Eu não queria voltar ao tema turismo tão depressa, mas o Mico da Câmara Pereira fez que voltasse a ele.
Há pessoas que nasceram em berço de ouro e que pelas mais variadas razões viram a vida andar-lhes para trás. Não sei se é o caso, mas pelo que me pareceu é!
Comprou o Castelo de Barbacena para as suas festas e queria que alguém lhe subsidiasse a reconstrução do “palácio”. O pior é quem lhe deu razão ao dizer que ali se poderia fazer uma pousada ou hotel. Será que as pessoas enlouqueceram ou andam nas nuvens? Como é que se iria rentabilizar tal investimento? Quem é que seria a população alvo para vir para um local daqueles (isto sem desprimor para Barbacena, é claro)?
Isto faz-me lembrar o que aconteceu aqui há uns anos atrás com o turismo rural: houve subsídios para toda a gente que quis reconstruir montes e depois não havia hóspedes. Pudera, era mesmo isso que os proprietários queriam. Ficaram com as ruínas recompostas à custa da UE e agora é gozarem-se das suas belas casas, para eles e amigos, já que possuir um monte no Alentejo é coisa fina.
Se um dia Elvas tiver estiver numa situação diferente em relação ao turismo, coisa que começo a não acreditar, aí sim, vale a pena investir em tudo o que estiver à sua volta. Agora assim, só de loucos.
Jacinto César
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