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Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

Funcionários Públicos – A solução para a crise!

 

 

 

 

Já vários distintos comentadores aqui se têm manifestado sobre a crise e associando sempre esta, aos funcionários públicos.

Tenho pensado muito no assunto e penso ter encontrado uma solução. A saber:

 

Medida 1 – Acabar com os hospitais públicos e centros de saúde. A medicina seria exercida única e exclusivamente por clínicas privadas.

Ganhos 1 – Quem tinha dinheiro tratava-se. Quem não o tivesse que se arranjasse. Como a maioria dos doentes são da 3ª idade, estes, iam morrendo no seu devido tempo e não como agora que abusam da vida. Poupava-se em médicos e enfermeiros, em medicamentos e em pensões e reformas por uma palete de anos.

 

Medida 2 – Acabava-se com as escolas e jardins-de-infância. A educação era entregue em exclusivo a colégios privados.

Ganhos 2 -   As famílias com posses mandavam os filhos a estudar. Os outros que se amanhassem como pudessem. Assim, poupava-se em professores e funcionários e em subsídios para os mais carenciados. A rapaziada ficava analfabeta, mas felizes e ignorantes (onde é que eu já ouvi isto). A mão-de-obra ficaria incomparavelmente mais barata no futuro.

 

Medida 3 – Acabava com a PSP e GNR e entregava a segurança dos cidadãos a empresas privadas.

Ganhos 3 – Quem tivesse dinheiro contratava guarda-costas. Quem não tivesse o vil metal arranjava um cão. Estão já a ver a quantidade de dinheiro que se poupava em vencimentos, viaturas e armas.

 

Medida 4 – Acabava com as Forças Armadas e contratava mercenários em caso de necessidade.

Ganhos 4 – Neste capítulo era onde se pouparia mais dinheiro. A cambada que se anda a governar à custa dos impostos do sector privado ia, se quisesse, para casa a brincar com soldadinhos de chumbo. Já estão a ver a fortuna que se poupava com vencimentos, viaturas, barcos, aviões, armas e coisas tais.

 

Medida 5 – Acabava com os tribunais.

Ganhos 5 – Cada um que fizesse justiça por sua conta ou então entregavam a justiça ao decano de cada rua ou bairro. Aqui só tinha um problema para resolver: como os velhos morriam antes de o ser, era difícil arranjar um concelho de anciãos. Mas logo se veria.

 

Ora digam lá de vossa justiça se assim não se resolvia a crise? Sou um génio em economia está mais que visto.

 

Passem bem.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 19:52
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15 comentários:
De Tasca das amoreiras a 6 de Dezembro de 2011 às 20:19

Esqueceste umas coisinhas:

Acabava a segurança social, quem vivesse de reformas que fosse trabalhar, quem ficasse desempregado  que se arranjasse como pudesse.

Acabavam-se as Câmaras municipais e as estradas de Portugal, cada um que tratasse da sua água dos seus esgotos da sua rua e da manutenção das estradas por onde circulasse.  

Acabavam-se os serviços do Ministério da Agricultura, e lá se iam os subsídios para produzir, para não produzir, ou porque choveu, fez sol ou caiu granizo.

Parece haver muita gente a querer acabar com o Estado, que só dá despesa, mas a verdade é que depois toda a gente recorre ao estado quando lhe dá jeito, nem que seja para não pagar portagem nas SCUD, e então se algo corre mal, um temporal uma seca, um incêndio, uma doença, o desemprego, aqui d’el rei, venha lá o estado dar uma ajudinha.

São como o outro “lembram-se de Santa Bárbara quando fazem trovões”

 

António Venâncio






De Anónimo a 7 de Dezembro de 2011 às 08:30
César & Venâncio, Lda.
Esta empresa está destinada a falir


De Anónimo a 7 de Dezembro de 2011 às 10:18
Caro funcionário da República, hoje sou apenas o portador de uma mensagem do meu primo (sim, as bestas reacionárias também têm primos). 

O meu primo trabalha numa empresa que, como tantas outras, enfrenta imensas dificuldades. A hipótese da falência deixou de ser uma coisa longínqua e, por arrastamento, o desemprego passou a ser um cenário possível. E é assim há muito tempo. 

Há muito tempo que este pesadelo está ali ao virar da esquina. Portanto, a mensagem do meu primo começa assim: V. Exa. está disponível para trocar o seu vínculo-vitalício-ao-Estado por um contrato-ameaçado-pela-falência-e-pelo-desemprego? Quer trocar 12 meses certíssimos por 14 meses incertos? 

