Eu bem tenho evitado escrever sobre a Selecção de Portugal, mas perante os factos não tenho outro remédio senão render-me ao assunto do momento. Sei que alguns se irão atirar a mim como gato a bofe depois do artigo que escrevi sobre o CR7. Logo nesse dia os comentários mostram isso. Acontece que ninguém viu lá escrito qualquer afirmação minha contra o CR7 como jogador. O que aí escrevi foi contra o carácter do dito, e isso mantenho.
Depois da fase de grupos meia titubeante, vi o jogo contra a Rep. Checa como o primeiro jogo sério que a nossa selecção fez. Até aí e para mim, foi mais o demérito dos adversários do que propriamente o nosso mérito.
Bem, a partir daqui ou muito me engano ou vamos ter que jogar sempre contra dois adversários à vez: um o real e visível e o outro, o institucional, invisível. Quero com isto dizer o quê? Ou de verdade somos de tal maneira contundentes a não deixar margens para dúvidas, ou alguém (leia-se Platini) se encarrega de fabricar uma final já anunciada. É o eterno jogo dos poderes e das relações pequenos/grandes.
Não é que tenha alguma dúvida sobre o resultado da Alemanha sobre a Grécia, mas os sorrisos e palmadinhas nas costas entre o senhor UEFA e a senhora Merkel foram demasiado efusivos, como que a querer dizer “estes já foram e agora venham os próximos, rumo ao triunfo final”. Eu como não tenho a memória curta ainda me lembro de algumas patifarias que a dita UEFA tem feito à nossa rapaziada.
Quarta-feira poderá ser já a prova dos noves. Vamos esperar para ver.
Jacinto César
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