Elvas sempre em primeiro

Todos os comentários que cheguem sem IP não serão publicados.
Quarta-feira, 7 de Março de 2012

A grande depressão

 

 

 

Já aqui há uns dias aqui falei sobre a crise económica que afecta de sobremaneira a cidade de Elvas. O país não está bem. Todos o sabemos. Mas a nossa cidade está ainda pior. Todos também sabemos que a CME tem feito os possíveis para minimizar os efeitos da crise sob o ponto de vista social. Mas, tudo não passa de um tapar de buracos, de acudir aqui e ali, de ajudar aqueles que mais necessitam, etc. A acção é meritória, mas não chega. Cada vez mais os nossos jovens têm que procurar outras paragens para ganhar o pão de cada dia. Os que vão ficando estão envelhecidos e depauperados. A população vai diminuindo e todos os sectores de actividade vão-se ressentindo. Algo tem que ser feito para reactivar a economia local.

Hoje vou retomar aqui uma ideia que lancei há uns meses atrás aquando do anúncio da construção das piscinas nas freguesias rurais.

E porque não a CME construir uma série de pavilhões industriais devidamente infra-estruturados e depois alugá-los por um valor simbólico em função do número de postos de trabalho criados? Eu não acredito que se tal fosse feito e devidamente publicitado em jornais e revistas de economia (não só portugueses como estrangeiros) não houvesse alguns empresários a aproveitar a situação e se viessem instalarem Elvas. Pequenasempresas com 20 ou 30 pessoas que aqui viessem produzir algo seria ideal, já que grandes empresas podem transformar-se de um dia para o outro em grandes pesadelos.

Já aqui tenho manifestado a minha ignorância em assuntos económicos, mas já pus à consideração de amigos meus mais entendidos e eles acham que tal não seria inviável.

Senhor Presidente da Câmara Municipal de Elvas: o que é que se perdia se se tentasse tal estratégia? O risco de ficar com alguns pavilhões vazios! E ao construir as piscinas, se a população entrar em debandada não ficarão também elas às moscas?

Sei que o senhor quer o melhor para a sua cidade. Sei que não pode ser bombeiro e ir apagar todos os fogos. Sei que também não é “criada” para todo o serviço. Mas há coisas que tem o poder de fazer. Pense no assunto para o bem da cidade que está em vias de morrer e penso que o senhor não estará interessado em participar no funeral.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 14:59
Link do post | Comentar | favorito
13 comentários:
De o melhor a 7 de Março de 2012 às 17:07

Um gajo que escreve bem é sempre um gajo que tem que ter para além da forma também um conteúdo de excelência. Não vou dar vos outra aula de filologia, estejam descansados, embora muito provavelmente até vos fizesse bem, já que mais não fosse ao cérebro, sempre se fazia uma corrida de neurónios entre o lóbulo esquerdo e o direito com partida no occipital e chegada ao parental.


A propósito da Grande Depressão, gostava de vos contar que tenho aqui instalado na loja um sistema de desculpas para evitar pagar dívidas, por enquanto infalível, e que o torna no mínimo, o melhor sistema do género instalado no Alentejo, quiçá no País.


Já me disse um amigo que há na net um grande quantidade de sites de ajuda, mas como por enquanto não esgotámos o stock de desculpas, ainda não fizemos o download versões mais recentes. Só com grande imaginação se consegue manter os prazos de pagamento muito para além do razoável sem que nos entre um solicitador nem o homem do fraque pela porta a dentro.


Nestes dias, mais vale uma boa desculpa que uma penhora na mão. Também vão penhorar o quê? Uma sanita? Um bloco de notas usado? A malta está mais do que de tanga, está falida. Para passar o tempo vamos dando desculpas uns aos outros e esperando que os funcionários públicos, os únicos que não caíram no desemprego, nos comprem umas bugigangas quaisquer para atenuar o caminho pró abismo. Embora a propósito de caminho, eu já tenha sido agraciado com o premio de melhor gajo a seguir o caminho. Só que foi o caminho para Fátima, em apenas dois dias conseguir fazer o percurso de Elvas até ao sitio dos pastorinhos, embora na segunda tarde da viagem tivesse apanhado boleia com um motorista marreco de Ourem, um gajo porreiro que nos convidou a uns caracóis na Tasca do Rogério que é assim parecido com a Tia Alice, mas com a conta com menos de dois dígitos.


