Aquilo que vou contar de seguida aparentemente nada tem a ver com o problema das antenas. Mas tem!
Aqui há muitos anos atrás comprei uma pequena quinta. Em volta dela havia um sem número de quintas de dimensões que andariam entre os 5 e 10 ha. Todos nós quando necessitávamos de um trabalho para tractor lá fazíamos um carreirinho até ao então Grémio da Lavoura alugar um ao dia. Claro que este tipo de situação saía caro. Um belo dia propus a toda a gente comprar um que pagaríamos entre todos e que o utilizaríamos em conjunto. Ninguém quis tal coisa e o sistema continuou como até aí.
Já me tenho posto a olhar para a floresta de antenas de TV que há no nosso centro. É absolutamente absurdo a quantidade de “mastros” que por aí há espalhados. Mais, acredito que a grande maioria estão desactivadas, já que há mais “objectos” destes nos telhados do que famílias moradoras. Basta olhar na Praça da República por cima da Casa da Cultura e na zona da torre do relógio e ver quantas lá há e depois ver naquela zona quantas pessoas aí moram. Resumindo, há no centro de Elvas de certeza mais antenas que habitantes.
E o que é que isto tem a ver com a história que contei anteriormente? Tudo!
Não seria sensato em cada quarteirão haver apenas um conjunto de antenas (agora bastam duas) que servisse o referido quarteirão, assim à moda das antenas colectivas que se colocam nos prédios e depois passar os cabos para cada habitação pela parede ou pelo telhado? Eu penso que sim, mas acredito que as pessoas não queiram tal solução.
Cada um ser proprietário da sua antena é que é bom.
Cá por mim vinha tudo abaixo. Passem ali por cima das portas de S. Vicente e olhem para a cidade. É vergonhoso que uma das vistas mais imponentes da cidade esteja poluída visualmente daquela maneira.
Jacinto César
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