Depois, o meu primo gostava de compreender uma coisa. Se a empresa dele fechar, ele cairá no desemprego e terá de procurar emprego novo. Mas se a repartição pública de V. Exa. fechar, o meu caro funcionário da República irá para o "quadro de excedentários". Por que razão V. Exa. tem direito a esta rede de segurança que mais ninguém tem? Porquê? Em anexo, o meu primo gostava de propor outra troca: V. Exa. está disponível para trocar a ADSE pelo SNS? Sim, porque o meu primo tem de ir aos serviços públicos (SNS), mas V. Exa. pode ir a clínicas e hospitais privados através da ADSE. Quer trocar? E, depois de pensar na ADSE, V. Exa. devia pensar noutro pormenor: a taxa de absentismo de V. Exa. é seis vezes superior à das empresas normais, como aquela do meu primo. E, ainda por cima, o meu primo não tem uma cantina com almoços a 3 euros, nem promoções automáticas. Mas vai ter de trabalhar mais meia-hora por dia. 

Para terminar, o meu primo está muito curioso sobre uma coisa: das milhares e milhares de famílias que deixaram de pagar a prestação da casa ao banco, quantas pertencem a funcionários públicos? Quantas? Eu aposto que são pouquíssimas. 

Portanto, eu e o meu primo voltamos a colocar a questão inicial: V. Exa. quer trocar? V. Exa. quer vir trabalhar para uma empresa real da economia real que pode realmente entrar em falência e atirar os empregados para a realidade do desemprego? V. Exa. quer trocar a síndrome do funcionário público pela síndrome do desemprego? 


De Jacinto César a 7 de Dezembro de 2011 às 11:52

Caros primos


 


Como não pertenço à classe dos pelintras dos políticos e respectivos apêndices e toda a classe de pobretanas que giram à sua volta, se calhar até não me importava de trocar. E trocar com quem? Se me arranjar um lugar no sem número de bancos que por aí há ou companhia de seguros, até troco. Se com uma cunha sua ou do seu primo me arranjar um emprego numa das muitas empresas de telecomunicações e afins que esfolam os cidadãos deste país, troco. Se por milagre conseguisse arranjar um trabalho numa das imensas empresas financeiras ou tecnológicas então também trocava. Também me serve um lugarzito numa das grandes empresas de distribuição ou qualquer multinacional.


Caro primo do primo: por acaso já viu algum funcionário público enriquecer a não ser daqueles que falo no início do texto? Eu não conheço. E privados?


Por acaso V. Exª e o seu primo sabem que há categorias na função pública que têm um vencimento inferior ao salário mínimo nacional fixado para os privados?


E já agora, V. Exª e o seu primo sabem que como funcionário público não posso fugir nem com um cêntimo ao fisco, fenómeno que não acontece com os privados?


Sabe por acaso que paletes de privados recebem ao fim do mês importâncias que não correspondem nem pouco mais ou menos ao que vem no recibo?


Sabe o meu caro que qualquer pedreiro, carpinteiro ou canalizador e profissões afins recebem EFECTIVAMENTE mais do que eu ao fim do mês com os biscates não declarados?


Mas afinal como é? E porque não falar daqueles que trabalham 6 meses para depois viverem outros 6 há conta do estado? E porque não falar de todos aqueles que se recusam a trabalhar e recebem aquele subsídio que todos nós suportamos?


Mas se quisermos ser ainda mais precisos, que dizer então da classe dos comerciantes, da restauração e afins, aos quais nós nunca pedimos facturas e sobre a maior parte dos lucros nunca pagam impostos?


Bem, o melhor é não dizer mais nada para não fazer chorar os meus caros.


Já agora, quando quiser saber mais sobre outros assuntos pouco claros, tenha a coragem e venha falar comigo. Mas não apareça encapuçado. Dê a cara que é o que este humilde funcionário público faz.


 


Jacinto César



De Anónimo a 7 de Dezembro de 2011 às 14:42
Uma pessoa que escreve
"trabalham 6 meses para depois viverem outros 6 há conta do estado"
só pode ser burro.
Burro é aquele que é incapaz de aprender com os erros.
Um professor do ensino secundário a escrever reiteradamente assim...
Uma medida justa: cortar 50% no vencimento e na reforma, se lá chegar.
Não merece mais


De Anónimo a 7 de Dezembro de 2011 às 15:15
Num professor, sem desculpa.


