
Sei que sou muito chato! Sei que todos os anos por esta época volto a repetir o mesmo! E também é verdade que todos os anos se volta a fazer de novo.
Estou a referir-me à Semana da Juventude. Não, não tenho nada contra ela, antes pelo contrário. Tenho sim manifestado o meu desacordo contra o local onde se faz e os prejuízos que o som (vibrações) pode causar à estrutura dos Aqueduto das Amoreiras.
Já uma vez expliquei aqui qual o fenómeno que um dia pode causar a derrocada do aqueduto. Dei-me ao trabalho de explicar tintim por tintim, mas não ganhei nada com isso. Parece que ninguém leva o assunto a sério. Até um dia…
Hoje, e assim pode ser que acreditem, transcrevo aqui um estudo elaborado em 2006 pelo Instituto Superior Técnico que aborda o assunto.
“ EFEITOS DAS VIBRAÇÕES
Os efeitos das vibrações podem classificar-se em três grupos, apresentados de seguida, por ordem crescente de severidade e irreversibilidade nos danos:
• Afectação do funcionamento normal de equipamentos ou instrumentos sensíveis (por exemplo em hospitais, laboratórios técnicos e científicos e até em habitações);
• Incomodidade para as populações que sentem as vibrações, causando receios e, consequentemente, queixas;
• Danos nas estruturas (em particular, nos monumentos e edifícios altos ou antigos) e nos maciços remanescentes.”
O estudo foi feito por Gustavo Paneiro do CENTRO DE GEOTECNIA DO I.S.T
Sei que isto não vai alterar nada, mas pelo menos fico de consciência tranquila. Mais, espero que jamais venha acontecer, mas se um dia cair uma só pedrinha que seja, nessa altura vou apontar o dedo.
Uma boa semana para todos
Notas – Definições para recordar
Ruído - Segundo Sarsby (2000) o ruído pode ser definido como a transmissão de energia em meio sólido líquido ou gasoso, através de súbitas flutuações de pressão, originadas por alguns objectos em vibração (por exemplo, a voz, colunas de som, maquinaria, etc.
Vibrações - No sentido lato, a vibração corresponde a um movimento mecânico periódico, ou aleatório, de um elemento estrutural, movimento esse que se caracteriza por ser repetitivo a partir de uma posição de repouso (Regazzi, R. & Ximenes, G., 2004)
Jacinto César
De Anónimo a 22 de Abril de 2012 às 22:04
É bom que haja pessoas que se interessem por varíadissimos temas da sociedade e se deêm ao trabalho de os debater publicamente como é o caso do Prof. Jacinto César, a isto chama-se cidadania.
No caso do tema em questão, embora sendo um leigo na matéria, parece-me que a questão do perigo de derrocada dos arcos não se põe, penso que as aberturas dos arcos é suficiente para praticamente anular as ditas vibrações, volto a referir que sou um leigo na matéria, o que não invalida que não possa dar a minha opinião.
Espero que o sabichão das dúzias volte a fazer a correcção do meu texto o que antecipadamente lhe agradeço, mas informo-te sabichão que só tenho a quarta classe.
SEMPRE ALERTA
De mai nada a 23 de Abril de 2012 às 09:26
eu também acho que os arcos vão ruir.. .no ano de 2025 quando o Noddy for pesidente da cambra
eh eh eh
De Elvense a 23 de Abril de 2012 às 10:02
O povo votante do concelho de Elvas não vai permitir que tal aconteça
De Rossio de São Francisco a 23 de Abril de 2012 às 10:01
Vibrações acústicas.
As colunas de som ficam de costas para o aqueduto e viradas para o Forte da Graça.
Se calhar, o padrão da Batalha das Linhas de Elvas é que corre perigo.
De Elvas a 23 de Abril de 2012 às 10:04
Também não me palpita que o monumento corra risco
De Anónimo a 23 de Abril de 2012 às 09:30
agora poupa-se na despesa com os professores e os outros trabalhadores do Estado e arranjam-se tachos em Lisboa como o do Noddy
Esse palhaço leva 2.500 euros para casa mais despesas, quantos prof ficam sem férias e natal para pagar um ano a este pelintra?
abaixo os tachos, abaixo os fachistas
De São Bento a 23 de Abril de 2012 às 09:57
O grupo parlamentar do CDS/PP, na Assembleia da República, tem um novo assessor para a área da Agricultura e do Mar. As especialidades do elvense Paulinho Portinholas são as minhocas (na Agricultura) e as alforrecas (no Mar).
É natural que o mesmo grupo parlamentar tenha outros assessores, para outras áreas; igualmente qualificados, experientes e especializados. Por exemplo, deve haver outro para a área da Educação.