Beijos e abraços



De Anónimo a 7 de Março de 2012 às 22:30
Este gajo é bom, Jacinto tens de meter a cara do tipo no lugar do Venâncio Assim sabemos quem escreve desta forma


De Guedes a 7 de Março de 2012 às 22:35
A tia Alice existe e é em Fátima, tem que se descer umas escadas e é um restaurante espectacular.
Logo o melhor nao é labrego, deve ser um prof da secundaria, será que é da zona de fátima? 
Jacinto quem é o melhor?


De André Miguel a 7 de Março de 2012 às 19:34
A Câmara não tem que construir pavilhões que só as empresas que deles necessitariam saberiam os requisitos dos mesmos para a sua actividade. Ou seja: poderiam não servir. Além disso seriam pagos por todos nós.
O que qualquer Câmara com bom sendo devia fazer, principalmente em períodos de crise, era assinar de olhos fechados todo e qualquer projecto de investimento que surja. Perder tempo com análises, pareceres, estudos, pieguices partidárias e o diabo a quatro é puro terrorismo económico.
As Câmaras Municipais devem, de uma vez por todas, perder os poderes que têm na área económica, através das ferramentas que dispõem para anular, limitar ou atrasar qualquer intenção de investimento dos privados. Ponto.


De João Rocha a 7 de Março de 2012 às 19:48
Boa tarde Jacinto. Excelente e politicamente exequível idéia. Junto-me á subscrição da idéia.
No entanto parece-me que o Snr Presidente nao está para aí virado. No concreto nunca esteve virado para o desenvolvimento sócio-económico da sociedade elvense. É mais a Câmara promete e cumpre, obras e infraestruturas municipais. O exemplo acabado são os 4.5milhões gastos na cirurgia plástica dos 4 kms da antiga EN4. Fora o que pagou em expropriações. A tua sugestão teria utilidade prática. Todos ficariam a ganhar. Desejo que o Snr Presidente, fechada a circular á cidade, vire o seu inteligente olhar para o desenvolvimento sustentado.


De Anónimo a 7 de Março de 2012 às 22:01

Concordo com a ideia, apenas sugeria que esse texto fosse publicado no jornal "Linhas de Elvas", assim a modos que uma carta aberta ao Sr. Presidente Rondão Almeida.
Era uma forma de comprometer o nosso Presidente, e não teria a hipotese de dizer que desconhecia a ideia.
Como sabem os politicos gostam de dizer que não frequentam a blogosfera, etc.
São uns santinhos.


SEMPRE ALERTA


De Anónimo a 7 de Março de 2012 às 22:18
Também nao consta que o senhor leia jornais e muito menos o título em causa que muitas vezes manda enviar rasgado de volta para a redacção. 
Alias nao é verdadeque nao ligue aqui ao cibermundo, na semana passada o mocinho e a Elza fizeram uma conf de prensa para desancar num tipo da política que tem uma pagina no livro da fuças.
Mas a ideia é boa Jacinto.
Só te falta uma cereja em cima do bolo: sugerires que os pavilhões industriais tenham uma placa bem visível a distancia considerável com o nome JOSÉ ANTONIO R.....


De Edmundo a 8 de Março de 2012 às 11:40
isto só podia algum dia ir avante se o nome estivesse na frontaria


De José do Comércio a 9 de Março de 2012 às 11:04

A ideia é excepcional. E merece ser seguida. Dou mais um contributo.


Não devemos ficar apenas pela construção de pavilhões para entregar a baixo custo a empresas industriais. Devemos ir mais longe.


