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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011

Centro Histórico e seus problemas – 2

 

 

 

 

 

Escrevi aqui ontem sobre a desertificação progressiva do Centro Histórico

e como ela se deu ao longo dos anos a partir de 1958.

Gostava antes de falar de outros problemas, de focar o que para mim é o

maior deles todos.

Presumo que a maior parte das pessoas que têm a paciência de me lerem,

conhecem bem ou relativamente bem, Portalegre e Évora.

Comecemos por Portalegre.

Se nos deslocarmos desde o Semeador até ao Hospital, indo pela Rua do

Comércio, ou seja atravessando o Centro Histórico, constatamos que

passamos por este e entramos na zona mais nova (a partir do plátano)

quase sem nos apercebermos disso, ou seja, não há uma separação clara

entre o centro e uma das zonas novas da cidade.

Em Évora passa-se exactamente a mesma coisa. Quem conhece a cidade

sabe que basta atravessarmos qualquer das portas das muralhas para nos

encontrarmos nas chamadas zonas novas. Ou seja, basta atravessar uma

rua ou avenida para se chegar ao centro ou vice-versa.

Olhemos agora para Elvas. Como se sabe, todo o desenvolvimento urbano

da cidade se deu a partir do castelo e das sucessivas fortificações que

foram sendo levantadas ao longo dos séculos, até que se chegou ao limite

com a construção das muralhas seiscentistas. E assim permaneceu por

mais alguns séculos. Só que a partir daí, as coisas complicaram-se, dada

a existência de uma “fronteira” natural que são todos os terrenos com

grande declive que a circulam. Salvo as Portas de S. Vicente que dão

quase uma continuidade entre a cidade e o Bairro da Boa-Fé, todas

as outras têm uma faixa de terreno de grande declive a separar a cidade

das zonas novas.

É um obstáculo considerável que para muitos tem que ser percorrido de

automóvel. É uma situação difícil e que aparece em várias cidades

amuralhadas por essa Europa. O exemplo mais extremo que me recorde é

S. Michel na Normandia em França. Vive diariamente de milhares de

turistas que a visitam e à noite parece uma cidade fantasma.

Com tudo isto, não quer dizer que não haja tratamento. Mas só paliativos,

porque remédios que curem em definitivo parece não os haver.

Amanhã continuarei a falar sobre o assunto.

 

Jacinto César 


Tasca das amoreiras às 20:14
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3 comentários:
De Zé de Melro a 16 de Setembro de 2011 às 13:02
Fico satisfeito que se tenha mudado para o Centro Histórico para que se aperceba das dificuldades criadas a quem vive no Centro pela supressão do estacionamento.


Por que foi suprimido o estacionamento entre as Portas da Esquina e a Faceira da Cisterna?(EXEMPLO)


Espero que perceba que Rondão Almeida ao acabar com o estacionamento no Centro acabou com as condições de habitabiidade, que permitiriam a regeneração urbana pela fileira Promotor-Construtor-Utliizador final(senhorio ou proprietário residente).


Só alguém que não percebe o funcionamento da economia pode acreditar que a Câmara pode reconstruir 1100 casas em ruínas no Centro.


Se as asneiras foram feitas em todas as Cidades históricas, a Câmara não tinha que replicar a burrice alheia.


Cumprimentos do Zé de Melro!


De Tasca das amoreiras a 16 de Setembro de 2011 às 19:27

Caro Zé de Melro

 

Sabe qual é o seu grande problema? É esconder-se! É poder “piar” de galo sem ter que dar a cara. Sabe que mais? Não gosto de pessoas como o “senhor”.

Mais, você pode ter carradas de razão, mas perde-a toda ao não ter coragem de dar a cara. Você até já me chamou de “vendido” ao presidente. Presumo que me conheça e se de verdade me conhece sabe perfeitamente que é uma calúnia que está a levantar. O meu caro amigo é que defende tanto a Confraria do Senhor Jesus da Piedade que dá a ideia que lhe “pagam” para dizer o que diz ou então, faz parte dela.

Oh homem, encha-se de coragem e dê a cara.

 

Jacinto César



De eu a 16 de Setembro de 2011 às 17:26
Tiago vai bugiar com os teus amigos bugios e nao me chateis

 


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