Abstendo-me de fazer qualquer comentário sobre os acontecimentos de ontem, resta-me constatar que a depressão geral está de volta e o Fado também. Já vai sendo um hábito.
Agora resta-nos encarar o futuro.
Mas já que falo em futuro, gostava de vos deixar uma reflexão sobre este mesmo tema e que me deixou a “fazer contas de cabeça”.
Alguém disse que o nosso futuro é nem mais nem menos que o nosso presente e que este não tem sido diferente do nosso passado recente. E é verdade.
Se voltarmos atrás no tempo meia dúzia de anos verificamos que quem nos governa ou governou vai-nos dizendo sempre que para o ano é que as coisas vão melhorar. Mas no ano seguinte as coisas ficam iguais e o futuro melhor fica adiado para o ano seguinte. Só que a lenga-lenga vai repetindo-se todos os anos e o futuro continua a ser igual ao presente. Bem, eu estou a referir-me ao futuro do comum dos mortais e não dos “outros”, já que façam lá eles as tropelias que façam, têm sempre o futuro assegurado. Sempre assim foi e há-de continuar assim, até que um dia, um qualquer “maluco” resolva interromper este caminhar da história e acabar com o fado como música nacional e resolva promover o “Corridinho”.
Os tubarões não acreditam e continuam a morder descaradamente. Mas até estes, por mais ferozes que sejam, por vezes “chocam” com um arpão que lhes dá cabo do miolo.
A história universal é pródiga em episódios desde género e eu sou daqueles que acreditam que a história repete-se, mesmo que a grande maioria diga o contrário.
Jacinto César
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