A câmara também deve comprar ou construir lojas no centro da cidade, nos bairros e nas freguesias rurais, para depois alugar a baixo custo a quem quiser exercer actividade comercial.


Assim acabam-se com rendas altas ou prestações aos bancos!


Vão todos para as lojas da câmara.

Como é que ainda não nos tínhamos lembrado disso?


De Francisco das Hortas a 9 de Março de 2012 às 11:04

E não devemos ficar apenas por pavilhões de indústria e lojas para o comércio.


Devemos ir mais longe. Podemos ir mais longe.


A câmara também deve comprar propriedades rurais: hortas, quintas e herdades.


Depois, aluga a baixo custo a empresários agrícolas que queiram fazer agricultura ou pecuária.


Acabam-se os arrendamentos rurais.


Vai toda a gente para as propriedades da câmara.


Mais uma ideia enorme!



De Manel dos Petiscos a 9 de Março de 2012 às 11:05

E não devemos ficar por pavilhões para indústria, lojas para o comércio e terrenos para agricultura e pecuária.


Devemos ir mais longe. Temos obrigação de arriscar e ser inovadores!


A câmara pode comprar e adaptar espaços para restaurantes e bares.


Depois aluga, a baixo preço, conforme os postos de trabalho na cozinha e na sala e a capacidade do restaurante ou bar.


Não faz mal ser concorrência aos que já existem!


Até o Mendão pode passar para um edifício municipal.


Mais outra ideia. Não desaproveitem.



De Supermercado da Moda a 9 de Março de 2012 às 11:06

E não devemos ficar por pavilhões para indústria, lojas para o comércio e terrenos para agricultura e pecuária.


Devemos ir mais longe. Temos obrigação de arriscar e ser inovadores!


A câmara pode comprar e adaptar espaços para restaurantes e bares.


Depois aluga, a baixo preço, conforme os postos de trabalho na cozinha e na sala e a capacidade do restaurante ou bar.


Não faz mal ser concorrência aos que já existem!


Até o Mendão pode passar para um edifício municipal.


Mais outra ideia. Não desaproveitem.



De O Supermercado da Moda a 9 de Março de 2012 às 11:07

E, depois dos pavilhões, das lojas, dos terrenos, dos restaurantes e dos bares, podemos continuar a ser pioneiros.


Podemos fazer um supermercado municipal.


A câmara compra os produtos, vende abaixo do custo (não faz mal ser “dumping”) e até podemos fazer o preço social: leite a 1€ para quem ganhar mais de 1500 euros, leite a 0,6€ para quem ganha entre 800 e 1500 euros, leite a 0,3€ para quem ganhar abaixo de 800€ e leite a 0,01€ para o cartão da idade de ouro.


É concorrência desleal aos supermercados existentes e aos seus postos de trabalho?


- Que importância é que isso tem?...


O tempo que temos perdido sem implantar estas ideias!!!


 


 



Comentar post

Últimos copos

Forte da Graça - 18

Forte da Graça - 17

Forte da Graça - 16

Forte da Graça - 15

Forte da Graça - 14

Forte da Graça - 13

Forte da Graça - 12

Forte da Graça - 11

Forte da Graça - 10

Forte da Graça - 9

Adega

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

Agosto 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30
31


A procurar na adega

 

Blogs de Elvas

Tags

todas as tags

últ. comentários

logo que poluiçao iriam causar duas ou tres embarc...
Muito interessante. Nessa documentação há document...
Nest baluarte existio uma oficina de artesanato on...
JacintoSó agora tive oportunidade de lhe vir dizer...
VERGONHA? MAS ESSAS DUAS ALMAS PERDIDAS RONDÃO E E...
Uma cartita. Uma cartinha. Uma carta.Assim anda en...
Os piores lambe-botas são os partidos de Esquerda ...
O mundo está para os corruptos e caloteiros. Uma a...
O mundo é dos caloteiros . Uma autentica vergonha.
"Não se pode aceitar que um professor dê 20 erros ...

mais comentados

101 comentários
89 comentários
86 comentários

subscrever feeds

SAPO Blogs