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Terça-feira, 21 de Agosto de 2012

Público vs Privado

 

 

Sempre achei e tal como o povo diz, “no meio é que está a virtude”, e tem sido quase sempre assim que tenho pautado o meu pensamento. Isto vem a propósito do que escrevi aqui nos últimos dias.

Desde que os países adoptaram modelos económicos, sempre se defrontaram duas grandes correntes de pensamento: o socialismo de estado e o capitalismo. Umas vezes a dominarem mais uns, outras a dominarem mais os outros. No pós-guerra surgiu uma terceira via: a Alemanha com a Social-democracia e a Itália com a Democracia Cristã. E vendo bem as coisas, até concordava com estes sistemas. O estado entregava toda a economia ao sector privado, reservando-se para si os sectores estratégicos da economia e todo o sistema social. As regras eram aquelas e toda a gente sabia com as linhas com que se cozia. E hoje o que é que se passa? As ideologias políticas foram mandadas às urtigas e passou-se ao salve-se quem poder e sem regras. O resultado está à vista. O resultado é aquele que todos nós sentimos no dia a dia. A corrupção alastra de uma maneira incontrolável, o compadrio e as amizades valem mais que a competência e a luta pelo poder é cada vez mais selvagem.

Isto faz-me lembrar dos anos 60 quando a luta das feministas estava no seu auge. Havia um machismo predominante que não queria abrir mão do seu poder. Depois vieram as lutas pela igualdade dos sexos (o que concordo), e depois veio o abuso por parte de alguns sectores da sociedade. E porque não o RESPEITO uns pelos outros sem extremismos? Porque é que temos que andar sempre no 8 ou no 80?

Voltando à economia, penso que estamos a passar por uma época de liberalismo económico selvagem. O capital é rei e senhor. Quem tem dinheiro safa-se. Os outros, os pobres e desfavorecidos, que se lixem. Há no entanto um fenómeno muito peculiar: quando as coisas estão a correr bem, o estado que se lixe, mas quando as coisas se põem feias todos clamam pelo guarda-chuva do estado.

No meio disto tudo encontra-se o povo que trabalha. Confuso, desconfiado de tudo e de todos, aldrabado e explorado por todos. É o bombo da festa.

Atente-se a dois exemplos muito recentes.

1 – Uma empresa de construção civil bem cotada na praça, administrada por ex-ministros e secretários de estado. Sempre se arvoraram como das maiores empresas privadas do país. Pois, mas sempre a chupar na teta do estado. Agora que o estado está falido, ai que desgraça e os empregados que vão para a rua. São privados, mas pouco.

2 – Já hoje li nos jornais que o Centro de Saúde (?) de Cascais vai ser gerido por estrangeiros. Mas aonde é que nós vamos parar?

Resumindo, hoje o que há é uma enorme falta de respeito pelo cidadão, sejam lá os serviços públicos ou privados. Haja bom senso.

 

Jacinto César

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Tasca das amoreiras às 20:00
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4 comentários:
De André Miguel a 21 de Agosto de 2012 às 20:24
Há uma grande contradição no seu raciocínio, pois se vivemos num liberalismo económico selvagem, como é que temos empresas privadas geridas por ex-políticos e, como você escreve, "sempre a viver na teta do Estado"? Ora o liberalismo económico pressupõe a não interferência do Estado na economia. Mais: como é possível vivermos esse liberalismo selvagem quando o Estado possui um sem fim de empresas públicas, semi-públicas, PPP's e afins?
Meu caro não pode estar mais errado, o que vivemos é socialismo puro e duro e se quer perceber porquê aconselho ler algo de um dos "malvados" autores liberais, como Hayek ou Friedman, para saber o que é o liberalismo económico. Verá que ser liberal não dói nada.


De Anónimo a 21 de Agosto de 2012 às 23:47
Certo André.


De Zarojo a 22 de Agosto de 2012 às 09:59
Se a saúde passasse para as Companhias de Seguros e se extinguisse o Serviço Nacional de Saúde,  ficávamos mais bem servidos e resolvia-se o problema do défice.


E claro das greves e daquele direito consagrado ao Funcionário Público o "estar de baixa"...


De Fronteiras a 23 de Agosto de 2012 às 23:06
Sim. É claro. A solução são as companhias de seguros privadas. Aquelas que quando o doente tem de enfrentar uma operação de elevadíssimo custo, negam a assistência ao utente ou então rescindem o contrato e o doente não pode ser operado e muitas vezes não pode assinar um contrato com outra companhia por «doenças pré-existentes».


Já agora, há algum estudo que indique qual é a incidência das baixas médicas nos diferentes sectores laborais? Seria interessante comparar e não dizer coisas à toa.


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