Era assim que catava o Zeca que faz hoje 25 anos que nos deixou.
Ainda hoje me lembro da primeira vez que o ouvi cantar, ainda antes do 25A, num pavilhão da AAC apinhado de rapaziada e de uma forma mais ou menos clandestina (pensava eu). Grandes tempos aqueles em que se lutava por tudo e por nada e em que dia sim, dia não, havia “molho” com a PSP ou GNR. Já lá vão tantos anos daqueles que passei em Coimbra. Foramos os anos da MINHA VIDA.
Hoje se o Zeca ainda fosse vivo e estivesse aqui em Elvas, diria mesmo que o que faz falta é agitar a malta.
Apesar de nunca ter sido “vermelho” reconheço que, de quando em vez, é preciso abanar as pessoas. Despertá-las daquele sono profundo em que se encontram. Abrir-lhes os olhos para a realidade que todos conhecem mas que vão assobiando para o lado como se nada lhes dissesse respeito. Despertar as consciências!
Ai Zeca, se tu aqui estivesses como seriam provavelmente diferentes as coisas. Tu tinhas aquele jeito especial para falar com as pessoas e convencê-las que tinham que fazer algo por elas próprias e pelos outros.
Esteja lá onde estiveres, deves estar a agitar a malta.
Até sempre Zeca!
Jacinto César
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