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Quarta-feira, 8 de Fevereiro de 2012

O Carnaval que o diabo amassou

 

 

 

Para esclarecer já o meu gosto pelo Carnaval, nunca gostei, não gosto e penso que nunca irei gostar. Carnaval há-o todos os dias, basta ver o que se passa à nossa volta e ver a quantidade de pessoas mascaradas todo o ano. O blog é disso mesmo uma prova ao ver a cara mascarada da maioria dos comentadores. Mas é mesmo sobre o Carnaval que não gosto que queria falar.

Desde uma vez em que era Primeiro-ministro o Prof. Cavaco Silva, que à última da hora resolveu não dar a tolerância de ponto na 3ª feira, nunca mais tinha voltado a acontecer o mesmo. Mas aconteceu agora outra vez.

Eu gostava de imaginar a quantidade de dinheiro que se gastou até agora nos preparativos para a festa nos locais onde esta é tradição fazer-se eem grande. Eque fazer a tudo isso em que já se gastou tanto dinheiro? Deitar fora?

Há por esse país fora uma quantidade de câmaras a “desobedecer” a tal ordem e eu concordo, apesar de como disse anteriormente não gostar de tal festa. O problema é que mesmo assim as coisas não se resolveram.

Tomemos o caso de Elvas. O Carnaval elvense é “alimentado” por milhares de pessoas que vêm de fora. A nossa câmara até pode dar a tolerância de ponto aos seus funcionários. E os que vinham de outras localidades têm essa tolerância? Não! Significa isso que iremos ter um Carnaval caseiro.

Quando aqui há uns meses atrás se começou a ver que o país estava mal, não era de ter logo marcado as regras do jogo? Não, teve-se de esperar quase até à última da hora para tomar a decisão. Mais uma vez um tiro no pé em que o medicamento é pior que a doença. Que raio de país este em que vivemos em que o Carnaval é feito todos os dias por quem nos governa! Deus os acuda.

 

Jacinto César        


Tasca das amoreiras às 17:22
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9 comentários:
De o maior a 8 de Fevereiro de 2012 às 18:27
Um gajo que como eu que se gaba desta bela maneira de ser o gajo que melhor escreve em Elvas tinha que lhe dizer Prof Jacinto Cesar (que o outro senhor desconheço) que acabar com o Carnaval é uma boa medida. Os portugueses já somos tão mal encarados que sem Carnaval ninguém vai notar. Assim como assim, já compramos gasolina em Badajoz, mais os caramelos e tudo o que as prateleiras do Carrefour nos obrigam a trazer no carrinho de compras, bem podemos ir brincar ao Carnaval de Badajoz com «nuestros hermanos», bebemos lá umas «cañas» e comemos uns «calamares» entre outras tapas de balcão que o orçamento não dá para mais «morfes», enchemos o depósito do veículo, compramos uns kikos e umas pipas prós gaiatos e pronto quando passarmos o Caia metemos a nossa habitual cara de pau. Sempre se evita que o comércio e a restauração de Elvas tenham que gastar dinheiro nos rolos das máquinas registadoras. Não entram euros, mas poupam no papel da máquina.</font></font></font></span></span></p>

 Já agora, o outro senhor do blog, por favor não me mal interprete, nem envie o meu IP por engano que esta coisas que por aqui andam na ponta dos dedos dos ilustres tasqueiros (sem ofensa porque é assim que o blog nos chama) podem sempre dar azo a enganos e vai dai um tipo ainda tem ir à Judite dizer com quem passou a noite. «Senhor agente confesso que passei duas horas de rato na mão». Era um bocado pró deprimente, não acha senhor Venâncio? Acho o tema oportuno. Este tema do Carnaval, claro. Embora poucas linhas mais se possam escrever. Estamos em crise e os senhores do Terreiro do Paço onde não há Carnaval, porque se houvesse cabeçudos na Praça do Comercio e tal, o Ministro das Finanças tinha logo dito ao Passos, «eh lá pelo menos à hora do Corso aqui o ministério tem uma pausa». Mas, não às vezes há uns cabeçudos por ali, mas acho que não contam para um Corso inteiro. Resolveram então no governo da nação ditar duas semanas antes do dia, o fim do regabofe e aquele que sempre nos foi atribuído como um feriado normal, excepto nos idos de 93 (quando o senhor professor Aníbal começou a fazer hara-kiri) foi pró galheiro.
Assim duma assentada em pouco mais de dois dias, foram aprovados mais 5 dias de trabalho. A malta que produz pouco e somos todos uns malandros, uns cus da Europa, nem podemos apitar na terça feira de Carnaval. Pelo menos gozando um faustoso feriado folião.Um gajo que queira dissertar teorias sobre o tema podia até tentar bater a minha qualidade de prosa, mas não aconselho, é melhor ficarmo-nos por aqui, porque o meu primeiro lugar está garantido. Ah e sem cunhaAgora as cambras e todos os que gastaram dinheiro nos disfarces de Carnaval podem mesmo ir queixar-se ao Samouco ou então lavam e guardam para o fim de semana do Carnaval de 2013. Ninguem notará que são usados. Beijos e Abraços



