Aqui há uns anos atrás, recebi um telefonema a convidarem-me para uma reunião política meia clandestina. Ainda hoje não entendo tal convite, mas presumi ser pelo facto de o meu “olho direito” sempre ter visto melhor que o esquerdo. Um bocado intrigado, compareci à hora e local marcado.
Claro está que nunca irei divulgar quem esteve presente, pois foi esse o compromisso que assumi, mas havia por lá de toda a gente e figuras gradas da nossa “parvónia”. O denominador comum era o facto dos presentes, uns mais que outros serem oposição ao actualmente chamado “regedor”.
Depois de se ter discutido de tudo e mais alguma coisa, só faltava acertar a estratégia para derrubar o “homem” da cadeira (onde é que já ouvi isto?). Valia tudo e só faltou que alguém propusesse a contratação de um “sniper” para o abater.
Para ser sincero, eu entrei mudo e saí calado porque não sou pessoa para alinhar em conspirações e baixa política. Pelo que julgo saber a dita “conspiração” deu em nada.
Mas se não deu em nada porque estou eu aqui a contar a história? Pelos simples facto de que se alguns dos presentes se mantêm coerentes com as suas ideias da altura, outros há que viraram o bico ao prego com muita lata (ou chamar-se-á a isto oportunismo?). É vê-los aí com ar de importantes e inchados e ao mesmo tempo com um aspecto cândido como se de nada soubessem. Tristes figuras!
Que se façam cambalhotas à frente ou atrás ainda vai que não vai, mas fazer cambalhota à frente seguida de cambalhota atrás, já requer um certo arcaboiço atlético.
Resumindo, temos uma cidade com “ginastas” de qualidade olímpica.
PS (nada de confusões): Já agora todos estarão recordados de uma revista que circulou na cidade por altura das últimas eleições autárquicas com os nomes e até fotografias dos apoiantes do actual “regedor”. Um dia deste vou publicá-la aqui para alguns se reverem!
Nota - Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência
Jacinto César
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