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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012

Essssqueeeerdaaa volver!

 

 

 

Tal como na tropa, umas vezes mandavam-nos virar à esquerda, outras à direita e outras ainda seguirem frente. Nãohá ninguém que tenha passado pela instituição castrense que não tivesse praticado até à exaustão “ordem unida”.

Pois bem, a política é como na tropa. Umas vezes viramos para um lado e outras vezes para outra.

Cá por mim, parece-me que vou virar à esquerda, coisa que me parece até a mim paradoxal.

Normalmente na adolescência e quando saímos de casa para ir estudar para fora, era normal toda a gente virar à esquerda e mesmo até à extrema do mesmo lado. Com o passar dos anos e a subir na vida, a rapaziada a pouco e pouco ia progressivamente virando para o centro e depois até à direita, o que é até compreensível. O engraçado é que comigo tem-se passado exactamente o contrário, fenómeno que para mim era desconhecido, mas que pelos vistos está a acontecer a muita gente em Portugal e por essa Europa fora.

Sempre acreditei na doutrina social da igreja, encarnada pelo CDS. Continuo a acreditar nessa doutrina. O CDS é que passou a ultra liberal e meteu a ideologia na gaveta tal como Mário Soares tinha feito aqui há uns anos atrás com o socialismo.

O CDS que conheci já não é o mesmo e nem mesmo uma sombra dele. Há uns dias atrás ouvi o Prof. Dr. Adriano Moreira e fiquei com saudades daqueles tempos. Infelizmente já não há homens destes. Hoje tal como o pronto-a-vestir e como o pronto a comer, temos os “prontos para políticos”, fabricados nos partidos, feitos à maneira dos frangos de aviário, e onde lhes ensinam todas as manhas possíveis e imaginárias.  

Viro à esquerda com a sensação que esta defende hoje com mais justiça os interesses dos mais pobres e desfavorecidos. Estarei enganado? Talvez, mas é essa a minha convicção até me demonstrarem o contrário. Se um dia vir que me enganei, só tenho que virar o meu pensamento para as origens. Só não muda quem é burro. Mudar, só não mudo de clube. Isso é impensável.

 

Jacinto César

 

 

EMIRADO DE BADAJOZ

 

 

            As contínuas desordens entre os muçulmanos, e por último a resistência aos decretos emanados do poder central, e ao pagamento dos impostos, foram desde 1021 as causas da sucessiva separação dos aliados do Andaluz em estados independentes.

            A província do Al-Gharb, seguindo o exemplo de Valência, de Málaga, de Sevilha e de Toledo, desmembrou-se definitivamente do califado de Córdova pelos anos de 1027, aclamando emir, a Abdallah-ben-Alafftas, personagem que tinha nela o mando supremo, e descendia da poderosa família dos Tadjibitas, senhores de Saragoça.

            Badajoz, escolhia para corte do novo emir, era a antiga povoação, que recebera em tempo do imperador Augusto César o nome de Pax Augusta; e a que os árabes, ao subjugá-la em 712, haviam chamado Batalios, achando-se por último o vocábulo corrompido em Bedelaix, de que os nossos antigos cronistas formaram o Badalhouce tão nomeado nas velhas crónicas.

            Separado do poder central, como dizíamos, o estado do Al-Gharb, ou de Badajoz, conservou-se em paz com os cristãos de Alem-Douro até á elevação de Fernando o Magno ao trono de Leão e Castela.

            Este monarca rompeu as hostilidades em 1055, e no decurso de nove anos tinha conseguido apoderar-se dos principais lugares da Beira, inclusivamente de Coimbra, a Medina Colimria dos muçulmanos.

            Em 1077 Afonso VI assenhoreou-se de Corira, e em 1085 de Toledo, sem que, durante estas campanhas da cruz contra o islão se assinalassem quaisquer diligencias do emir de Badajoz, ao tempo Omar-ben-Mohammed, por obstar á ruína do seu estado, mencionando-se apenas o baldado socorro que enviou aos cercados de Toledo por seu filho El-Fald, walí de Mérida.

            Afonso VI depois da conquista de Toledo, veio devastar o território do emir de Badajoz, a tempo que contra o cristianismo se estava preparando um golpe decisivo pela intervenção na luta do emir de África, Iussuf-Abu-Iacub.

            Iussuf acudiu com poderoso exército aos que desesperados o intercediam, e encaminhando-se ás fronteiras de Leão de Castela no outono de 1086, fazia caminho por Badajoz. Afonso VI distraído por um pouco no cerco de Saragoça, ao saber os desígnios do africano, correu ao seu encontro, trazendo consigo el-rei de Aragão com as forças disponíveis de ambos os exércitos. O choque foi terrível; e porque se deu em Badajoz, contá-lo-emos por extenso:

            «Os dois exércitos (escreve Herculano - Tom. i. pag.180) avistaram-se sobre o rio de Badajoz (Nahar-Hagir): o dos muçulmanos ocupava na margem esquerda os campos e outeiros denominados pelos escritores árabes de Zalaka, e pelos cronistas cristãos de Sagalias ou Sacralias; o de Afonso VI acampou na margem direita.

            «A terribilidade da batalha, que era inevitável, fazia hesitar tanto uns como outros; porque alguns dias se passaram em embaixadas e ameaças.

            «Os dois exércitos que se achavam frente a frente eram, talvez, os Maiores que, desde a entrada dos sarracenos, a Espanha tinha visto. Ainda dando algum desconto á exageração ordinária dos antigos historiadores árabes e cristãos, os quais unânimes afirmam que só Deus poderia contar o numero de muçulmanos, e que as tropas do rei de Leão e Castela subiam a 80:000 cavaleiros e 200:000 peões, é todavia certo, que ali se achavam todas as forças das duas raças que disputavam o solo da Espanha, ajudadas uma pelos guerreiros francos, e a outra pelos almoravides conquistadores da Mauritânia.

            «Há porém uma circunstância, narrada pelos árabes, muito crível e que não devemos omitir; isto é, a existência de vários corpos de cavalaria cristã ao serviço de Iussuf, e a de 30.000 muçulmanos ao de Afonso VI, o que prova serem, mais que o sentimento religioso, ódios ou ambições humanas quem não consentia um momento de paz e repouso na devastada Espanha.

            «Afonso VI resolveu-se, por fim, a acometer os sarracenos, e passou o rio ao romper da manhã de 23 d Outubro de 1086. Os seus corredores toparam com um corpo de almogaures de África enviados contra eles, e obrigaram-nos a recuar.

            «Entretanto parece, que no romper das batalhas algumas tropas cristãs tinham fugido, aterradas provavelmente pelo grande número dos inimigos. Todavia o rei de Leão, dividindo o exercito em dois troços, deu o sinal de combate.


Tasca das amoreiras às 15:30
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