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Segunda-feira, 24 de Junho de 2013

Uma questão de produtividade

 

 

 

Este sábado, o semanário Expresso trazia um artigo, uma parte do qual passo a citar:

 

“Os portugueses trabalham em média 1700 horas por ano, mais 400 que os alemães. "Trabalham muito mas, infelizmente, produzem pouco com esse trabalho. Geralmente isso significa falta de uma estratégia clara que nos ajude a definir o que vamos fazer e, ainda mais importante, o que não vamos fazer", afirmou Nadim Habib, director da Nova Executive Education.

Na conferência "As empresas e o futuro - Competitividade e Empreendedorismo", organizada esta semana pela revista Exame e pelo Banco Popular, Habib deixou claro que a estratégia é um problema crucial da economia portuguesa.”

 

Vou-me socorrer de um exemplo para provar que o que aqui está escrito é a mais pura das verdades.

 

Suponhamos um cenário de guerra e que um batalhão vai entrarem acção. Talveza maioria não saiba, mas um batalhão é comandado normalmente por um tenente-coronel e é formado por quatro companhias, sendo que estas são comandadas por um capitão. Cada companhia tem quatro pelotões e que são comandados por alferes e cada pelotão tem quatro grupos de combate comandados por um sargento. Tudo isto envolve cerca de 600 homens. Tiveram que entrar em combate contra uma força mais ou menos equivalente.

Cenário 1 – Houve uma dúzia de soldados que falharam durante o combate. Não foi por esta razão que se perdeu a luta.

Cenário 2 – Um grupo de combate falhou a missão. Não será certamente por este facto que se perdeu o combate.

Cenário 3 – Um pelotão falhou a sua missão. Bem, aqui as coisas já se começam a complicar.

Cenário 4 – Uma companhia falhou por completo a missão que tinha. As coisas complicam-se bastante, porque uma companhia já são 120 homens o que é importante.

Cenário 5 – Falhou a estratégia do batalhão. Temos então uma derrota sem apelo nem agravo.

 

O que é que eu quero dizer com isto? Podem falhar alguns trabalhadores (os soldados) que não é por aí que a empresa onde trabalham deixa de ser competitiva. E se falhar um grupo da empresa? Bem, neste caso já pode comprometer a competitividade. E se falhar o gestor? Falha toda a empresa e a produtividade é baixa. Mesmo que os trabalhadores “dêem o litro”, a sua produção não vale de nada.

 

Quando se fala do trabalhador português, fala-se sempre da sua fraca produtividade, e quando este está a trabalhar no estrangeiro, aí faz parte do grupo dos melhores. Que se quer dizer com isto? Que o trabalhador em Portugal é preguiçoso? Não, para mim o grande problema português deve-se à má gestão das empresas pelos seus empresários.

Para terminar, e com a devida vénia transcrevo um comentário ao artigo do Expresso:

 

Antes de mais, devo salientar, que o investimento, por posto de trabalho, na Alemanha, é 10x o de Portugal.

Agora, imaginem que investem numa máquina de furar chapa, e gastam mil euros, com um trabalhador a tomar conta da máquina. Na Alemanha, investem numa máquina de 10 mil euros, e colocam também um trabalhador a tomar conta da máquina.
Ao fim de um ano, o trabalhador português, fez 100 peças.

O trabalhador alemão, fez 10 mil peças.

Ou seja, o alemão produziu mil vezes mais, mas o patrão investiu somente 10 vezes mais que o patrão português.

Resumo da história, os nossos patrões são uns tesos, e os nossos 'amigos' europeus, estão interessados que isso continue assim...”

 

Jacinto César





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