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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

E viva a Inglaterra!

 

 

 

 

Para dizer a verdade nunca tive uma simpatia especial pelos ingleses, antes pelo contrário. Mas de há uns tempos a esta parte começo a ter uma visão um bocado diferente deles.

Sempre os achei de nariz empinado, com aquela fleuma que tanto os caracteriza, além de serem porcos, contrariamente à ideia que fazem passar, para já não falar na tão badalada pontualidade que de pontualidade nada tem.

Aquando da entrada em vigor do Euro, sempre pensei tratar-se de mais uma das suas manias em serem diferentes, e deixarem de ter a libra com a esfinge da sua rainha eram facadas que lhes davam.

Hoje dou-lhes razão. Apesar da sua economia também se encontrar de rastos, continuam a ser senhores sobre a sua moeda e podem jogar com ela como entenderem sem ter que prestar contas a terceiros. E nós?

Quando tínhamos o escudo (belos tempos), cada vez que havia crise, desvalorizava-se o dito, aumentavam as exportações por serem mais competitivas, diminuíam-se as importações por serem mais caras e se tal não chegasse vendiam-se mais umas toneladas de ouro. É verdade que a inflação também aumentava, mas as contas iam batendo mais ou menos certas.

Se recuarmos ainda mais no tempo, chegaremos à conclusão que a nossa entrada na União Europeia foi um desastre. A troco de 3 vinténs acabamos com todo o nosso tecido produtivo (caramba, até pareço um comunista a falar). Tínhamos a indústria naval das mais avançadas do mundo. Tínhamos uma indústria metalomecânica poderosa (basta recordarmo-nos da industria ferroviária). Tínhamos uma agricultura antiquada, mas que produzia mesmo assim 60% daquilo que consumíamos.

E hoje? A indústria naval foi atirada abaixo, restando os Estaleiros de Viana que estão pelas ruas da amargura. A Sorefame que produzia material circulante para todo o mundo foi vendida ao desbarato à Bombardier para passado pouco tempo acabarem com ela. Com a agricultura passou-se o desastre que todos nós conhecemos. A troco de uns cobres para investir em jipes deixou-se de produzir. E as pescas? Não foi desastre, foi uma calamidade.

Resumindo, a nossa entrada para a EU e posteriormente para o Euro penso ter sido um desastre. Melhoramos indiscutivelmente as infra-estruturas, mas a troco de quê? É verdade que temos uma rede de auto-estradas boa, mas não temos dinheiro para nelas circular (veja-se o movimento da A6 e compare-se com o da N4).

 

Conheço a Inglaterra relativamente bem, e aquilo que dantes achava quase que uma aberração e que era aquela obstinação em manter um certo distanciamento do resto da Europa, hoje, já não penso da mesma maneira.

 

Hoje o PM britânico foi o único a bater o pé ao eixo franco-alemão e recusou-se a assinar as linhas gerais do próximo tratado da união. O meu aplauso pela coragem. Antes sós que mal acompanhados, terá pensado ele.

 

Bom fim-de-semana para todos

 

Jacinto Jerónimo de Sousa

 


Tasca das amoreiras às 14:05
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18 comentários:
De Anónimo a 9 de Dezembro de 2011 às 15:43
Com o Gabinete de Imprensa do Partido Comunista Português a rever o texto, a prosa fica apresentável.
A prosa, porque as ideias...


De IP repetido a 9 de Dezembro de 2011 às 15:55
Demonstração de ignorância atrás de demonstração de ignorância.


1 - Reino Unido tem dimensão Portugal tem que se abrir ao exterior, "globalizar", quer na moeda quer nas trocas comerciais.


2 - Nenhuma indústria Naval ou Metalo-Mecânica poderia sobreviver em melhores condições. Os acordos do "GATT" Comércio livre impedem os direitos aduaneiros. Todas estas empresas eram mantidas pelo consumidor final à custa preços internos inflacionados pelas barreiras aduaneiras.


3 - O fluxo financeiro de contribuições para a União Europeia foi muito menor que os fluxos de Fundos Comunitários (FEDER, FSE, ou agricultura).