De Anónimo a 9 de Fevereiro de 2012 às 00:27
Vou dividir este comentário em duas partes: A primeira relativamente ao texto sobre o carnaval; por um lado concordo com a decisão do governo em não dar a tolerancia na terça feira de carnaval, então o governo está a cortar a direito em tudo o que eram direitos dos trabalhadores desde férias a feriados passando pelo corte dos ordenados e agora dava tolerancia na terça de carnaval ? não estavam a ser coerentes com as politicas que estão a levar a cabo.
Por outro lado discordo completamente desta medida por ser anunciada a escassos dias do carnaval, visto que as organizações já gastaram muito dinheiro com a realização do mesmo.
A segunda parte deste meu comentário é dirigida ao Sr. Venancio sobre o texto das galinhas poedeiras.
Sr. Venancio já que me desafia a comentar o conteúdo do seu escrito, vamos a isso.
A análise que o Sr.fáz sobre a politica económica da CE para com o nosso País, nuns pontos concordo noutros discordo.
O Sr. julgo que sabe que os subsidios que vieram para Portugal para estruturar o nosso País foram gastos em "meia dúzia de auto-estradas" e pouco mais,o grosso da maquia foi mal baratado em projectos que se diziam de interresse público mas que na verdade eram interesses particulares. Se o dinheiro que veio para Portugal tivesse sido bem aplicado de certeza que não estavamos a passar as dificuldades actuais.
Quanto a estas questões e ao bem estar que as galinhas poedeiras têm na China e na India só pode estar a brincar.
Olhe e continue a jogar á moda para o cafezinho, fáz muito bem.

SEMPRE ALERTA   


De Tasca das amoreiras a 9 de Fevereiro de 2012 às 09:03

Caro amigo

Claro que sei que uma parte dos subsídios foi malbaratado, mas também sei que alguns foram bem aproveitados, veja por exemplo as electrificações rurais que permitira a modernização das explorações agrícolas, no entanto houve de seguida uma alteração da política agrícola e fora definidas coutas máximas de produção, e o set-asaide facultativo a partir de 1988 e obrigatório a partir de 1992, que veio tornar ineficaz e transformar num desperdício todo o investimento em modernização, para além de destruir o tecido produtivo, aumentando a dependência das importações. O que sucedeu neste sector, que dou como exemplo, aconteceu com outros. Quanto à questão das galinhas, estou apenas a caricaturar uma medida da UE que impõe uma área mínima para cada galinha poedeira, que vai colocar todos os aviários na situação de ter que fazer  uma opção:

Ou faz obras de remodelação para dar condições às galinhas

Ou continua como está mas ilegalmente e sujeito à respectiva coima

Ou fecha as portas.

Claro que os nossos aviários da EU concorrem no mercado global com os do Sudoeste  Asiático. Impondo estas condições estamos seguramente a aumentar a competitividade com esses países.

 

António Venâncio



De eu a 9 de Fevereiro de 2012 às 10:53

Só para esclarecer o senhor que não sei se também é professor . É Quota e Set-aside.


