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Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012

A Troika

 

 

 

 

Hoje falando com amigos, o tema não poderia ser outro a não ser a Troika, e pelo andar da conversa pareceu-me que tínhamos mais ou menos a mesma opinião, apesar de ideologicamente até estarmos distantes.

Pela parte que me diz respeito, não gosto deste governo nem “com molho de tomate”. Acontece que tenho que admitir que estão a pôr em prática as medidas impostas pela Troika, ou seja, se a coisa está a descambar, a culpa não é do governo que se limitou a por em prática as medidas “impostas” e pelos vistos bem. Assim sendo, como é? Quem é que é responsável pela situação a que chegamos? O governo ou o “outro governo exterior”? Acho que as medidas impostas pelos “estrangeiros” estão a dar o resultado que todos vemos. Como na próxima inspecção vão verificar que o governo cumpriu, sempre quero ver que desculpas é que vão dar, ou que medidas vão tomar. Ontem ouvi alguém importante dizer que o mais certo é a Troika dizer que estamos a cumprir e depois lá para o ano quando se acertarem as contas e o défice for maior, vão fingir que não viram nada e terão que de uma forma menos ortodoxa dilatar o prazo para o cumprimento do malfadado défice.

Cá estamos para ver.

 

Jacinto César  

 

VESTIGIOS DA DOMINAÇÃO ROMANA

 

 

            A dominação romana, estabelecendo-se na Península 206 anos antes de Cristo, extinguiu-se, ao cabo de seis séculos, diante da irrupção dos bárbaros do norte, quando se instalaram nela pelos anos 409 da era vulgar.

            Posto que vão decorridos quinze séculos desde que os romanos passaram a ser em Espanha um povo estrangeiro, alguns monumentos do seu tempo chegaram até nós, para evidenciar a sua presença em Elvas; e outros, de que se ignora o paradeiro, ficaram-nos memorados pelos antiquários.

            As descobertas mais frequentes tem sido de sepulturas, dispersas nos terrenos maninhos, ou de profundar os cultivados.

            Na entrada deste século deparou o caso três destas sepulturas, quando Ezequiel do Espírito-Santo da Costa Teixeira mandava escavar um terreno da bacelo no sitio da Alpedreira.

            Eram as três em tudo semelhantes; media cada uma dois metros de comprimento, por60 centímetrosde largura média, e 65 de profundidade. Seis lajes fechavam estes fúnebres depósitos, uma no leito, outra no tampo, e quatro nos lados; estavam revestidas exteriormente duma obra de alvenaria, para Maior resguardo ainda.

            De um destes monumentos tiraram-se alguns objectos, que havia depositado neles a piedade, ou a superstição dos parentes dos finados; do lado da cabeceira um frasco de óleo, que se partiu, uma taça da vidro, com os sinais vazados das extremidades de cinco dedos, e um cachimbo de peças de madeira assaz pesadas, e bem torneadas; do lado dos pés uma lâmpada, e um como perfumador de barro cosido. Dentro de cada monumento repousava um esqueleto de estatura mais agigantada, que o comum. (Vereação de 12 de Maio de 1803.)

            Também nalgumas memórias avulsas achámos, que pelos mesmos sítios se descobriram, poucos tempos depois, outras sepulturas, formadas de tijolos, e telhões, de dimensões Maiores que as de uso hodierno, e de pedras de cantaria, ligadas por cadeias de ferro tão deterioradas, que, ao removê-las, se desfizeram.

            Ainda noutros lugares foram pelos mesmos tempos achadas outras sepulturas romanas.

            Na linde que divide a herdade de Mor Alves da de Fangueiros, junto da margem do Caiola, descobriu-se uma, formada de lajes com a espessura de três centímetros.

            Em vários sítios por onde serpeia o ribeiro de Gil Navalha se tem achado outras, de diferente construção, e até parece, que ruínas de edifícios. Designadamente na horta da Oliveira descobriram uns trabalhadores o esqueleto duma criança, metido numa caixa de chumbo, e tudo envolto em grosso maçasse de pedra e cal. Na horta do Macedo, e margem do ribeiro, encontraram outros em 1825 uma sepultura tosca, formada de grandes tijolos soltos, manifestamente aproveitados dalgumas demolições; a camada que lhe servia de leito assentava sobre a terra, sem ligação de argamassa; da cabeça até meio corpo os tijolos laterais estavam aprumados, e servindo de base á camada superior; do meio para os pés estavam dispostos do mesmo modo que as crianças começam os castelos de cartas.

            Tanto destes, como dos tijolos referidos antes, não declaram as memorais que temos á vista se tinham ou não estampada a marca, em sentido diagonal, que nos poderia dar a conhecer o nome do imperador romano, que ocupava o trono, ao tempo da sua fábrica, como dá a entender o padre Rademaker, que era costuma fazer-se. ( Rademaker- Mem. Hist. sobre umas lápidas romanas descobertas na cidade de Leon; manuscrito ).

            Nem acrescentam mais pormenores as memorais avulsas que possuímos; mas encontramos em Varela ( Theat. Hist. cap. IV ); que na quinta do Zambujeiro, que é dos Vasconcelos, próxima á aldeia de S. Vicente, se descobriu nos princípios do século XVII outro jazigo, contendo um esqueleto de grande estatura, que ao tocar-se, se desfazia em pó, tendo a cada um dos lados um objecto de barro vidrado, cinerários talvez, e cingindo uma espada, que necessariamente devia estar assaz carcomida pela acção da humidade. (Continua)


Tasca das amoreiras às 16:05
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