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Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011

Ora então vamos lá!

 

( Foto de Virgílio Trabuco )

 

 

 

 

Agora que a poeira do S. Mateus já poisou, e que tudo voltou ao normal,

vamos lá então discutir o assunto.

Antes de mais gostaria aqui de agradecer o apoio nesta “luta” ao

CidadElvas. Seia muito bom que mais pessoas se envolvessem para
aumentar a pressão. Gostaria ainda de prestar aqui um esclarecimento:

sou Irmão da Confraria do Sr. Jesus da Piedade faz exactamente hoje

61 anos e com as cotas pagas. E digo isto porque não me julgando mais

que os outros, tenho o direito de discutir os assuntos que lhe dizem

respeito, contrariamente a outros que falam mas não contribuem com

um único cêntimo. Esclarecimento feito.

 

A Confraria do SJP não é propriedade da Igreja tendo estatutos

próprios e cujos Irmão elegem a respectiva Mesa. Os terrenos onde
decorre a Feira de S. Mateus pertencem-lhe e podem fazer deles o

que bem entenderem desde que os confrades estejam de acordo.

Portanto, apesar de que e sob o ponto de vista católico obedeça à

hierarquia da Arquidiocese de Évora, sob o ponto de vista material

é independente. Os terrenos pertencentes à Confraria, foram doados

a esta e não à Arquidiocese.

E digo isto porquê? Porque juridicamente a Confraria pode “negociar”

os referidos terrenos. Tanto assim é que este dividido em parcelas é
alugado aos feirantes durante um período limitado de tempo. Nada

impede portanto que a Confraria possa ceder temporariamente

(seja por 5, 10 ou 15 anos) à Câmara Municipal de Elvas e a troco

de benfeitorias a negociar, os referidos terrenos para a organização

das Festas da Cidade. A Confraria só tem a ganhar com esta parceria,

visto que grande parte das despesas passam para a autarquia.

Talvez muita gente desconheça, mas uma receita importante da
instituição provem da chamada “bandeja”, que são os donativos

que os fiéis fazem durante as festas. Ora estas receitas manter-se-iam

e que davam e sobravam para as despesas com as Festa de Igreja e não só.

Porque é que insisto neste modelo de gestão das festas? Por
vários motivos que passo a enumerar:

1 – A Câmara se estiver pelos “ajustes” deste modelo, e penso que

sim, já que a política gosta de estar em evidência, sejam estes ou os
que venha a seguir, tem a capacidade técnica, logística e financeira de gerir o
Parque de uma melhor forma e se calhar com menos custos;

2 – Como é sabido de alguns e principalmente dos membros da
Mesa da Confraria, quando as festas dão para o torto por motivos
meteorológicos, estes, vêem-se gregos para apanhar o dinheiro aos

feirantes, com a desculpa de não terem feito negócio. Lógico que

se o credor for o município o caso muda de figura;

3 – As grandes despesas das festas são a iluminação e o fogo de artifício.

Ora bem, como a câmara também é consumidor destas atracções, seria

de certeza muito mais barato já que esta negociaria com as empresas
fornecedoras em pacote;

4 – O facto de a Confraria ceder os terrenos por períodos de tempo

contratados, nunca daria o direito à Câmara de construir neles o que quer
que fosse sem a concordância dos primeiros (contrariando aqui a tese por

defendida de que a primeira coisa a fazer seria espalhar cimento armado

pelo parque). Benfeitorias sim, mas com a concordância de todos.  

5 – Quanto à construção de um pavilhão definitivo onde anualmente

se coloca a tenda gigante, não vejo inconveniente nenhum, desde que
este se enquadre na paisagem. Todos sairíamos beneficiados. Mais, não

me chocava nada que na eventualidade da sua construção houvesse

colaboração do restaurante “El Cristo” que o integraria e se deitasse

abaixo o actual, esse sim um mamarracho.

 

Não termino sem um apelo aos meus concidadãos: COLABOREM COM
IDEIAS, já que o S. Mateus é de todos.

 

Jacinto César

 

Nota – Finalmente o chamado Zé de Melro resolveu ser comentar

com algum “trambelho”, mas não deixa de disparar em todas as
direcções. Menos na dele, claro. Mesmo sem o conhecer começo

a “entendê-lo”. Um conselho: saia do anonimato, encha-se de coragem

e debata os problemas de uma forma desapaixonada.

Se os tiver no “sítio”. Claro!

 

Jacinto César     


Tasca das amoreiras às 18:39
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6 comentários:
De IP repetido a 28 de Setembro de 2011 às 21:05

"faz exactamente hoje 61 anos e com as cotas pagas."


"Cota" é para os brasileiros um rapaz como o Jacinto, 61 anos e com bom poder de aquisição.


Em Portugal "cota" é um conceito topográfico, diferença entre alturas de medição, a primeira e seguintes, negativas se abaixo, positivas se acima."


"Quota" significa parte, neste caso a sua de associado, penso que era a quota que se referia!



De Tasca das amoreiras a 29 de Setembro de 2011 às 15:29

Caro “amigo” anónimo.

 

Mais uma vez lhe venho agradecer a atenção com que lê os meus escritos e os corrige das asneiras que escrevo. Já percebi que é uma pessoa letrada e culta e como tal só posso estar-lhe agradecido pelos ensinamentos. Só tenho pena de um facto e que é o não saber quem é, porque senão, até lhe pagava com prazer umas explicações de Língua Portuguesa. Estou sempre aberto a aprender com quem sabe mais do que eu.

Apareça sempre.

 

Jacinto César



De IP repetido a 29 de Setembro de 2011 às 20:43
O meu nome é IP repetido, por favor trate-me com o respeito que eu trato V.ª Ex.ª.


Muito Obrigado, um abraço!


De Sapo Elvense a 28 de Setembro de 2011 às 21:53
Mas será que nesta cidade toda a gente parte do zero sempre pelo lado da Câmara? Porque não constituir uma associação para o São Mateus, sempre a Câmara, que fartote!


De J. Fonseca a 29 de Setembro de 2011 às 01:20

As ideias apresentadas pelo Jacinto, na generalidade são positivas, pelo menos têm o merito de por á discussão um tema que é tão caro aos Elvenses como é o S.Mateus.
A minha grande dúvida é se a nossa Camara tem competencia para por de pé umas festas com o mínimo de qualidade e dignidade. A feira de actividades económicas apresentada pela Camara, atesta o que acabo de dizer.
Na referida feira não há praticamente nenhum agente económico da nossa região.
Quanto ao restaurante El Cristo não acho a ideia execuivel, visto que o edificio não é propriedade da confraria mas sim de particulares.
Quanto ao facto de seres confrade, não havia necessidade de mostrares os galões.
Bora vamos ao debate. 


De Anónimo a 29 de Setembro de 2011 às 08:51
O Zé do Melro não é anónimo.
É aquele Carrilho, parecido com o "Nacib", personagem da "Gabriela".
Não acham que os escritos condizem com a figura e os seus acompanhantes preferidos?


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