A quota é o valor máximo para evitar excesso de produção, logo que o preço baixe por consequência de excesso de produto no mercado. Set-aside, é um termo em inglês que tem por base o mesmo princípio, ou seja deixar de produzir para evitar excesso de produção no mercado e baixa de preço. São as duas, medidas restritivas inicialmente com ideias protectoras dos agricultores europeus. Ora onde é que estas políticas estão erradas, sim porque não há politicas perfeitas, no facto de terem sido aplicadas indiscriminadamente no espaço europeu e a países com enormes défices de produção como Portugal. No caso do leite, houve pessoas a pagar fortunas para terem quota e depois as leis alteraram e agora essas quotas não valem nada. No Set-aside, originaram que assim passou a haver produtores a receber muito dinheiro sem produzirem. Despediram trabalhadores, venderam gado, fecharam explorações e simplesmente não fazem nada. Vivem dos rendimentos, até 2013. Alguns durante 10 anos. Depois? Logo se vê, mas duvido que alguém volte ao campo.


 Quanto às galinhas tem a ver com outro tipo de medidas que visam a protecção animal. As galinhas, como as vacas, ou as ovelhas quando estabuladas devem ter um espaço mínimo digno de qualquer ser vivo. É só isso. Quanto á concorrência Asiática, ela existe em tudo o que nos rodeia. Esse seu computador onde foi feito? Quanto pagam ao menino de 10 anos que se calhar segurou as peças? Ou se não foi o menino foi o pai do menino que trabalha nessa fabrica 14 horas por dia e só tem 3 folgas por ano, quando muda o ano chinês? Qual tolerância de ponto de Carnaval? Nem existe a palavra em chinês.


Melhores Cumprimentos



De Tasca das amoreiras a 9 de Fevereiro de 2012 às 16:11
Caro eu
Compreendo a sua preocupação em esclarecer este ignorante sobre o significado dos termos quota e set-asaide, que eu(António Venâncio) realmente desconhecia. Esplique-me então mais umas coisinhas:
  Acasso nós,  Portugal somos ou fomos excedentes  excedentes em algum produto alimentar?
  Então quem beneficiou com a definição das quotas?
  E o set-asaide é uma restrição à produção de um determinado produto por excesso do m3ercado ou um incentivo à inatividade?
 Então em que é que isto protejeu os produtores?

António Venâncio


De Anónimo a 9 de Fevereiro de 2012 às 16:42
"Então em que é que isto protejeu os produtores?"


Escreve mal o Venâncio Professor, escreve-se "protegeu" com "G"!


Que escreva "set- asaide" em vez de "set-aside" ainda vá que não vá, mas como é que se atreve a escrever em português e assinar? 


De Anónimo a 9 de Fevereiro de 2012 às 16:50

Lembram-se de Arnaldo Matos (MRPP), “o grande educador da classe operária”?


Por que me recordo disto?...


Ora bem: porque, por cá, temos Paulinho Portinholas, o “grande educador da direita elvense”!


Agora, o “professor” sugere leituras no “Linhas de Elvas”: os destaques positivos e os destaques negativos.


Obrigado, Paulinho!


Não fosse um “educador” destes e a direita elvense nem sabia o que devia ler e para o que não devia sequer olhar.


Obrigado, Senhor Jesus da Piedade!


Obrigado por nos teres trazido um “professor” destes.
 


De Anónimo a 9 de Fevereiro de 2012 às 16:55
António Venâncio é professor do ensino secundário.
Escreve "protejeu", em vez de "protegeu".
Professor de Matemática.
Será que também escreve... "Jeometria", em vez de "Geometria"?
Este blogue parece os "Homens da Luta": o Venâncio é o "Falâncio" e o César é o "Jel". 


De eu a 9 de Fevereiro de 2012 às 18:20

Sim fomos excedentários na produção de leite por exemplo. Há varios sectores da pecuária onde somos autosuficientes ou excendentários, como nos ovos, produção de frango ou leite por exemplo.

»Então quem beneficiou com a definição das quotas?
Os produtores agrícolas. No caso do leite por exemplo, evitou o excesso de leite que iria baixar o valor de venda do litro de leite.


»  E o set-aside é uma restrição à produção de um determinado produto por excesso do mercado ou um incentivo à inatividade?


É uma restrição. Se não produzem, não há excesso. Não baixam os preços no mercado. A Compensação para os produtos é o subsídio do set-aside.


Vamos ver o seguinte, se vir está escrito que o erro desta politica foi o facto de ter sido aplicada indiscriminadamente na Europa e em países como Portugal, onde há défice de produção, em especial nos cereais.


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