Exmo. Senhor Presidente da CME
Foi com agrado que percorri o troço das nossas muralhas que foram restauradas depois de, pelos vistos, terem sido dados por concluídos os trabalhos.
Mais ou menos “à socapa” fui acompanhando as obras agora concluídas e gostei do que fui vendo. Mas como não há bela sem senão, gostaria de fazer aqui alguns reparos. A saber:
1- O passeio da ronda – O piso aparentemente ficou bom com o cascalho, apesar de não concordar com a sua impermeabilização, pelos mesmos motivos que não concordaria com a passagem de um tubo de plástico a passar por cima dos Arcos das Amoreiras. Aquelas construções necessitam de água sob pena de ressequirem e colapsarem. A humidade é fundamental para a sua sustentação. Ainda aqui notei outra falha e esta é a de falta de segurança: o caminho da ronda deveria ter levado um corrimão ou uma grade de protecção na parte lateral deste e que dá para o fosso. Qualquer criança encontra ali um bom local para andar de bicicleta. E se um dia um se desequilibra e vai parar ao fosso? E uma qualquer pessoa que se pode desequilibrar e cair lá para baixo? Não há nada nas técnicas de restauro que impeçam a colocação de uma protecção nestes casos, desde que tal protecção seja manifestamente contemporânea.
2- O fosso – Foi construído à sua volta um caminho ensaibrado que de uma forma geral permite as pessoas circular nele. Acontece que o espaço que vai deste caminho até aos panos de muralha ficaram de tal forma depois das obras, que quando se levanta um pouco de vento há pó por todo o lado. São toneladas de pó que ali há. Sempre pensei que o terreno fosse calcado ou levasse um tratamento qualquer para evitar que tal acontecesse.
3- Os bancos no passei da ronda – Gostei da solução, só que são um convite aos vândalos. É só lá passar e ver. Neste caso a solução só teria de ser uma e que passava por não ter lá colocado nada. Quem vem de fora vai com a ideia de que a população da cidade são uns porcos.
Com os meus cumprimentos
PS – Tal como já tinha dito, os comentários passaram a ser moderados. Desbloquearei todos os que não envolvam ofensas contra terceiros.
Jacinto César
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