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Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011

Sacrifícios iguais


 

Acidentalmente, numa das minhas deslocações entre casa e o trabalho, ouvi na passada Sexta-feira uma parte do debate na Assembleia da República. Ao defender as medidas de austeridade que apresentara nas vésperas aos portugueses, dizia a determinada altura  o Senhor Primeiro Ministro que essas medidas pretendiam distribuir os sacrifícios de uma forma equitativa. Fiquei a matutar no assunto, e cheguei à conclusão que tem o nosso Primeiro Ministro toda a razão, pois distribuição equitativa não significa igual para tolos mas a cada um segundo as suas possibilidades.

Analisemos pois as medidas e vejamos se não é equitativa a distribuição dos sacrifícios:

1 - Aos ricos, os funcionários públicos que já haviam sido penalizados no ano anterior com uma redução salarial média de 5%, trabalhadores de empresas públicas e pensionistas com mais de 1000 € de rendimento bruto por mês (14000 € anuais) o governo vai buscar o subsídio de férias e de Natal, qualquer coisa como 14,29% dos rendimentos e aos um pouco menos ricos com cerca de 600 € de rendimento bruto por mês (8400 € ano) o governo vai buscar o equivalente a um destes subsídios, algo próximo dos 7,1%, mas em compensação às pobres empresas com um lucro de 10 000 000 €, depois de deduzidos os salários chorudos dos seus administradores, os cartões de crédito, as viaturas de luxo os almoços e juntares de negócios com IVA a 23 % o, o governo aplica um imposto extraordinário de 5%.

2 - Aos ricos trabalhadores por conta de outrem do sector privado, o governo acrescenta meia hora de trabalho, o que representa uma redução do trabalho hora de 6,25 %, mantendo, no entanto, aqueles que conseguirem manter o emprego, o mesmo rendimento anual, mas em compensação à entidade patronal deu o sacrifício de aturar o funcionário mais meia hora a custo zero, o que para os pobres empresários das grandes empresas exportadoras significa o grande sacrifício poder prescindir de um de cada dezoito empregados, ficando com a mesma força de trabalho, para o pequeno empresário local significa pagar por exemplo a electricidade com IVA a 23% durante mais meia hora para ter um operário a produzir para um mercado em recessão profunda, um administrativo a facturar o que não se vende nesse mercado ou um comercial a aguardar os clientes que não existem.

Não restam dúvidas, a distribuição é equitativa.

 

António Venâncio


Tasca das amoreiras às 16:38
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12 comentários:
De IP repetido a 17 de Outubro de 2011 às 22:02
Por aqui parece não se perceber:
  1. Que os funcionários públicos têm uma moeda igual (€)aos dos funcionários alemães, portanto obrigatoriamente têm que ganhar menos euros;
  2. Que quem sustenta a máquina insustentável do  Funcionalismo Público são as empresas privadas e seus empregados com os seus impostos;
  3. Que os Funcionários Públicos são recebedores líquidos do Estado, recebem muito mais do que pagam;
  4. Que o Ensino Particular é mais barato que o ensino privado onde os Professores trabalham a recibo verde;
  5. Que a saúde é cara e se poderia substituir o sistema por um seguro de saúde obrigatório;
  6. Que os funcionários Públicos têm uma carreira e os da privada ganham toda a vida o mesmo;
  7. Que os funcionários públicos têm a tranquilidade de receber todos os meses;
  8. Que se o Estado não pode baixar a TSU ao sector exportador, só se poderia baixar os salários ou aumentar o horário de trabalho;
  9. Que os salários dos Administradores são um assunto interno da empresa e esses salários subtraem ao lucro da empresa;
  10. Que se o Estado abrisse concursos a receber 12 sal´rios haveria uma multidão para substituir os que lá estão (veja-se os concursos para professor).



Enfim não perceberam que agora toca aos funcionários pagar parte da crise. BASTA! Aliás tenho por aí ouvido a camionistas e empregados de mesa que o Governo deveria ter ido muito além no corte do salário dos seus funcionários!


De Tasca das amoreiras a 17 de Outubro de 2011 às 22:14

Caro Ip repetido

 

Gostaria de lhe poder chamar cavalgadura, mas a minha educação não o permite.

Espere pela pancada pois não perde pela demora!

 

Jacinto César



De IP repetido a 17 de Outubro de 2011 às 22:05
PS: Não é aconselhável o nome BALDIO DE ARRONCHES, porque já existe uma herdade entre Santa Eulália e Arronches com esse nome.


O Proprietário pode não gostar.