4 - O Euro permitiu graças às irrisórias taxas de juro dinamizar a construção civil e fazer da maioria dos Portugueses proprietários urbanos, coisa que no tempo dos seus pais não existia;


5 - Apesar das fronteiras abertas e preços internacionais, nunca o auto-aprovisionamento alimentar foi tão grande - 70% - com elevados superavits de exportação em azeite, legumes, fruta e imagine-se até carne de Bovino, altamente deficitários em cereais, o nosso clima não permite a competitividade dos cereais.


V.ª Ex.ª se não é Jerónimo de Sousa ou o líder da extrema direita parece.


Só lhe falta escrever que é necessário voltar ao Armando Lencinho a comprar pesetas ou que as esposas deviam precisar de autorização do marido para tirar o "salvo-conduto" para ir a BadajoZ!!!


De Anónimo a 9 de Dezembro de 2011 às 16:40
"Cada post, cada pisa!" - é o lema do senhor Jacinto César.


De Tasca das amoreiras a 9 de Dezembro de 2011 às 16:48
1 - O Reino Unido tem dimensão. A Suiça não tem. Porque não terá querido entrar, quando até eram membros da EFTA? Será que são tontos?
2 – Está-se mesmo a ver que a indústria naval e ferroviária sobreviveram bem. Olhe para a Lisnave, Setenave, para a Mague, para a Sorefame e outras. A Lisnave dava emprego a 11 mil pessoas, hoje constroem-se os navios na China com mão-de-obra escrava. Olhe para a Siderurgia Nacional que ficou arruinada com a importação do aço também da China. Se continuarmos a baixar os vencimentos até ao nível deste país, então talvez consigamos entrar em crescimento novamente. Neste aspecto gostaria muito de conhecer o tratado comercial assinado entre os gigantes europeus e a China.



De IP repetido a 9 de Dezembro de 2011 às 16:54
Pois, sem competitividade não pode haver empresas, como resolve o problema? Se calhar baixando os ordenados ao nível da China e sempre claro com fronteiras abertas de outra maneira já não é possível...


Que solução tem?


De Tasca das amoreiras a 9 de Dezembro de 2011 às 16:49
3 - É verdade que os fluxos financeiros da EU para Portugal são incomparavelmente superiores às contribuições do nosso país. E a que custo? Da destruição de todo o tecido produtivo nacional? Pagaram para não produzirmos e agora estamos de calças na mão, ou seja, temos que começar de novo. Deram-nos dinheiro para comprarmos os produtos deles.

4 - Está completamente enganado. Olhe para Elvas e veja a partir de que época as pessoas começaram a comprar e fazer as suas casas. Basta recuar até à década de 70 e ver. Só que antes, construíam casa todos aqueles que tinham capacidades para tal. Depois foi o regabofe que se viu. Os bancos venderam dinheiro a qualquer preço e agora não sabem o que fazer a tanta casa devolvida por falta de pagamento.



De IP repetido a 9 de Dezembro de 2011 às 17:01
Absolutamente falso, se parte das empresas quis fechar as portas...
OU NÃO FOI CAPAZ DE AS MANTER ABERTAS...


COMO SABE CERTAMENTE NUNCA O SECTOR EXPORTADOR CONTRIBUIU TANTO PARA O PIB COMO AGORA...


Já agora que subsídios foram dados para deixar de produzir? 
SÓ CHAVÕES NÃO CONHECE OUTRA COISA...


E essa de cada um ir construindo a sua casa sem crédito é fantástica...


HÁ SEMPRE UMAS OVELHAS NEGRAS QUE NÃO PAGAM, FAZ PARTE DO RISCO, COBERTO PELOS BANCOS COM RÁCIOS PRUDENCIAIS!!!!


De Tasca das amoreiras a 9 de Dezembro de 2011 às 16:50

5 - Antes da nossa entrada na CEE, Portugal produzia 600.000 toneladas de cereais para uma necessidade de 1.000.000. E agora quantas produzimos? Ou será que antes havia clima propício e agora não? Quem é que beneficiou com a PAC? França e Alemanha, obviamente. Antes, como tínhamos uma frota pesqueira digna desse nome, pescávamos para nós e ainda exportávamos. Lembre-se do caso do peixe enlatado, indústria que exportava para todo o mundo. E agora? Vá ao Algarve e observe os autênticos cemitérios de indústrias pesqueiras. Porque terá sido?


