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Terça-feira, 10 de Setembro de 2013

Finalmente

 

Chegou-me ontem a agradável notícia de que vai a concurso público internacional a recuperação do Forte da Graça. Como não podia deixar de ser fiquei satisfeitíssimo com o facto. Há no entanto um “mas”. Mas antes de irmos ao “mas” queria dizer-vos uma série de coisas, para não dizerem que estou sempre do contra.

Desde há muitos anos atrás que venho “moendo a cabeça” a meio mundo por causa do lamentável estado em que o referido forte se encontrava. Escrevi aqui não sei quantas vezes sobre o assunto, moí a cabeça a não sei quantas pessoas ligadas às Forças Armadas, fiz uma petição pública, até que o Senhor Presidente da República resolveu deixar-se sensibilizar pelo problema e no dia 10 de Junho resolveu “dar” uma prenda a todos nós. Pelos vistos a pressão que a câmara fazia sobre o Ministério da Defesa acabou por dar frutos. Em boa hora.

Acontece que neste processo de pressão esteve mais uma pessoa que presumo poucas pessoas devem ter ouvido falar e que já vos digo quem é.

Talvez há um ou dois anos atrás conheci uma pessoa que não sendo de Elvas, nem tão pouco cá vivendo, interessava-se muito pelo assunto. A partir daí começamos a correspondermo-nos. Esta pessoa por motivos que não interessam conheceu um alemão de seu nome  York Prinz zu Schaumburg-Lippe, nada mais, nada menos que um descendente do Conde de Lippe. Pessoa influente na Alemanha, possuidor de uma empresa de joalharia e fabricante de relógios, entre os quais alguns modelos com o nome de Forte de Lippe (não vale a pena pensarem em comprar algum pois são inacessíveis ao comum dos mortais). A pessoa que tinha conhecido antes acabou por me por em contacto com o alemão e com o qual me passei a corresponder, e onde lhe ia manifestando as minha preocupações sobre o estado do Forte. O senhor acabou por se disponibilizar para o que fosse necessário, inclusive vir a Elvas ou através de terceiros exercer pressão sobre o governo português. Se o Príncipe York teve ou não influência na decisão, não sei, mas o que é certo é que o problema foi resolvido. Cabe aqui dizer que se alguém duvida do que disse, apesar de serem de carácter pessoal não me importo de disponibilizar a correspondência trocada entre mim e o referido senhor.

E que quero eu dizer com tudo isto? É que se havia alguém que tinha uma vontade imensa de ver resolvido o assunto era eu, pelo amor que tenho a Elvas em geral e aquele forte em especial. Mas pronto, o pior já passou e daqui para a frente penso ser tudo muito mais “fácil”.

No entanto há aquele “mas” que coloquei no princípio e que se trata de uma pergunta à Câmara Municipal de Elvas. Dada a importância que o Forte tem para Elvas e para Portugal, dada as verbas que estão envolvidas no caso, o projecto de restauro e reutilização não deveria ter sido colocado em CONSULTA PÚBLICA? Sei que as pessoas que estão à frente do projecto, são pessoas de bom senso, mas resta sempre o medo que transformem o Forte da Graça em algo que não seja acessível à população, como um hotel por exemplo, como fizeram ao Castelo de Estremoz ou ao Mosteiro da Flor da Rosa, ou o que está a acontecer aqui ao lado em Badajoz ao Forte de S. Cristóvão. Senhor Presidente, a pressa é inimiga da perfeição. Imagino que queira dar todos os passos rapidamente antes das eleições, mas não seria necessário queimar fases do processo quando toda a gente sabe que foi V. Exª e a sua equipe que conseguiram aquilo que até agora não tinha sido conseguido.

 

Nota – Todos os comentários que não respeitem o assunto em debate não serão considerados.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 17:32
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6 comentários:
De Vítor Rei a 11 de Setembro de 2013 às 09:01
Também foi com grande satisfação que li a deliberação da Câmara que lança o concurso da obra do Forte da Graça. Largos anos após as obras de primeira intervenção e depois certamente de muitos estudos e projectos o Município finalmente deliberou o início das obras. Como é natural tive vontade de conhecer o projecto. Perguntei, li, reli e cheguei a uma conclusão que me confundiu:


A Câmara lança agora uma obra, como tal terá um projecto;


Verifiquei que adjudicou directamente (sem concurso) no final do mês de Agosto pelo prazo de 45 dias a elaboração do projecto, ou melhor, um pacote de projectos de variadas especialidades.