No concelho de Elvas, andamos arriscados a ficar sem escolas e jardins-de-infância em Vila Fernando, Barbacena e São Vicente. Mais uma grande medida do governo PSD/CDS. Daí, esta ideia.
Paulinho Portinholas, o assessor das minhocas e alforrecas, poderia pedir ao seu colega assessor para a Educação que acabasse também com as escolas e jardins-de-infância de Santa Eulália, Terrugem, Vila Boim e Calçadinha.
Isso é que seria poupar dinheiro à séria!
Isso é que seria mais uma grande medida do PSD/CDS no Governo!
E, para Paulinho Portinholas, esta “terraplanagem das freguesias” é que seria uma homenagem aos seus avôs José Abreu e Mário Monteiro, pelo que fizeram por essas terras noutros tempos.
Muitos ficarão a perder; mas Portinholas continua a custar 2500 euros por mês.
De Sé Velha a 23 de Abril de 2012 às 10:22
Já no tempo de estudante em Coimbra, o jovem Jacinto Nozes César fazia grandes campanhas contra as serenatas de fado nas escadarias da Sé coimbrã, uma vez que a frequência do trinado das guitarras causava danos irreparáveis à estrutura do monumento.
Esta preocupação de César pela defesa do património já vem de muito longe: à distância de 40 anos e 250 quilómetros.
De mario baptista a 23 de Abril de 2012 às 12:37
Amigo Jacinto
Deixa-me lá discordar ou pelo menos obrigar-te a queimar mais pestanas.
Sinceramente não investiguei exaustivamente para afirmar taxativamente se um espetáculo musical com as caraterísticas dos que ocorrem na semana da juventude podem provocar danos no Aqueduto.
A minha sensibilidade diz-me que não.
Por várias razões:
Pela dimensão do espetáculo ( Leia-se volume de som).
Por se tratar de um espaço não confinado, em que as ondas sonoras se transmitem à superfície, no sentido contrário ao do monumento.
Porque ainda que algumas se propaguem no sentido do monumento existem grandes aberturas que certamente diminuem o impato.
Mas sobretudo poruqe as vibrações não são produzidas no solo, ou no sub solo.
E é aqui que entra a parte de queimares mais as pestanas.
Porque o estudo que referes do IST, é sobretudo para vibrações sonoras de outra natureza, provocadas no sub-solo, como por exemplo as provocadas pelo metropolitano.
E essas sim, consoante a sua magnitude e a natureza dõ terreno de fundação, poderão provocar danos em monumentos e edificios altos. Tal como os sismos.
Agora queimar as pestanas é extrapolar este aspeto do estudo e demosntrar que ele se refere a esta situação em concreto, de um espetáculo de reduzida dimensão, de costas viradas para o aqueduto.
E nós engenheiros temos obrigação de fundamentar e apresentar o contexto exato dos estudos e não apenas deixar hipóteses no ar, para o que der e vier., sem as tais pestanas queimadas.
Boa semana e pensa lá nisso.
Um abraço.
Mário Baptista
De Ordem dos Engenheiros a 23 de Abril de 2012 às 14:52
Cada um leia como quiser, mas ficou clara a diferença entre um engenheiro e um "engenheiro".
Tá dito.
Tá escrito.
De Ordem dos "engenheiros" a 23 de Abril de 2012 às 23:40
Caro Mário Batista
O que é que queres dizer com engenheiro e "engenheiro". Tens que me explicar essa!
Caro Mário
Já que me respondes, sou obrigado a dar-te as explicações que me solicitas. Então é assim:
1- O som tal como a luz transmite-se multidireccionalmente em todos os meios excepto no vazio.
2- Qualquer onda sonora propaga-se de forma diferente no meio sólido. Em função do material em que se propaga, assim o comprimento de onda e a sua amplitude variam.
3- Quando uma onda sonora atravessa um meio heterogéneo, o seu comprimento de onda e amplitude vão variando.
4- As zonas de fronteira entre meios diferente produzem uma vibração entre as partículas desses mesmos meios.
Ora o problema surge precisamente no ponto 4.
Os materiais de construção utilizados antigamente são fundamentalmente a pedra e como agregante a argila ou a cal misturados com areia.
Qual é então o efeito do som sobre este tipo de construção? É a descolagem da pedra dos agregantes provocados pela vibração, com a consequente libertação de energia. É o que acontece com os aparelhos de ultra sons utilizados pelos dentistas para descolagem do tártaro dos dentes e dos aparelhos de micro ondas que nós utilizamos nas nossas casas.
Se te restam dúvidas, queima as pestanas num livrinho de acústica e vem lá tudo.
Jacinto César
De jovem a 24 de Abril de 2012 às 15:06
voces adoram-se
o M ama o J
e o J retribui o love ao M
ou dois galos na andropausa. pq não vão pro asilo
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