De Jacinto César a 7 de Dezembro de 2011 às 15:35

Caro anónimo


 


Quando faltam os argumentos recorre-se frequentemente a estes “truques” baixos. Quanto se tem falta de “algo” recorre-se ao anonimato, porque se os tivesse no sítio escarrapachava no fim o seu nome. Isso é que é ser HOMEM. O meu caro não passa de VERME.


 


Jacinto César



De Anónimo a 7 de Dezembro de 2011 às 15:19
Bronco! Bronco! Bronco!
Três vezes, pelo menos...

"Mas não apareça encapuçado", escreve o genial Jacinto César.

Isto não existe.
Com capuz, diz-se encapuzado.
Bronco! Bronco! Bronco!
Professor asneirento!
Professor asneirento!
Professor asneirento!


De Anónimo a 7 de Dezembro de 2011 às 15:34
Jacinto, devias ser "quinhento-eurista" e já estavas bem pago


De Jacinto César a 7 de Dezembro de 2011 às 15:42

Meu caro asneirento: segundo o dicionário de língua portuguesa, pode-se utilizar os dois termos para alguém que usa capuz. Afinal ...


Jacinto César



 


De Anónimo a 7 de Dezembro de 2011 às 16:04
Um professor da Escola Seundária D. Sancho II, com este nível de ilustração, não merece a confiança da comunidade escolar elvense.
Qualquer verme entende isto.

 


De Anónimo a 7 de Dezembro de 2011 às 16:15
Fiquei sem perceber se era capaz de trocar o seu número de horas na Escola Oficial por igual número de horas no Colégio Luso-Britânico, a recibo verde e pagando a Segurança Social do seu bolso.


De Anónimo a 7 de Dezembro de 2011 às 16:17
Tá kieto


De Anónimo a 7 de Dezembro de 2011 às 16:18
troca tu


De Funcionário Público a 8 de Dezembro de 2011 às 02:44
Para quem fala mal dos funcionários públicos, digo da minha justiça:


1-O acesso à Função Pública é livre e está aberto para todo o mundo, desde que cumpram com os requisitos requeridos. Se alguém não tem as habilitações literárias necessárias ou não quer entrar, já não é culpa do funcionário público. Ninguém obriga a ninguém a ser funcionário público como ninguém obriga a ninguém a ficar no sector privado.


2-A efectividade do funcionário público tem uma razão: evitar arbitrariedades e abusos que costumavam haver quando mudavam os governos ou os regimes políticos. 


3- A Função Pública tem vindo a perder poder de compra há muitos anos, sem que ninguém se queixasse. Quando outros ganhavam ou ganham muito dinheiro ninguém se lembra do funcionário público. Agora que há crise é o alvo a abater.


4- O funcionário público não tem por que renunciar a nada. Em todo caso, quem estiver no privado deveria lutar, se considerar que o funcionário público tem muitos «privilégios», por atingir esses privilégios. Para isso existem os parceiros sociais. 


5- A crítica, muitas vezes injustificada, contra o funcionário público não revela mais do que mesquinhez por parte de quem a faz. Em vez de revoltarem-se contra os que realmente evadem milhões ao fisco, prefere, na sua mente uni-neuronal, criticar amargamente o funcionário público porque o sente mais próximo. Quer que a sua desgraça seja paga por outros que não têm culpa, neste caso, funcionários públicos a quem os governos e a comunicação social apresentam como uma espécie de cancro. É fácil porque todos tivemos algum caso de funcionários públicos que não faziam bem o seu trabalho. A partir de aí,  a generalização é simples: os funcionários públicos são preguiçosos, ganham muito sem fazer nada, têm muitos privilégios, etc. Mas esquecem que o funcionário público é mais do que uma pessoa que está no balcão de um guiché: são médicos, professores, polícias, serviços sociais, etc., etc.


Em resumo, em vez de criticar o funcionário público, por que não lutar contra os verdadeiros causantes da crise actual? O funcionário público tão demonizado afinal compra no supermercado, vai ao café, compra roupa, calçado, móveis, etc. nessas empresas onde trabalham muitas pessoas. Acham que realmente por alegrarem-se do corte dos subsídios, as empresas vão melhorar? Será que esses funcionários públicos vão continuar a comprar ou tentaram viver de forma mais austera porque não sabem se vai haver mais cortes ainda? Se tão privilegiados são os funcionários públicos, por que não se candidatam? Não querem ou não têm capacidade?


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