De Anónimo a 17 de Outubro de 2011 às 23:17

O senhor IP/REPETIDO deverá ser um frustrado da vida...
Ninguém falou no seu nome e ,por incrível que pareça, continua a insinuar-se contra alguém que não o conhece e que não tem o prazer de ser seu conhecido.
Esqueça-me e escreva alguna coisa de construtivo.Esqueça-me e dignifique a escrita e o diálogo cordato e digno pois é disso que necessitamos para o País avançar e não viver na mediocridade.
Se não gosta - não sei os motivos porquê -faço-lhe o favor de mudar o meu pseudónimo e passar a chamar-me:-ZÉ NINGUÉM.
Senhor proprietário do blog ELVIA TAS CA, reconheço validade nos seus argumentos mas a actualidade e realidade existentes talvez nos obriguem a fazer sacrifícios e,na minha opinião humilde,deverão ser feitos no sector do es tado e não no sector privado-único que pode criar riqueza para podermos prosperar com segurança e dignidade.
Toda a minha gente -desde esquerdistas a direitistas -tem dito que o estado português tem gorduras em quantidade desmesurada.Sendo assim,onde cortar?

Quem produz riqueza ? O sector privado.
Quem esbanja ? O sector público.

Resta-me esperar e desejar que,sem mentiras e com honestidade, os políticos que nos nos governam,mesmo que obrigando a sacrifícios, sejam honestos e realistas e digam que andámos a viver acima das nossas reais possibilidades nos últimos trinta e tal anos.

Posso ser considerado aquilo que quiserem mas de uma coisa tenho a certeza : não sou retrógrado, menos sou passadista e ainda muito menos sou saudosista.

Já vivi muito.Sou do antigamente a que não quero voltar; comi o pão que o diabo amassou sem dele ter saudades;nasci no pós 2ª grande guerra com dificuldades que agora não são imagináveis;trabalhei no duro sem fazer grandes contestações;soube ultrapassar dificuldades enormes mas também soube superá-las.

Que mais dizer ?

Simplesmente que tenhamos orgulho em ser portugueses pois temos a História que  outros não têm e temos gente trabalhadora considerada em tods as partes do Mundo.

    EX-BALDIO D'ARRONCHES...Actual
ZÉ NINGUÉM


De Tasca das amoreiras a 19 de Outubro de 2011 às 15:42
Caro comentador

Diz no seu comentário:
“ a actualidade e realidade existentes talvez nos obriguem a fazer sacrifícios e, na minha opinião humilde, deverão ser feitos no sector do estado e não no sector privado - único que pode criar riqueza para podermos prosperar com segurança e dignidade.
Toda a minha gente -desde esquerdistas a direitistas - tem dito que o estado português tem gorduras em quantidade desmesurada. Sendo assim, onde cortar?”
Talvez não me tenha feito entender, mas o certo é que concordo consigo quase na totalidade.
No meu texto, embora tenha referido separadamente o caso dos trabalhadores e pensionistas da função pública e do sector privado, tal deveu-se apenas ao facto de eles serem tratados de forma diferente por estas medidas, sendo que, a diferença que eu realço é entre o sacrifício pedido aos trabalhadoras em geral, e os que são pedidos aos empregadores, fazendo notar que, de entre estes, os que vão sair verdadeiramente beneficiados, são as grandes empresas.
Quanto às “gorduras” do estado não podemos estar mais de acordo, no entanto não podemos confundir as coisas, em primeiro lugar há uma diferença entre gorduras do estado e gordura dos funcionários do estado, não me parece que um funcionário que gane 700€ mês apenas porque é funcionário público, por exemplo por andar a recolher o lixo que, indistintamente públicos e privados produzimos todos os dias, mereça um corte superior ao de um funcionário de uma empresa privada que ganhe dois ou três mil euros mês, em segundo imagine o meu amigo que uma família com três filhos um deles é obeso, levam-no ao médico e este recomenda a aplicação de uma banda gástrica para resolver o problema.
- Seria lógico aplicar a banda gástrica aos três filhos?
- Ao fazê-lo não seria condenar os outros dois à subnutrição?
(continua)


De Tasca das amoreiras a 19 de Outubro de 2011 às 15:43

(continuação)

Pois bem estamos de acordo que são necessários sacrifícios, estamos ainda de acordo que o estado tem “gorduras” que é necessário cortar.

O que eu não consigo ver é a equidade nos sacrifícios.

O que falta é identificar essas “gorduras” para efectuar os respectivos cortes, e não ir pelo caminho mais simples de cortar indiscriminadamente e sempre pelo elo mais fraco, o trabalho.

