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Quarta-feira, 16 de Outubro de 2013

O mesmo remédio em dose reforçada

 

 

Com a próxima apresentação do Orçamento de Estado 2014, e atendendo ao que já se vai sabendo relativamente às suas linhas mestras e a algumas medidas, fica qualquer cidadão atento a estas coisas com a sensação que vem aí mais do mesmo:

- Os cortes efectuados não chegaram, ou simplesmente não resultaram, insistimos e cortamos um pouco mais.

- Os impostos cobrados foram insuficientes, cobramos um pouco mais (isto claro no que toca ao cidadão comum, porque há aqueles que ficam sempre de fora).

- O dinheiro da segurança social não chega para o desemprego criado por esta políticas, para sustentar o rendimento social de inserção, pago a quem nunca descontou, e em muitos casos se recusa mesmo a ser “inserido” e ainda para pagar umas pseudo formações onde se entretêm desempregados para fingir que se faz, e qual é a solução, cortar nas pensões dos que descontaram.

Quando vejo o caminho seguido por este governo penso de imediato no médico que não consegue descobrir qual o tratamento a aplicar a um determinado doente e em vez de pedir a opinião de colegas ou de um especialista receita uns analgésicos e uns anti piréticos e manda o doente para casa. Claro está que, como o mal não foi atacado,  mais dia menos da o doente volta ao consultório par se queixar de mais dores e mais febre e o medico, não mudando de estratégia, limita-se a aumentar a dosagem dos medicamentos e mandar de novo o doente para casa. Esta sequência vai repetir-se até que aconteça uma de três coisas:

- O médico muda de estratégia, o que depois da segunda consulta com a mesma receita começa a parecer improvável.

- O doente muda de médico, e encontra um mais competente.

- O doente morre.

 

A meu ver Portugal nestes últimos anos tem seguido o caminho dos analgésicos e anti piréticos em doses cada vez maiores, sem que se ataque o fundo do problema.

 

Fala-se desde o início da legislatura numa reforma do estado, mas muito pouco ou nada foi feito. Mais, como até à presente data não vi ainda qualquer estudo sério sobre o assunto, que mostre onde estão os desperdícios, onde se pode reduzir despesas sem afectar o bom funcionamento dos sectores fundamentais da responsabilidade do estado, temo que esse reforma seja ele também mais do mesmo, mais um corte percentual em todos os sectores, quase por igual, deixando uns em condições de ainda continuarem a desperdiçar, embora um pouco menos, e outro incapazes de cumprir a sua missão por manifesta falta de meios.

 

De tempos a tempos temos conhecimento de estudos estatísticos que revelam ter a economia paralela no nosso país uma dimensão bastante elevada. Há tempos li até num estudo da OCDE que, se Portugal tivesse uma economia paralela ao nível da média dos países dessa organização, não teria deficit excessivo, isto é, se incluíssemos nas contas uma parte daquilo que é a economia paralela, o efeito no aumento do PIB, na subida da receita fiscal, e na redução de despesa social com o desemprego e o rendimento social de inserção, seriam mais do que suficientes para cumprir as metas do deficit.

No entanto a que assistimos nós:

- Reduz-se o rendimento a quem está controlado.

- Sobem-se os impostos a quem já os paga.

- Corta-se na pensão a quem para ele descontou uma vida.

E os outros? Os que nunca pagam ou pagam sempre por menos do que ganham?

Os que recebem sempre sem nunca ter pago?

Acho no mínimo imoral este tipo de actuação

 

Desde o início da legislatura ouvimos falar da reestruturação do serviço público de rádio e televisão.

O que se fez? Nada!

No entanto, ao que li na comunicação social, vai subir a “taxa” (que não o é pois se trata de um imposto) que todos pagamos na factura de electricidade, para sustentar os ordenados principescos dos senhores que continuam a presentear-nos com programas de uma pobreza atroz a titulo de serviço público de televisão.

 

Mais uma vez, não se ataca o problema recorre-se ao mesmo remédio de sempre.

Pedir mais dinheiro ao contribuinte.

 

Com acontece com qualquer remédio, se a dose for excessiva provoca intoxicação e pode até conduzir à morte do paciente. Penso que este tipo de medidas já ultrapassou o limite do aceitável, temos visto Portugal definhar com este tratamento. Receio bem que o aumento de dose que aí vem seja fatal, que o corpo já tão debilitado não a mais do mesmo em dose reforçada.

 

António Venâncio


Tasca das amoreiras às 14:31
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