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Segunda-feira, 17 de Setembro de 2012

O estado a que chegamos.

 

 

 

 

Para dizer a verdade ando de tal maneira preocupado com a situação que nem me apetece escrever. Por mais que haja explicações por parte do governo, o que é certo é que conseguiram fazer aquilo que ninguém até hoje tinha conseguido: toda a gente está contra. É verdade! Da esquerda à direita, dos trabalhadores aos patrões, da igreja Católica às Forças Armadas, todos se manifestam contras as medidas tomadas pelo governo. E aqui temos que considerar hipóteses: ou temos um governo obstinado e teimoso ou temos um governo que não consegue explicar as medidas ao cidadão. Com que me recorde, é a primeira vez em Portugal depois do 25A que centenas de milhares de pessoas saíram às ruas sem os habituais promotores e animadores de manif’s. Foi o cidadão comum que saiu à rua estando “manipulado” única e exclusivamente pela raiva que sente de estar a ser espoliado, roubado e humilhado. É o cidadão que já não pode dar mais além daquilo que já lhe tiram. É o cidadão que está cansado dos governos que têm desgovernado o país nestas últimas décadas. É o cidadão que vê o país à beira do abismo.

Como resolver esta situação? Não sei, mas de esta forma não será certamente. Neste momento o que sei é que temos um governo de Robin dos Bosques transvertidos, ou seja, rouba aos pobres para dar aos ricos.

Sinto-me em baixo, deprimido, triste com o que vejo.

 

Jacinto César

 

JELCH (Parte 1)

           

            Um viajante árabe do século XII, dando à estampa os seus apontamentos de viagem na Península, deixou notado que, á parte direita do caminho que conduzia de Santarém a Badajoz, ficava, a12 milhasde esta ultima cidade, uma povoação fortificada, com o nome de Jelch, posta nas faldas de um monte, cercada de uma planície semeada de habitações rurais, e de bazares ou mercados, e cujas mulheres eram muito celebradas por sua pouco vulgar formosura. ( Edrisi, Georgr. Tomo II. pag. 29, versão de Jaubert.)

            Herculano inclina-se a acreditar, que esta Jelch muçulmana era a Elvas de nossos dias; é do mesmo parecer o autor de uma tradução latina de esta obra, que vimos na biblioteca nacional ( Georgr. Nubiensis. Clima IV, pars I. pag. 158 ); e pela nossa parte não podemos deixar de supor outro tanto, considerando a distancia que separava a Jelch de Badajoz, a sua situação á direita do antigo caminho romano de Santarém a Mérida, e o grau de desenvolvimento que já naquele tempo ela atingira, tornando-se povoação notável de entre as outras mais insignificantes que demoravam naquele extenso itinerário.

            E falamos do seu desenvolvimento, porque com efeito a Jelch muçulmana fôra gradualmente crescendo á sombra do seu castelo, que talvez ainda os romanos haviam fundado; e nos últimos tempos, a circunstancia de avizinhar com a capital de um dos mais vastos emirados em que o Andaluz se desmembrara, como era incontestavelmente o Algharb, fizera-a ganhar certa consideração; porque ficava sendo na estrada de Santarém, e mesmo na de Évora, uma como sentinela avançada para deter a marcha ao invasor que, transpondo o Tejo, pretendesse fazer  um movimento ofensivo sobre Badajoz.

            Foi provavelmente reconhecendo a importância da sua posição estratégica, que os emires de Badajoz se deram pressa em completar o novo recinto fortificado, que já se estava construindo ao tempo do Kalifa Hescham, quando o legendário El-Mansur (Almansor), seu primeiro ministro, levava a guerra ao coração da Galiza, pouco lhe faltando para reduzir os cristãos, como na conquista de Espanha, apenas aos montes inóspitos das Astúrias.

            Portanto, nos três séculos quase decorridos, desde a conquista árabe em 712, até á regência do celebrado El-Mansur, que alcançou os anos de976 a1002 da nossa era, Elvas alargara a sua área, para fora dos muros romanos, ao triplo do que primeiro fôra; e os poderes do Andaluz, em vista de isso, entenderam conveniente traçar novas fortificações a Jelch, que ainda assim não puderam abranger os bazares e as demais habitações de que Edrisi nos conservou a memória.

            A singela narração de este viajante podemos nós acrescentar mais algumas informações baseadas no exame de monumentos que se conservam ainda de pé.

            A mesquinha Elvas romana, fechada por um estreito recinto torreado de forma quase circular, campeava no alto do monte, tendo já substituído quase todas as construções romanas por outras árabes, em que sobressaíam dois edifícios principais: a mesquita, em que se proclamavam que só Deus era Deus e Mahomet o seu profeta; e o castelo ou al-Kassaba, que servia de paços do al-Kaid, e de último recurso para uma briosa guarnição por trir a defesa.

            Em este recinto cujas quadrelas ligariam umas 12 torres e cubelos, abriam-se duas portas, uma voltada ao sul, outra ao poente, no castelo havia ainda contra o norte uma porta falsa, como de ordinário todos eles tinham, ás quais depois da conquista cristã chamaram da Traição, porque serviam principalmente para os cercados saltearem os inimigos em arrojadas sortidas, ou para recolherem os socorros que de fora lhe chegavam escondidamente (Pinheiro Chagas - Hist. de Port. II.18.)

            Do castelo não temos outras noticias particulares; temo-las sim da mesquita, que, segundo Varela, era de arquitectura quadrada, de quatro naves, sobre colunas de cantaria, (algumas colocadas inadvertidamente com os capiteis para baixo), tendo a um dos lados um abundante deposito de água, e a outro uma torre lavrada toscamente, de cujo terraço os cacizes ou muezins chamavam os muçulmanos á oração. (Varela - Theatr. Hist. VII ).           


Tasca das amoreiras às 16:44
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1 comentário:
De Anónimo a 17 de Setembro de 2012 às 17:00
È para saberem o que custa a vida, agora já dão razão ao Cristiano Ronaldo quando ele dizía que estava triste.
Tadinho.


CEM HÁ HORA  


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