Se já antes o caso Sócrates me cheirou bastante mal, agora o caso Relvas ainda me cheira pior. Não, não é isso que estão a pensar, é o outro lado dos casos.
Se bem se lembram, no tempo no nosso “saudoso” Primeiro-Ministro o escândalo rebentou por causa da licenciatura tirada ao domingo e por correio. Todos nós andamos muito entretidos com o caso enquanto nas nossas costas se estava a desenhar o início do actual caos.
Hoje com o caso Relvas faz-me desconfiar também muito. Começou com as presumíveis pressões exercidas pelo dito sobra uma jornalista do Público. Gastaram-se rios de tinta para comentar o assunto, todos nós resmungámos e apelámos à liberdade de expressão. Mal tinha acabado (?) este caso logo rebentou outro ainda com maiores repercussões e que mobilizou a população em movimentos, petições públicas, grupos no Facebook, etc., etc. E pergunto eu: que é que se estará a preparar nas nossas costas neste momento? Que cozinhado se estará a preparar para nos servirem para nos darem este aperitivo?
Sei que alguns dirão que isto é a teoria da conspiração. Acredito. No entanto já me habituei de tal maneira ao sadismo dos nossos políticos que já desconfio de tudo e de todos. A política começa a parecer-se muito com aqueles jogos de guerra armados em cima de uma mesa pelos generais: damos aqueles soldadinhos de presente ao inimigo naquele local e nós atacamos em força no lado contrário.
Se é verdade que a idade nos vai tirando faculdades, em contrapartida dá-nos a experiência de vida o que faz que andemos sempre de pé atrás (caro Porto Editora, já aprendi a distinguir as palavras homófonas). Olho vivo e pé ligeiro é o que faz falta.
Jacinto César
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