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Domingo, 9 de Outubro de 2011

Nota da Redacção

 

 

Já há uns dias que ando para escrever sobre este blog, a sua
actividade e as reacções. Tenho tentado evitar fazê-lo por várias razões.

Mashoje vou fazê-lo.

 

Eu, “nesta altura do campeonato” da minha vida, deveria estar muito

sossegado, fazer a minha vida tranquila, continuar a trabalhar até
chegar à reforma e pronto. As minhas grandes ambições de vida foram
concretizadas. Hoje para mim chega ir vivendo o melhor que puder e

souber, fazer as minhas viagens e ponto final.

 

Só que para dizer a verdade isto só não me chega. Eu explico.

Sei que a grande maioria dos portugueses em geral e os meus
conterrâneos em particular, estão a atravessar aquela fase em que se

estão nas tintas para tudo e para todos. Desde que as coisas lhes vão

correndo a feição, tudo está bem. Até que um dia …

Eu como disse atrás, já fiz o que tinha a fazer e o que
ganho chega-me para os meus vícios. Só que não consigo ficar calado

ao ver tanta coisa que vejo. Aflige-me ver o meu país de “tanga”.

Preocupa-me bastante ver a minha cidade em declínio acelerado.

E é isso e só isso que me faz escrever aquilo que escrevo.

Vejo uma população conformada, mas maledicente. Vejo pessoas
com dificuldades, mas que continuam a bater palmas a quem lhes

promete mundos e fundos. Vejo pessoas tristes e cansadas com a

vida, mas que nada fazem por a mudar.

 

E que mais vejo eu? Vejo as cliques do poder e da oposição a
vomitar demagogia. Vejo esta gente a mentir por tudo e por nada.

Vejo esta gente a rastejar perante os “chefes” na esperança de um

dia tirarem partido disso. Por vezes sinto vergonha de tamanha

devoção. Fazem-me lembrar aquelas “velhas beatas” que vão todos

os dias à missa para se inteirarem das “últimas” e dizerem mal da

vizinha.

 

Já parei de escrever por uns meses, mas voltei. Não consigo
calar aquilo que penso e que sinto. Não devo favores a ninguém.

Nunca pedi favores a ninguém. Como tal sinto-me de consciência

livre para dizer tudo aquilo que me apetece. Nunca corrompi nem

fui corrompido. Como tal sinto-me no direito moral de apontar o dedo.

Podia estar calado? Sim, e era para mim muito mais cómodo.
Evitava ler aqui comentários de pessoas que de educadas e bem

formadas pouco têm. Estas estão tão preocupadas em defender

o “seu dono” que perdem a clarividência.

 

Meto-me em assuntos polémicos? Sim e com muito prazer, sem
me importar com as consequências (já tive dois processos).

Digo asneiras? Verdade! E quem é que as não diz? Só alguns
iluminados da nossa praça. Os donos das verdades. Os reis das

certezas.  

Só que nem mesmo assim me calo e dou a cara, coisas que a
maior parte das pessoas não faz. Não me escondo no anonimato

nem sob a capa de um pseudónimo. Mas tenho um grande defeito:

não censuro ninguém, nem mesmo quando os comentários que

me fazem são ofensivos.

 

Desde 2007 tenho cerca de mil textos escritos, 12 mil comentários

e 270 mil visitantes. É obra. Como a grande maioria das pessoas que
me lê não se manifesta, presumo que a sua vontade é que continue.

E é isso mesmo que vou continuar a fazer.

Não vou calar aquilo que penso.

Se for útil para resolver alguma coisa, melhor, senão paciência.

Pelo menos tentei.

 

Como costumo dizer, apareçam sempre.

 

Jacinto César


Tasca das amoreiras às 23:42
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3 comentários:
De Anónimo a 10 de Outubro de 2011 às 17:13
Nota da Redacção que é como quem diz... Nota Minha


De André Miguel a 10 de Outubro de 2011 às 20:46
Não pare. Continue como até aqui. A cidade, mais que nunca, precisa de vozes criticas.


De Anónimo a 10 de Outubro de 2011 às 22:11

Também estou consigo.
No entanto, nem sempre concordo com a análise que faz sobre alguns assuntos.
Ninguém é perfeito e,certamente, o TASQUEIRO também não é.
Mas faz falta.Lamento,contudo, que esteja a dar algumas abébias ao poder instituído.

          PIPI/BALDIO


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