Quando o ano passado o executivo de Passos Coelho resolveu espoliar a função pública do subsídio de férias e de Natal, muita gente conhecedora da Constituição disse que a medida era inconstitucional por pôr em causa a equidade dos cidadãos.
Recordo-me de nessa altura ter aqui escrito sobre o assunto, achando eu que não entendo nada de leis, que seria mais justo tributar toda a gente a partir de um certo valor do que só os trabalhadores do estado. Assim não entendeu o governo e penalizou só uns, como se estes não fossem tão portugueses quanto os outros.
O Presidente da República entendeu que deveria promulgar o OGE sem fazer a fiscalização preventiva da sua constitucionalidade, mesmo que só parcialmente. Afinal o presidente concordou politicamente em que havia portugueses de 1ª e de 2ª.
Acontece que um grupo de deputados acabou por pedir ao Tribunal Constitucional que se pronunciasse sobre o assunto.
Veio-se agora a saber que a maioria dos seus membro são pela inconstitucionalidade da medida. Só que …
Neste momento o TC está desfalcado de uns quantos membros que são eleitos pela Assembleia da República e como tal não pode fazer nada. E quando é que os membros em falta são eleitos? Ninguém sabe já que a sua eleição tem vindo a ser adiada.
Que se passam coisas “esquisitas” na Guiné até se pode compreender. Agora em Portugal, que tanto se orgulha de ser um Estado de Direito, passarem-se “manobras” destas é que já é pior.
Um dia (que não sabemos quando) o tribunal estará completo.
Agora a pergunta que deixo no ar é a seguinte: quando o TC declarar a medida inconstitucional o que é que o governo vai fazer? Volta atrás ou faz um golpe de rins e promove uma revisão da lei fundamental?
Por último e para fazer mais uma pergunta muito simples: vivemos em DEMOCRACIA ou só na ilusão por podermos dizer o que queremos?
Jacinto César
Caro amigo (pelos vistos é mesmo vesgo)
Aquilo que o meu caro amigo diz é pura demagogia. E sabe porquê? Quantos portugueses recebem na privada mais que os tais 1100€? E porque é que esses são diferentes dos outros? Porque é que os que ganham muito na privada não são penalizados também? Obviamente que não estou a falar de quem pouco ganha. Porque não fala de todos aqueles que ganham o ordenado mínimo nacional do público? Eu não me estou a queixar de mim, mas estou a lembrar-me de todos aqueles que trabalharam para a FP e têm reformas de 300 ou 400€. É justo um qualquer que na privada ganhe mais que os tais 1100€ não seja penalizado e outro que só por ter sido FP e ganha pouco o seja?
Demagogia pura. É mesmo vesgo! Mais, parece-me aquelas “mulas velhas” que se tem que se lhes pôr uma pala nos olhos para verem só numa direcção.
Jacinto César
O grupo parlamentar do CDS/PP, na Assembleia da República, tem um novo assessor para a área da Agricultura e do Mar. As especialidades do elvense Paulinho Portinholas são as minhocas (na Agricultura) e as alforrecas (no Mar).
É natural que o mesmo grupo parlamentar tenha outros assessores, para outras áreas; igualmente qualificados, experientes e especializados. Por exemplo, deve haver outro para a área da Educação.
No concelho de Elvas, andamos arriscados a ficar sem escolas e jardins-de-infância em Vila Fernando, Barbacena e São Vicente. Mais uma grande medida do governo PSD/CDS. Daí, esta ideia.
Paulinho Portinholas, o assessor das minhocas e alforrecas, poderia pedir ao seu colega assessor para a Educação que acabasse também com as escolas e jardins-de-infância de Santa Eulália, Terrugem, Vila Boim e Calçadinha.
Isso é que seria poupar dinheiro à séria!
Isso é que seria mais uma grande medida do PSD/CDS no Governo!
E, para Paulinho Portinholas, esta “terraplanagem das freguesias” é que seria uma homenagem aos seus avôs José Abreu e Mário Monteiro, pelo que fizeram por essas terras noutros tempos.
Muitos ficarão a perder; mas Portinholas continua a custar 2500 euros por mês.Blogs de Elvas