Efeméride do dia
Em 20-3-1472 mandou el-rei D. João II levar em conta ao concelho de Elvas 2000 reis que deu a Manuel Coelho para ir estudar em Salamanca.
Em 20-3-1823 saiu de Elvas o Batalhão de Cavalaria 3
Já perdi o conto das vezes que aqui escrevi sobre o turismo e de cada vez que há qualquer coisa de novo, fico a pensar no assunto.
No sábado passado e como aqui dei conta, um grupo de 200 espanhóis esteve de visita à nossa cidade. Já cá tinha estado antes para ver os fortes, e vai voltar este próximo sábado para visitar a arquitectura religiosa.
Chega-se à conclusão que para ver Elvas com “olhos de ver” são necessários 2 a 3 dias. Mas o que me confunde é que é necessário ser um grupo da cidade vizinha de Badajoz a organizar o evento. Neste caso a câmara limita-se a dar apoio.
Só que mais uma vez, isto não passa de um caso pontual e que o mais provável é não voltar a repetir-se tão cedo. E é precisamente aqui que quero chegar.
Desde quando é que a CME tem uma política de turismo consistente, que seja agressiva com a concorrência, que traga aqui operadores turísticos que num futuro venda pacotes no estrangeiro que incluam Elvas e a região como um destino cultural por excelência e que faça publicidade a sério ao trazer aqui jornalistas influentes de revistas da especialidade desse mundo fora?
O que é que sempre se fez e que continua a fazer? Levar um stand de Elvas às feiras e romarias aqui num raio de 200 Km, distribuir uns panfletos que as pessoas levam para casa e de seguida deitam para o lixo.
Tomemos como exemplo a nossa cidade que tem cerca de 20000 habitantes. Quantos destes alguma vez foram a um museu, visitar por exemplo Mérida, Cárceres ou Évora e que até são cidades Património da Humanidade, que foram a um evento cultural qualquer em Lisboa ou mesmo aqui ao nosso lado a Badajoz? 10 % serão muitos!
Agora analisemos que tipo de massa humana temos no tal raio de 200 Kms. Pouco diferente será, tanto de cá como do outro lado da fronteira. Então para quê investir em publicidade neste tipo de “clientes”?
O turismo para Elvas não pode ser o turismo de massas porque para esses nós não temos nada a oferecer. O turista que temos que aqui chamar é o turista cultural, que tem dinheiro para estar uns dias num hotel e que se está nas tintas para o bronzeado no fim das férias. Nós aqui, temos que vender “as pedras” que temos e podem crer que há por esse mundo fora gente ávida de as “comprar”. É necessário é chegarmos até elas e não é com os meios que estão a ser utilizados que lhes chegamos.
Doa a quem doer a situação é esta e a solução passa por enveredar por um caminho muito diferente daquele que é seguido actualmente.
Não temos ninguém em Elvas que entenda do assunto? Pois bem, se se tiver que contratar um estrangeiro que se contrate. Agora assim não!
Jacinto César
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