Na quinta-feira passada fui assistir ao espectáculo na Praça da República.
Diga-se deste já, um magnífico espectáculo, mas infelizmente pouco divulgado.
Foi também com agrado que vi que finalmente o palco foi montado de
frente para Sé, deixando a descoberto todo o seu esplendor.
Um ponto a favor da Câmara.
Enquanto se resolvia o imbróglio das luzes da praça que teimavam em não
se apagar, tive cerca de meia hora a falar com os meus botões e a pensar
o que se podia fazer no Centro Histórico para lhe dar outra animação
e trazer mais gente “cá para o alto”. Entre outras, saíram-me duas que me
pareceram consistentes.
1 – Às segundas-feiras de manhã, realiza-se na praça uma “espécie”
de feira de velharias. E digo espécie porque aquilo não é nada.
E porque não passá-la para o sábado o dia inteiro? E porque não a
Câmara mandar fazer umas bancas próprias para dar mais dignidade
ao evento? E depois porque não fazer uma propaganda mais forte
tanto nas redondezas de Elvas como de Badajoz? Penso que seria
mais um evento a animar e trazer pessoas para o centro.
2 – Todos os anos se realiza a feira escolar no Jardim Municipal.
É um evento que atrai muita gente como sempre pude constatar,
já que vivia ali próximo. E porque não fazê-la no centro, utilizando
o espaço da praça e da Rua da Cadeia? Dir-me-ão que não concordam
já que se tinha que desviar o trânsito da artéria principal. E onde
é que está o problema? Os autocarros deixaram de circular no centro
e os automóveis têm alternativa. Campo Maior não pôde estar uma
mais de uma semana com as ruas ocupadas com as festas?
Já se pensou na quantidade de pessoas que durante uma semana
vinham para o centro? Os miúdos são às centenas e consomem.
Os pais que acompanham os filhos também. E os que vão só ver
também. Tudo junto era capaz de animar uma semana inteira as
principais ruas. Porque não pensar no assunto?
Enquanto estava a escrever isto lembrei-me que sempre aqui me
manifestei contra a realização da Semana da Juventude junto aos
Arcos das Amoreiras e pelas razões que estou farto de explicar.
Porque não aproveitar aquela enorme área que é a do fosso das
muralhas entre o Jardim das Laranjeiras e as Portas de Olivença?
Tinha-se aí um espaço enorme, com entrada por vários sítios
e com um fundo também digno que são as Muralhas.
Sr. Presidente da Câmara, se este escrito lhe chegar pense nas
sugestões que aqui lhe deixo. Penso que não são descabidas de todo.
Jacinto César
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