Naturalmente escolheu os melhores especialistas mundiais em recuperação para fazer um convite directo, justificando assim o não concurso de ideias;


Realmente temos uma equipa a trabalhar eficaz, em tempo real e com metas muito próximas. É de louvar!


Só fico preocupado, e muito, por nada ou pouco se saber.
Nada se debater.
Nada se colocar à consideração dos munícipes ou dos cidadãos do Mundo que agora são proprietários deste importantíssimo Património Edificado que constitui as Fortificações da Cidade de Elvas.


Será necessária tanta urgência?
Será ainda O forte segredo Militar e como tal de alto sigilo e o procedimento de consulta é secreto? Não me parece.


O certo é que nada sei sobre o assunto...


E como qualquer cidadão do país gostaria de seguir com atenção o assunto.


De Anónimo a 11 de Setembro de 2013 às 13:31
Só se compreende este comentário por quem o faz não ter sido convidado para fazer o projecto, quando já fez outros.

É lamentável que cuspa no prato onte come!


De Conde de Lippe a 11 de Setembro de 2013 às 14:48
Caro Vitor Rei

Adjudicado sem concurso é verdade.
Vamos lá atualizar. É que já não existem concursos existem procedimentos concursais.
Que podem ser públicos ou por ajuste direto. E neste caso houve um procedimento concursal, por ajuste direto, legal e adequado às circunstâncias.
Tão legal  como legal foi o procedimento por ajuste direto em que a Câmara adjudicou ao Arq. Vitor Rei o projeto da ampliação do Centro de Negócios, consultando apenas o Sr. Arquiteto.

Naturalmente que não escolheu os melhores especialistas mundiais mas teve o cuidado de escolher mais de 50 % da equipa de Elvas.
E aconselhar-se, aí sim, com os melhores especialistas mundiais, não tenha dúvidas, que passaram 2 dias com a equipa. Falo da Presidente do ICOMOS e dos 2 vice-presidentes e ainda do Dr. Rai Bondin. Chegam ?

Pode crer que esta equipa é como aquelas equipas de futebol em que algum génio e muito suor e empenho colocarão a equipa lá em cima, à frente de equipas de galácticos.

Tenham calma.

Sobre a questão Forte a Câmara já demonstrou que sabe escolher as equipas. Veja-se o trabalho produzido com a classificação do Património.

Agora o Dr. Bucho já não leva porrada, está à vista a qualidade do seu trabalho, é ora de virar armas para a Câmara/ equipa do projeto.

Equipa onde nem todos os arquitetos podem caber.
Exatamente porque se pretende chegar a um bom projeto e a um uso adequado do Forte.

Que continuará a ser Forte, sobretudo com uma componente museológica.
Como não podia deixar de ser.

Mas também dá para beber lá umas jolas no bar.


De O Justiceiro a 11 de Setembro de 2013 às 09:42
Injusto! Partilhem.
Injusto!!. Partilhem
Injusto!!! Partilhem.
Então alguém pode ter a ousadia de falar do projeto de recuperação de Forte da Graça, sem ter em conta uma pessoa de peso?
Qual Cavaco Silva!
Qual 10 de Junho!
Qual Câmara!
Qual equipa técnica!

Houve alguém mais influente neste processo que Tiago Abreu, empregado do partido e homem de fretes na Assembleia da República?
Mas estou cá eu, "O Justiceiro", para que não seja esquecido esta pessoa de peso.


De Anónimo a 11 de Setembro de 2013 às 13:36
Se bem me lembro o "Justiceiro"  não o é senhor... o dos arcos.
O Eurico ainda se lembra.

 


De municipe a 11 de Setembro de 2013 às 11:45
Que influencia que esta personalidade tem não só a nivel nacional mas internacional. Muito obrigado por tudo, não sei o que era do Forte sem a tua intervenção.


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