 


Quanto ao resto dos seus comentários, a minha educação não me permite responder-lhe da mesma maneira. Eu serei sempre aquele professor bronco que dá calinadas no português, mas V. Exª nunca será alguém que tenha formação cívica e educação que se possa compara com a minha, além de e como sempre sem coragem de dar a cara.



De IP repetido a 9 de Dezembro de 2011 às 17:08
Já lhe disse que nunca o auto-aprovisionamento foi tão alto.


Quanto aos cereais a resposta é óbvia, nadam em água no inverno ficando amarelas e falta a água na primavera até ao amadurecimento do grão. No Reino Unido, Alemanha ou França não é assim.


Um país globalizado e evoluído, exporta aquilo que tem aptidão(hortaliças) e importa o que necessita.


FIDEL CASTRO MANDOU FUZILAR OS VETERINÁRIOS PORQUE AS SUPER-VACAS HOLANDESAS CHEGARAM A CUBA E DEIXARAM DE DAR LEITE.


A LINGUAGEM DO FIDEL TALVEZ PERCEBA... 


De Anónimo a 9 de Dezembro de 2011 às 19:29

Força IP . Estes escritos não levam a nada, VIVA PORTUGAL E VIVA A UNIÃO EUROPEIA:


De IP repetido a 9 de Dezembro de 2011 às 20:14
Muito obrigado ó 19:29, eu ainda acredito na União Europeia e no Euro. Como bom raiano gosto de miúdas de Badajoz. Horroriza-me ter que voltar a comprar pesetas ao Armando do Lacinho ou ter que pagar como cheguei a pagar 600$00 !!!!! Seiscentos escudos por um levantamento em Badajoz.


Mas quando vejo o Jacinto na Rua cumprimento-o cordialmente!


De IP repetido a 9 de Dezembro de 2011 às 20:16
Levantamento no "cajero automático" 600$00 + o câmbio à vontade do banco....


E como empresário também compro em Espanha.


De eu sei a 9 de Dezembro de 2011 às 23:13
Claro pq tu ÉS o Jacinto


De Noddy a 9 de Dezembro de 2011 às 22:57
Este senhor é um comuna
Ainda bem que se mostrou verdadeiramente um democrata autoritario totalitarista da cortina de ferro.
no dia 12 nem que me peça de joelhos lhe ofereço um café na rua de alcamim


De Anónimo a 10 de Dezembro de 2011 às 01:43
são estes comentdores que sao figuras de elvas,é tudo uma merdiocridade afelitiva,assim não se faz nada.


De Eduardo César a 10 de Dezembro de 2011 às 09:30
o motivo pelo qual os ingleses recusam o novo tratado näo é nobre. é para evitar a regulacäo do mercado, com a qual toda a gente concorda, excepto os fundos de investimentos, a Goldman Sachs, JP Morgans, a Fitch, a AIG, enfim, todos aqueles que inventaram as tais manobras económicas que nos deixaram na crise em que estamos. E o que recusa dos ingleses significa é que eles preferem continuar com o regabofe.  e aliás: nunca gostavste dos ingleses, mas näo gostavas dos franceses?


De João Rocha a 10 de Dezembro de 2011 às 12:14

A tua opinião está absolutamente certa, em todos os sectores produtivos que analisaste. Só lamento que os dirigentes partidários portugueses não tomem a atitude de sair do €uro e preferirem ser escorraçados de lá. Quando o grupo do € forte: Alemanha, França, Holanda, Áustria, Luxemburgo, Finlândia e Itália (é por causa desta que estão a ganhar tempo), tiverem a sua situação resolvida, a actual UEE vai-se. Sobre os Ingleses, também concordo. Relembro que quando o pequenino Sarkozy falou e bem, que tinham de terminar os paraísos fiscais, o Cameron concordou mas disse logo que, OK se fosse a nível mundial. Foi correcto e agora agiu em conformidade. By By Europe .


De André Miguel a 11 de Dezembro de 2011 às 11:24
Os ingleses batem o pé unicamente para defenderem a City, que é tão só o maior centro financeiro do mundo.
Se a entrada da UE foi um desastre só de nós mesmos nos podemos queixar; o Euro criou a ilusão de dinheiro fácil com taxas de juro irrisórias, foi "um vê se te avias", e se não modernizámos a economia a culpa foi dos Alemães? Pois...


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