos de ministros que foram despedidos nestes últimos governos. Lembremo-nos também daqueles que perderam eleições.
Que lhes aconteceu e quais as penas que sofreram por má governação? Um miserável emprego como administrador de uma qualquer empresa que anteriormente tinham beneficiado ou pior ainda, nomeados para qualquer organismo internacional. De verdade a penalização foi “bárbara”.
De certeza que não querem que comece a escrever aqui nomes. Não que tenha medo, mas dava muito trabalho a escrevê-los todos. E só aqueles que são do domínio público.
Como vêm há avaliações e avaliações e há portugueses de 1ª e de 2ª. Eu juraria que não faço parte dos de 1ª.
Diz-se por aí à boca cheia que os FP em geral e os professores em particular são uns privilegiados em relação às reformas. Eu não sei como são as dos outros, no entanto sei dizer que com 57 anos de idade e 37 anos de serviço se me quisesse ir embora, teria a enorme recompensa de ir para casa com metade da reforma. Sim, metade. E os políticos? É preciso contar o que se passa com eles? E por exemplo os militares?
Por favor digam-me onde está um ex-político a passar fome ou mesmo a viver mal que eu dou-lhe uma parte do meu vencimento.
Jacinto César
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