Aparentemente muitos andam satisfeitos ao ver que os funcionários públicos, pela segunda vez, vão ser penalizados relativamente aos restantes trabalhadores. Uns é uma reacção que eu não sei classificar que os leva a sentirem-se tanto melhor quanto pior estiver o vizinho do lado, outros realmente acreditam que uma redução drástica dos rendimentos dos funcionários públicos de entre 14,29 e 24,29 % em dois anos pode de alguma forma beneficiar as pequenas e médias empresas que constituem a maior parte do tecido empresarial do país. Para os primeiros não tenho qualquer resposta, relativamente aos segundos apenas direi que os funcionários públicos representam parte importante dos clientes das pequenas e médias empresas, e que estas irão sentir os efeitos secundários destas medidas.

A realidade é que estamos perante um ataque à classe média, quer ela seja da função pública ou do sector privado, da chamada classe trabalhadora ou dos pequenos empresários, que tem vindo a ser esmagada por vagas sucessivas de medidas de austeridade que, apenas marginalmente e para de uma forma demagógica dizer que é para todos, atingem as classes altas.

Penso que se trata de um erro trágico, que não nos vai conduzir a bom porto.

Tal como na história, estamos a matar a galinha dos ovos de ouro.

 

A. Venâncio



De Anónimo a 17 de Outubro de 2011 às 23:23

Esqueci-me de dizer uma coisa :- se for necessário mudo outra vez de pseudónimo.Ainda tenho imaginação para o fazer e paciência para aturar aqueles que só vivem para destruir e para desestabilizar.

 ZÉ NINGUÉM


De IP repetido a 17 de Outubro de 2011 às 23:32
Lamento que me tenha levado a mal e peço desculpa.


Foram brincadeiras que considerava inócuas.


De Anónimo a 18 de Outubro de 2011 às 08:41
"Acidentalmente" (...) o Venâncio ouviu o debate.
Mais valia não ter ouvido.
Sempre serias um "acidente" a menos e evitava-se este desvario.


De Anónimo a 18 de Outubro de 2011 às 16:02
Venâncio, viste a pele a queimar-se, não é?
Quando nos toca à porta, analisamos sempre de maneira diferente, não é?


De Tasca das amoreiras a 18 de Outubro de 2011 às 17:11

Caro anónimo


Gostaria que me explicasse onde está o desvario?


Será que no que escrevi existe alguma mentira, ou algo que não corresponda à realidade do que são as mediadas?


Se assim for gostaria que me informasse onde esteve o meu erro para o corrigir.


António Venâncio




 



De Anónimo a 24 de Outubro de 2011 às 10:54
Ontem, vi na televisão uma homilia, proferida por o capelão das forças armadas,que tratava nada + nada- do que defender os previlégios das forças armadas,a seguir ouvi as declarações de um general, ex- capitão de Abril, em tom de ameaça,quexar-se da retirada dos previlégios aos militares ou melhor, um ataque á instituição militar!!!!
Fui militar na guerra do ultramar como miliciano, conheço bem os militares, tanto no seu modo de pensar e agir.
Estive na Guiné e na minha companhia, quem ía para o mato(guerra brava),eram exclusivamente os milicianos, os do quadro nunca ou raramente, iam,inclusivel o comandante que, cada vez que havia uma saída da companhia, deslocava-se a Bissau a tratar de assuntos e a companhia era comandada por um alferes miliciano.
Ontem ouvi uma frase do tal padre que me deixou estupefacto "os militares amam a sua Pátria" como se os civis não tivessem o mesmo valor patriotico.
Vou só comentar um entre muitos dos previlégios dos militares que bradam aos céus!!!!
Esses senhores, quando são promovidos por atigirem o tempo necessário,desde que não haja vagas, não são promovidos mas, logo que haja vagas, recebem os retroactivos desde o dia que tinham atigindo o tempo de serviço necessário para serem promovidos
Isto só é assim, para se arranjar um disfarce já que, se assim não fosse, haveria mais capitães ou coronéis que sargentos e + sargentos que cabos, etc, etc, mas o dinheirinho está certo.
O tal padre, que fez as declarações em plena missa, tb é um dos preveligisdos, pois como capelão mor, deve ter uma reforma de coronel ou mesmo general e ama muito a sua patria mas, os sacrificios para os outros.
Eu não sou o que vulgarmente se diz, católico praticante mas, se fosse, com estas declarações deixava de ser.
E nós a pensarmos que os previlégios de alguns funcionários eram desmesurados, o que pensar o dos Militares!!!!!!!!!!!!
Eles amam os privilégios que têm e se o governo cede perante os militares, espero que a troika os ponha no seu devido lugar.


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